Esses dados fazem parte da pesquisa de Adesão às Novas Tecnologias, realizada pela Fecomércio RJ/GPP, entre os dias 10 e 13 de novembro de 2014. Quanto ao tempo de adesão à rede, 407 empresários do estado do Rio de Janeiro revelaram que usam a internet há 3,6 anos, em média. Na faixa de 3 a 5 anos de utilização, estão 33,7% dos estabelecimentos. Entre 26,6%, o uso da internet começou entre um e dois anos atrás. E menos de 20% (17,6%) entrou na rede há mesmo de um ano.
Quando perguntados sobre as razões pelas quais utilizam a internet, o principal objetivo foi publicidade e propaganda (74,8%). Em seguida aparece o relacionamento comercial entre as empresas e seus fornecedores, citado por 33,8% daqueles que utilizam a rede. Para 18,9% dos empresários entrevistados, o acesso à internet contribuiu para realização de venda.
A pesquisa mostrou ainda que, para 86,4% dos estabelecimentos fluminenses presentes na Internet, a utilização de um canal de relacionamento é considerado importante ou muito importante para o desenvolvimento do seu negócio. Mas 12,2% indicam ser pouco importante. Para 1,4%, não foi possível avaliar essa importância ou eles consideraram nulo para o progresso do seu estabelecimento estar conectado ao mundo virtual.
Entre os 45,5% dos empresários que não estão na internet, 22,2% não consideram a importância de ter acesso à rede. Ainda no universo dos empresários que estão fora da rede, 15,7% afirmaram não ter conhecimento sobre o assunto, e 14,6% demonstraram não ter interesse em se conectar. Para 12,4%, estar na rede não representa uma boa relação custo/benefício. Porém, 55,6% dos que não estão presentes avaliam a possibilidade utilizar a internet no futuro.
Fonte: Site Convergência Digital
Varejo do Rio de Janeiro considera internet vital para negócios
21/01/2017 | 23h36
O comércio do estado do Rio de Janeiro caiu na rede. A maioria dos estabelecimentos comerciais fluminenses (54,5%) está conectada à internet. Para os comerciantes do Rio, a rede é uma aliada na realização de negócios. Boa parte desses comerciantes também já compreendeu o poder de divulgação das redes sociais. O Facebook é utilizado por 28% deles para divulgar produtos e serviços.
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Uma biblioteca para os ouvidos: nasce o ubook, serviço de audiolivros por streaming
21/01/2017 | 23h36
Os brasileiros contam com uma nova forma de consumir literatura. Em vez de ler, podem ouvir os livros. Nasceu há cerca de um mês o ubook, primeiro serviço de assinatura de audiolivros por streaming. Seu conceito é similar ao do Netflix para vídeos ou do Rdio para música: por uma mensalidade fixa, é possível ter acesso ilimitado a todo o catálogo através de um app móvel, hoje disponível para iOS e HTML5 e, em breve, para Android. Nas primeiras duas semanas, conquistou mais de 40 mil assinantes, a maioria na Claro, primeira operadora com a qual firmou acordo de carrier billing, para cobrança da assinatura na conta telefônica. A projeção é superar 1,5 milhão de assinantes dentro de um ano somente entre as teles – acordos de carrier billing com Oi e TIM entrarão no ar em breve. A mensalidade custa R$ 18,90 no cartão de crédito ou US$ 6,90, pelo iTunes billing. Com as operadoras a cobrança é semanal: R$ 4,99.
O ubook conta hoje com um catálogo entre 800 e 1 mil livros. E 25 novos títulos são acrescentados por semana. A ideia é manter um catálogo enxuto, girando entre 1,5 mil e 2 mil livros, sempre novos. "Não quero ter cauda longa. Fazemos uma curadoria rigorosa. Se um livro ficar seis meses sem nenhum acesso, é retirado de catálogo", explica Flávio Osso, fundador e CEO do ubook.
As editoras recebem uma remuneração fixa por cada título adicionado ao catálogo e outra que varia de acordo com a audiência do livro. O ubook tem contrato assinado com a Ediouro e com a Novo Conceito, e promete fechar nas próximas semanas com outras dentre as maiores de best sellers do Brasil, diz o executivo.
"As editoras reclamam que os jovens não têm hábito de leitura. Mas observamos que esse grupo está sempre com fone no ouvido e celular no bolso. Se o objetivo é fazê-lo consumir cultura, não importa se ele vai ler ou ouvir... Nosso discurso para as editoras é: se você tem dificuldade de entregar esse conteúdo no papel, por que não tentar através de um canal que está no bolso do consumidor?", relata Osso.
O público-alvo não se restringe aos jovens, mas também àqueles leitores que trabalham muito e tem pouco tempo para a leitura. O executivo cita a si próprio como exemplo: ele escuta livros dentro do carro, durante o trajeto que faz até o trabalho. "Eu passo mais de duas horas no trânsito por dia, tanto para ir quanto para voltar. Cada livro tem entre oito e dez horas de duração. Consigo ler, ou ouvir, um por semana", afirma. Ele acredita que o serviço não canibalize a venda de livros digitais ou em papel. Pelo contrário, serviria de porta de entrada, fazendo com que o consumidor acabe comprando aqueles títulos que mais gostou de escutar.
O aplicativo do ubook permite que o usuário baixe os livros para escutá-los offline, tal como oferecem alguns serviços de streaming de música. É possível marcar trechos para escutá-los de novo depois e até gravar comentários sobre eles. O app também permite o compartilhamento de trechos nas redes sociais. A empresa planeja lançar uma versão para TVs conectadas no futuro, de forma que o usuário possa continuar a audição de casa do mesmo ponto em que parou no smartphone.
Produção
A produção do áudio é feita pelo própria ubook, com dubladores contratados para a narração. Um livro de 400 páginas gera um arquivo com duração entre oito e dez horas, o que demanda entre 15 e 20 horas de produção a um custo de aproximadamente R$ 15 mil. O valor, contudo, sobe bastante quando são convidadas celebridades como narradores. O livro "1822", por exemplo, é narrado pelo Pedro Bial. O ator Bruno Mazzeo, por sua vez, foi convidado para narrar "As mentiras que os homens contam", de Luís Fernando Veríssimo. E Paulo Betti emprestou sua voz em "O selvagem da ópera", de Rubem Fonseca. Em alguns casos, os próprios autores são convidados para esse trabalho, como Nelson Motta, de "Vale tudo", biografia do Tim Maia.
História
O mercado editorial chegou a tentar vender audiolivros em CDs no passado, mas o produto não decolou por diversas razões, como, por exemplo, a briga por espaço com os próprios livros nas estantes das livrarias. A experiência do consumidor também não era das melhores: quando parava a audição, não podia retomá-la do mesmo ponto depois. "Costumo dizer que o mercado de audiolivro nem sequer começou no Brasil. Não foi lançado na mídia correta e nem no tempo certo", avalia Osso.
O ubook se inspirou no modelo da norte-americana Audible, que também cobra uma mensalidade para acesso a audiobooks, mas com limite de um livro por mês. A Audible foi vendida alguns anos atrás para a Amazon por US$ 300 milhões. O ubook tem como investidora a Bizvox, empresa brasileira especializada em portais de voz. Para o ano que vem, a empresa planeja exportar seu serviço para outros mercados da América Latina.
Setor de TI apresentará maior demanda e exigirá mais dos profissionais
21/01/2017 | 23h36
Esqueça-se do velho estereótipo de que todo profissional de TI é tímido, antissocial e só sabe conversar sobre assuntos geeks. As empresas tem requisitado cada vez mais funcionários de tecnologia engajados e com habilidades que vão além de conhecimentos técnicos.
Segundo um levantamento da Brasscom (Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação) o setor de tecnologia da informação emprega mais de 1,3 milhão de pessoas e terá um crescimento de 30% até o ano de 2016.
Mas, tanta oportunidade não virá de graça. Cada vez mais os candidatos deverão desenvolver novas competências para conseguir cargos estratégicos na companhia, como gestão, negociação e boa comunicação.
A DISYS, especializada em recrutamento em TI, já tem percebido uma mudança significativa no perfil dos profissionais nesses últimos anos. Em nota, a diretora de negócios da empresa, Kelly Macagnan, afirma que habilidades como capacidade de gerenciar conflitos, apresentar ideias e dialogar com outros setores são fundamentais nos candidatos a uma vaga na área.
Ainda segundo a diretora, o crescimento iminente no setor e da grande oferta de vagas não significa que qualquer profissional de TI será empregado com facilidade. Afinal, eles terão que atender a mais exigências e devem se preparar para desempenhar papeis mais estratégicos nas companhias. Fluência em inglês, ou em outros idiomas, e interesse em se relacionar com outros setores e trazer novas ideias estão entre os pontos que mais influenciam positivamente a carreira em TI.
Site: Info Abril
Estudo da IBM mostra os desafios da transformação da indústria automotiva
21/01/2017 | 23h36
Durante o Automotive News World Congress, que aconteceu essa semana em Detroit (EUA) a IBM revelou os resultados do seu novo "Automotive 2025 – Estudo Global", delineando os desafios e mudanças disruptivas que estão rompendo as fronteiras do ecossistema automotivo. O estudo prevê que, enquanto a indústria automobilística vai oferecer uma maior experiência de condução personalizada em 2025, os veículos totalmente autônomos ou de condução parcialmente automatizada não vão ser tão comuns como alguns pensam.
O Estudo é baseado em entrevistas com 175 executivos de montadoras, fornecedores e outros líderes do pensamento em 21 países, detalhando as expectativas dos clientes, estratégias de crescimento, necessidades de mobilidade, ecossistema e outros temas que moldam a direção da indústria.
"Ao mesmo tempo que a indústria automobilística está ressurgindo nos últimos anos, a nova identidade indústria que está emergindo é mais aberta, inclusiva e sem fronteiras. Esta transformação pode resultar em benefícios que não foram vistos desde que foi criada a linha de montagem automatizada ", disse Alexander Scheidt, líder global da indústria automotiva da IBM Global Business Services. "Em 2025, a indústria vai não só recriar nossas vidas altamente personalizadas e digitalizadas dentro de nossos carros, mas também dará aos consumidores um papel mais importante na definição dessa experiência, seja como condutores ou passageiros."
Os consumidores de hoje estão mais empenhados do que nunca. Eles desejam tanto engajamento digital como uma experiência de condução melhorada combinada. O relatório indica que os consumidores não só querem dirigir carros; eles querem a oportunidade de inovar e co-criá-los, juntamente com serviços relacionados, tais como infotainment.
A IBM identificou nove influenciadores externos, como as economias, mercados, regulamentações governamentais e sustentabilidade que também afetam outras indústrias. O relatório também indica que 63% dos executivos entrevistados acreditam que serviços de compartilhamento de carro será a área para maior colaboração com os consumidores.
Em 2025, o veículo será sofisticado o suficiente para configurar-se a um motorista e a outros ocupantes. Além disso, ele será capaz de aprender, conduzir e socializar com outros veículos e seu ambiente circundante. Quase 80% dos executivos acreditam que no veículo tecnologias cognitivas serão componentes-chave de como veículos irão aprender e a razão para proporcionar melhor experiência para os ocupantes e otimizar seu próprio desempenho.
Cinquenta e sete por cento acreditam veículos "redes sociais" vão se comunicar uns com os outros, permitindo compartilhar não apenas o tráfego ou as condições meteorológicas, mas informações específicas a um determinado fabricante de automóveis. Por exemplo, se um veículo está passando por algum tipo de problema não é reconhecido antes, poderia se comunicar com outros veículos da mesma marca para procurar ajuda sobre o qual problema poderia ser.
Em contraste com as crenças comuns, o relatório também ressalta considerável ceticismo sobre veículos totalmente autônomos (sem motorista). Apenas 8% dos executivos acreditam que ele se tornará comum em 2025. 87% dos participantes consideram condução parcialmente automatizada como uma expansão do atual auto-estacionamento.
No geral, o estudo traça um quadro muito claro: o crescimento da indústria virá da entrega de valor adicional ao invés de apenas vender mais veículos. E mesmo que um terço dos inquiridos sintam que eles serão capazes de se adaptar aos desafios que isso implica, apenas um em cada cinco sente que está preparado agora.
As necessidades futuras do estudo enfatiza que indústria automotiva rígida do século passado deve rapidamente se transformar em um ecossistema aberto, colaborativo e cheio de soluções inovadoras:
*73% dos executivos de OEM avaliam alternativas econômicas para a propriedade de veículos compartilhados, como uma área significativa para a co-criação com os consumidores;
*73% de todos os executivos classificaram a colaboração com outras indústrias como a melhor oportunidade para o crescimento da indústria automotiva à medida que progride em direção a 2025;
*75% de todos os executivos esperam que parcerias não tradicionais da indústria tenham papel fundamental no ecossistema automotivo até 2025
"Olhando para 2025, o novo ecossistema irá criar desafios e as oportunidades para a indústria nunca enfrentados antes; a empresa que tem abertura irá definir o cenário para o sucesso a longo prazo e liderança na indústria", disse Scheidt.
Google cria app para a comunicação entre alunos e professores
21/01/2017 | 23h36
O Google criou o "Google Sala de aula", um aplicativo móvel (Android, iOS) voltado para a comunicação entre professores e alunos. Ele funciona como a extensão móvel do projeto "Google Apps para Educação", que consiste em um pacote gratuito de programas de produtividade para professores, que inclui o Gmail, o Google Drive e o Google Docs. Qualquer pessoa com uma conta do Google pode usar o Google Sala de aula.
Um dos propósitos é eliminar, ou pelo menos reduzir, o uso de papel. Os professores podem salvar um documento no Google Docs e enviá-lo automaticamente para todos os seus alunos, por exemplo. Os deveres de casa podem ser feitos diretamente no smartphone ou tablet dos estudantes, e o professor pode corrigi-los de qualquer lugar, também através de seu dispositivo móvel.
O próprio professor configura o serviço e cadastra seus alunos pelos seus emails. Ou então compartilha um código para que cada um acesse o grupo formado pela sua turma. O professor pode enviar comunicados através do Google Sala de Aula ou iniciar discussões temáticas de apoio às aulas. O histórico de tarefas é organizado em uma página, acessível para todos os alunos da turma.
Projeto de Lei propõe definir banda larga como serviço essencial
21/01/2017 | 23h36
O Projeto de Lei do Senado (PLS) 431/14, que propõe definir o acesso à internet em banda larga como serviço essencial, passando a União a assegurar sua existência, está em tramitação na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). O texto, de autoria do deputado Anibal Diniz (PT-AC), também estabelece a prestação do serviço na forma de regime público, o que significa que a União passa a ser uma espécie de garantidora do serviço.
Na justificativa do projeto, o autor alega que, nas últimas duas décadas, as tecnologias de informação e comunicação, incluindo-se aí a telefonia fixa e móvel, a comunicação de dados e o acesso à internet, passaram a fazer parte do cotidiano de um grande número de pessoas em todo o mundo. Anibal Diniz acrescenta que essas tecnologias representam, na era contemporânea, uma das principais ferramentas de inclusão e desenvolvimento social.
O autor também argumenta que a internet permite não apenas a interação social, mas o acesso a informações, bens culturais, conhecimentos científicos e serviços públicos e privados. Assim, segundo o senador, o acesso à internet possibilita o exercício de vários direitos humanos fundamentais e passa à condição de elemento central na formação da cidadania do povo brasileiro.
Com informações da Agência Senado.
Banda larga: teles estão obrigadas a garantir 80% da velocidade contratada
21/01/2017 | 23h36
Começou a valer no último sábado, 1º/11, o novo patamar de qualidade nas conexões à Internet, conforme definidos pela Anatel. Significa que as empresas são obrigadas a garantir, em média, 80% da velocidade contratada. Ou seja, se o contrato prevê 10 Mbps, ao longo do mês a velocidade efetivamente usufruída não pode ficar abaixo de 8 Mbps.
Esse índice faz parte do regulamento de qualidade do Serviço de Comunicação Multimídia. Aprovado em 2012, primeiro previa a garantia média de 60% da velocidade contratada. No ano passado, o percentual subiu para 70%. Agora chegou a última etapa, de 80%. Vale lembrar que, até então, a praxe era de as empresas só se comprometerem em entregar 10% do contratado.
Não significa que a velocidade não pode ficar abaixo dos 80% em um ou outro momento. A norma prevê dois tipos de velocidades. Uma delas é chamada de “instantânea” e diz respeito à velocidade medida em um determinado momento. Nesse caso, o novo patamar implica que jamais, em qualquer medição, a velocidade pode ser inferior a 40% da contratada.
A outra é a velocidade “média”, ou seja, exatamente a média das velocidades “instantâneas” medidas ao longo de um mês. Como mencionado, eventualmente a velocidade medida em determinada hora pode ser de 40% da contratada. Mas no conjunto das medições feitas ao longo de um mês, a média deve necessariamente ser de 80% ou mais do que foi acordado com a operadora.
O mesmo regulamento prevê outros indicares além da velocidade. É o caso da variação de latência, ou jitter, que basicamente mede o atraso na transmissão dos pacotes (as unidades de transmissão nas conexões TCP/IP). Esse é um indicador particularmente importante para determinadas aplicações, como jogos online ou teleconferências. Outro indicador mede a perda de pacotes.
Embora tenha sido adotado com objetivo de garantir maior qualidade nas conexões fixas à Internet, usar os indicadores em tratativas específicas com as operadoras não é trivial. É que a Anatel adotou um sistema estatístico de medição da qualidade. Assim, foi contratada uma empresa – Entidade Aferidora da Qualidade, um consórcio entre a consultoria PwC e a SamKnows.
Assim, são usados cerca de 10 mil aparelhos acoplados aos modems de voluntários que realizam medições aleatórias ao longo do mês. Esses dados são apresentados sempre consolidados. Por se tratar de uma aferição por amostragem, não há como um usuário específico utilizar os dados em sua relação direta com uma ou outra operadora.
Desde que passou a usar essas medições, os percentuais de cumprimento das metas são surpreendentemente altos. Segundo divulgações periódicas da Anatel com os dados da EAQ, é muito raro não serem atingidos os índices por alguma das operadoras avaliadas – apenas os grupos com mais de 50 mil clientes, ou seja, Oi, NET, Telefônica/Vivo, GVT, Algar (CTBC), Embratel, Sercomtel e Cabo Telecom.
O regulamento completo com os indicadores envolvidos – a resolução 574 – pode ser conferido na página da Anatel no link http://legislacao.anatel.gov.br/resolucoes/26-2011/57-resolucao-574.
PT ou PSDB? Próximo presidente terá muito a fazer pela TI no Brasil
21/01/2017 | 23h36
Aécio Neves ou Dilma Rousseff?
Independente de quem vença as eleições, a certeza é que o próximo presidente do Brasil terá muito o quê fazer em termos de política industrial de tecnologia da informação e telecomunicações. Enquanto os candidatos esquentam a disputa no segundo turno, questionamos algumas entidades setoriais sobre suas expectativas quanto ao próximo governo. Ficou a certeza de que os problemas enfrentados por empresas do setor ultrapassam os limites da vertical e, como lembra a Abes (Associação Brasileira das Empresas de Software), tocam temas como reforma tributária, modernização das relações trabalhistas para atender às demandas dos novos tempos, burocracia e custo Brasil. Além disso, dada a importância que a TIC ganhou ao longo dos anos, qualquer um dos dois candidatos que vença deve traçar um plano que possa alavancar o setor de forma que a indústria exerça função de suporte para retomada de crescimento econômico e de posição de destaque do País no cenário internacional. Mas algumas lutas, contudo, são bastante específicas. “Atualmente os grupos estrangeiros estão dominando o mercado nacional e limitando o nosso desenvolvimento”, enxerga Antonio Neto, presidente do SINDPD (Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação do estado de São Paulo) e da CSB (Central dos Trabalhadores Brasileiros). O sindicato ainda carrega a bandeira da criação de uma empresa pública para o setor de TI, a exemplo da Petrobrás, com a intenção de potencializar o desenvolvimento e o investimento nacional no segmento, além, é claro, de ampliar as contratações e a geração de postos de trabalho. Esta empresa, de economia aberta, mas sob o comando do Estado, poderia congregar as empresas públicas de tecnologia, como Serpro e Dataprev, estimulando e canalizando as forças nacionais para o segmento. “Também precisamos fomentar a criação de polos de tecnologia, ou seja, o incentivo do desenvolvimento sustentável, econômico, sociocultural e tecnológico de cidades interessadas em investir no segmento de tecnologia e desoneração de data centers, com o objetivo de aumentar a produção de empregos”, diz Neto, lembrando, ainda a inexistência de regulamentação da profissão de TI. As principais entidades de TI entregaram as suas propostas, desenvolvidas em conjunto, para todos os candidatos, há cerca de 60 dias. O texto reúne reivindicações da Abes, Assespro e Brasscom em um documento entregue para políticos durante o período eleitoral (veja as reivindicações aqui). Propostas Embora um tanto etéreos, os planos de governo dos dois candidatos contemplam propostas que envolvem questões relacionadas a tecnologia da informação. “Infelizmente nenhum dos candidatos explicitou planos específicos para a indústria de TI”, comenta Roberto Mayer, vice-presidente de Relações Públicas da Assespro (Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação). Para ele, a expectativa é que, assim como ocorreu em governos anteriores, a escolha da política industrial para o setor só ocorra após a eleição, com a escolha dos ministros – vale lembrar que na gestão atual, três pessoas passaram pela cadeira do MCTI. Dentre as propostas para a área de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) no primeiro turno surgem questões, o candidato do PSDB, Aécio Neves, promete apoiar investimentos mais robustos em infraestrutura para universidades públicas e instituições de pesquisa. Além disso, ele defende o ensino da tecnologia ligado à resolução de problemas sociais e a uma atitude empreendedora. A estruturação de um Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação é uma bandeira do candidato, que também pretende revitalizar o Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia. Aécio garante que criará um programa de internacionalização da ciência brasileira, com intercâmbio de pesquisadores e atração de cientistas internacionais, além de implementar um plano nacional para a formação de pesquisadores. Ele também pretende criar uma estratégia para incentivar pesquisa e inovação nas empresas públicas e privadas. A petista Dilma Rousseff aposta na inovação com uma das ferramentas para aumentar a competitividade produtiva do Brasil, com especial atenção para o programa Plataformas do Conhecimento, lançado em julho deste ano. A candidata à reeleição pretende acelerar a produção de conhecimento que gerem novos produtos e processos. Ela também se compromete a adotar políticas públicas direcionadas para as áreas industrial, científica, tecnológica e agrícola afim de reduzir os custos de investimento e produção, a partir do estímulo à inovação. *Com informações do Núcleo de Serviços da ABIPTI (Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação).
Microsoft lista 5 benefícios de aprender a programar
21/01/2017 | 23h36
A Microsoft lançou oficialmente neste mês, a campanha #EuPossoProgramar no Brasil, iniciativa gratuita para estimular o aprendizado de linguagem de programação entre jovens de 12 a 25 anos da América Latina. No site Eu Posso Programar, o público tem acesso a um curso de programação dividido em dois módulos com conceitos básicos e complexos. Segundo Hernán Rincón, presidente da Microsoft para América Latina, a linguagem de código será algo cada vez mais necessário no mercado de trabalho, independentemente da área em que deseja trabalhar.
Para impulsionar o projeto, a empresa lista cinco capacidades que podem ser aprimoradas com o aprendizado de programação.
Confira:
1. Desenvolve a habilidade de resolver problemas lógicos
2. Estimula a criatividade e o pensamento crítico
3. Aumenta as oportunidades de emprego
4. Amplia a capacidade de adaptação ao estilo de vida atual e a familiarização com a tecnologia
5. Torna o empreendedorismo uma opção concreta
Porque voto em Aécio!
21/01/2017 | 23h36
Voto porque sou do PSDB.
A princípio é óbvio.
Fui Presidente do diretório municipal de Campos por 02 mandatos e sou o atual Vice-Presidente. O PSDB é meu ÚNICO partido em toda minha vida pública. Filiei-me a ele em 1998 e nele permaneço até hoje, 16 anos depois, apesar do “canto da sereia” de diversos partidos ao longo destes anos. Filiei-me a ele por partilhar de sua doutrina partidária e continuo acreditando até hoje. Digo sempre, e vou cumprir, que se um dia tiver que sair do PSDB, largo a política partidária (a eleitoral já larguei!).
Mas voto em Aécio por muito mais do que isso.
Voto porque acredito! Voto porque acredito que a alternância de poder é salutar para um Município, Estado ou País. Mas e São Paulo, podem me questionar? O PSDB manda lá há quase 20 anos, desde o saudoso Mário Covas. Só posso creditar à incompetência da oposição. Seria salutar, lá, como em qualquer lugar, a alternância. Voltando ao cenário nacional, o que mais me espanta (nem tanto assim!) é o aparelhamento do Estado pelos agentes públicos, transformando o Estado como um todo em um grande “balcão de negócios”, como me disse um amigo de Brasília há cerca de 9 anos atrás. Este amigo, que trabalhava no Congresso Nacional, me disse, decepcionado, que nunca tinha visto nada assim desde que estava lá. E olha que ele passou por vários governos, inclusive os de Sarney e Collor. Não podia dar certo! Escândalos se sucedem e, tal qual a velha história do marido traído que prefere tirar o sofá da sala a se separar da esposa traidora (ou o inverso, tá feministas?!?!), o PT ataca a imprensa e os meios de comunicação. Pior, usa a internet para criar uma espécie de guerrilha com notícias falsas que, uma a uma, vão caindo como frutas podres. Triste fim para um partido que começou nas bases populares e ficou cada vez mais elitista. Independente do resultado dessa eleição, até porque não acredito EM NADA na segurança destas urnas eletrônicas (e quem está escrevendo aqui é um cara da área de TI há quase 30 anos), o PT sai extremamente diminuído desse processo todo. Não quero comparar números nem governos.
Acho que cada um teve a sua importância em seu momento histórico. Mesmo os governos Sarney e Collor e Itamar, apesar de todos os problemas, deram a sua contribuição para que estivéssemos onde estamos. É claro que este processo poderia ter sido menos longo e menos doloroso. Mas mesmo assim, avaliando o contexto da época, foi um aprendizado. Para isso, faço abaixo um breve resumo de cada governo:
TANCREDO ganhou, mas não levou. Apesar da oposição do PT, (o PT se absteve de votar em Tancredo e, os que votaram, foram expulsos do partido; a atriz Bete Mendes dentre elas!), Tancredo conseguiu a votação necessária no Colégio Eleitoral e venceu e eleição. Quis o destino que morresse antes da posse. SARNEY por pouco não assumiu. Os militares não queriam dar posse ao Vice, não o reconheciam com legítimo representante. A Constituição era dúbia. Foi preciso ter um Ulisses Guimarães, firme, altruísta, mesmo contra Sarney (que era ligado aos militares (ARENA)), para criar as condições para a posse. Sarney assumiu e fez um governo dúbio e fraco. Teve o mérito de fazer a nova Constituição Brasileira.
COLLOR surgiu como um furacão e arrebatou o Brasil (inclusive eu) com seu discurso moralista e de acabar com os “marajás” criados no governo Sarney. Elegeu-se com os mesmos “golpes baixos!” que hoje o PT tenta desferir contra Aécio. O resultado, sentimos na pele! Eu, como empresário quebrei em seu governo. Hoje, Collor, pelos seus crimes, seria considerado um trombadinha perto das malversações do PT e a quadrilha que se instalou no poder em nosso país. Teve o mérito de ter chamado nossos carros de “carroças”, abrindo o mercado do Brasil para o Mundo. Acabou com a Reserva de Mercado da Informática, um absurdo dos tempos militares; acabou com o cartel do cimento e colocou o país em um contexto mundial. Recepcionou a ECO-92 e trouxe o meio-ambiente para o centro da pauta de governo de um país que, até então, não tinha esta matéria como ordem do dia. Nem tudo foi ruim.
O governo ITAMAR foi breve e recheado de problemas a resolver. País instável politicamente, aturdido por ter que afastar o primeiro Presidente eleito democraticamente desde o fim do período militar; o novo presidente se concentrou em arrumar o cenário que encontrara. Itamar procurou realizar uma gestão transparente, algo tão almejado pela sociedade brasileira. Em 1993, cumprindo com o previsto na Constituição, o governo fez um plebiscito para a escolha da forma e do sistema de governo no Brasil. O povo decidiu manter tudo como estava: escolheu a República (66% contra 10% da Monarquia) e o Presidencialismo (55% contra 25% do Parlamentarismo). No governo de Itamar Franco foi elaborado o mais bem-sucedido plano de controle inflacionário da Nova República: o Plano Real. Montado pelo seu Ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, o plano visava criar uma unidade real de valor (URV) para todos os produtos, desvinculada da moeda vigente, o Cruzeiro Real. Desta forma, cada URV correspondia a US$ 1. Posteriormente a URV veio a ser denominada “Real”, a nova moeda brasileira. O Plano Real foi eficiente, já que proporcionou o aumento do poder de compra dos brasileiros e o controle da inflação.
Não vou me ater aos dois mandatos do Presidente Fernando Henrique Cardoso, porque, provavelmente, não o faria com a isenção necessária, uma vez que sou seu fã número 1, como milhões no Brasil.
Não vou, tampouco, falar dos governos Lula e Dilma, porque a maior parte dos leitores os viveu e saberão, eloquentes que são, tirar as suas conclusões.
O que quero mostrar com este texto é que governos, em países DEMOCRÁTICOS, vêm e vão, com a alternância necessária, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida de sua população.
Quem descobriu o Brasil foi Pedro Álvarez Cabral e não Lula (apesar dele não acreditar nisso!).
É preciso que tenhamos as referências para que possamos tomar decisões na vida, quaisquer que sejam elas, profissionais, pessoais ou políticas. Por isso, para finalizar, quero crer quer que o mandato de um NOVO presidente, será salutar para nosso país, de tão jovem democracia, ainda carente de tantas soluções.
Encerro contando uma estória: Tenho 02 funcionários cubanos. Sim, bem antes do Mais Médicos, eu já tinha o “Mais Analistas de Sistemas” rsrsrsrs. Lá, há uma ditatura que dura exatos 55 anos. Meus funcionários, que tinham os maiores salários de Cuba, ganhavam 55 dólares por mês. Isso mesmo. Cerca de R$ 150,00 (cento e cinquenta reais). E são profissionais que, além de trabalhar na área da segurança pública, ainda davam aulas de pós-graduação na Universidade de Havana. Ou seja, 02 empregos para ganhar R$ 150,00 (cento e cinquenta reais) por mês. Luciana Genro, com seu MacBook Air de R$ 5.000,00 iria para lá viver desse jeito?!?! Duvido muito!!! A realidade lá é muito diferente do que reverberam aqui. TODOS querem sair de lá. De um jeito ou de outro. É um processo falido!
Temos a oportunidade de fazer um grande país para nós, nossos filhos e netos. Não podemos abdicar disso. Apesar de todos os problemas, ainda somos uma democracia. Por isso entendo quando leio pessoas (professores universitários e afins) que ainda defendem o governo que aí está. Fazem uma leitura temporal da situação.
Convoco a todos a fazer uma leitura atemporal do país. Não desenvolvemos o país somente para nós, mas para nossos filhos e netos. Que o processo democrático seja cada vez mais exercido com sabedoria e isenção em nosso país. Só desse jeito construiremos uma nação verdadeira, democrática e justa para nosso povo
Sobre o autor
Robson Colla
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