Porque voto em Aécio!
Robson Colla 12/10/2014 18:09
Voto porque sou do PSDB. A princípio é óbvio. Fui Presidente do diretório municipal de Campos por 02 mandatos e sou o atual Vice-Presidente. O PSDB é meu ÚNICO partido em toda minha vida pública. Filiei-me a ele em 1998 e nele permaneço até hoje, 16 anos depois, apesar do “canto da sereia” de diversos partidos ao longo destes anos. Filiei-me a ele por partilhar de sua doutrina partidária e continuo acreditando até hoje. Digo sempre, e vou cumprir, que se um dia tiver que sair do PSDB, largo a política partidária (a eleitoral já larguei!). Mas voto em Aécio por muito mais do que isso. Voto porque acredito! Voto porque acredito que a alternância de poder é salutar para um Município, Estado ou País. Mas e São Paulo, podem me questionar? O PSDB manda lá há quase 20 anos, desde o saudoso Mário Covas. Só posso creditar à incompetência da oposição. Seria salutar, lá, como em qualquer lugar, a alternância. Voltando ao cenário nacional, o que mais me espanta (nem tanto assim!) é o aparelhamento do Estado pelos agentes públicos, transformando o Estado como um todo em um grande “balcão de negócios”, como me disse um amigo de Brasília há cerca de 9 anos atrás. Este amigo, que trabalhava no Congresso Nacional, me disse, decepcionado, que nunca tinha visto nada assim desde que estava lá. E olha que ele passou por vários governos, inclusive os de Sarney e Collor. Não podia dar certo! Escândalos se sucedem e, tal qual a velha história do marido traído que prefere tirar o sofá da sala a se separar da esposa traidora (ou o inverso, tá feministas?!?!), o PT ataca a imprensa e os meios de comunicação. Pior, usa a internet para criar uma espécie de guerrilha com notícias falsas que, uma a uma, vão caindo como frutas podres. Triste fim para um partido que começou nas bases populares e ficou cada vez mais elitista. Independente do resultado dessa eleição, até porque não acredito EM NADA na segurança destas urnas eletrônicas (e quem está escrevendo aqui é um cara da área de TI há quase 30 anos), o PT sai extremamente diminuído desse processo todo. Não quero comparar números nem governos. Acho que cada um teve a sua importância em seu momento histórico. Mesmo os governos Sarney e Collor e Itamar, apesar de todos os problemas, deram a sua contribuição para que estivéssemos onde estamos. É claro que este processo poderia ter sido menos longo e menos doloroso. Mas mesmo assim, avaliando o contexto da época, foi um aprendizado. Para isso, faço abaixo um breve resumo de cada governo: TANCREDO ganhou, mas não levou. Apesar da oposição do PT, (o PT se absteve de votar em Tancredo e, os que votaram, foram expulsos do partido; a atriz Bete Mendes dentre elas!), Tancredo conseguiu a votação necessária no Colégio Eleitoral e venceu e eleição. Quis o destino que morresse antes da posse. SARNEY por pouco não assumiu. Os militares não queriam dar posse ao Vice, não o reconheciam com legítimo representante. A Constituição era dúbia. Foi preciso ter um Ulisses Guimarães, firme, altruísta, mesmo contra Sarney (que era ligado aos militares (ARENA)), para criar as condições para a posse. Sarney assumiu e fez um governo dúbio e fraco. Teve o mérito de fazer a nova Constituição Brasileira. COLLOR surgiu como um furacão e arrebatou o Brasil (inclusive eu) com seu discurso moralista e de acabar com os “marajás” criados no governo Sarney. Elegeu-se com os mesmos “golpes baixos!” que hoje o PT tenta desferir contra Aécio. O resultado, sentimos na pele! Eu, como empresário quebrei em seu governo. Hoje, Collor, pelos seus crimes, seria considerado um trombadinha perto das malversações do PT e a quadrilha que se instalou no poder em nosso país. Teve o mérito de ter chamado nossos carros de “carroças”, abrindo o mercado do Brasil para o Mundo. Acabou com a Reserva de Mercado da Informática, um absurdo dos tempos militares; acabou com o cartel do cimento e colocou o país em um contexto mundial. Recepcionou a ECO-92 e trouxe o meio-ambiente para o centro da pauta de governo de um país que, até então, não tinha esta matéria como ordem do dia. Nem tudo foi ruim. O governo ITAMAR foi breve e recheado de problemas a resolver. País instável politicamente, aturdido por ter que afastar o primeiro Presidente eleito democraticamente desde o fim do período militar; o novo presidente se concentrou em arrumar o cenário que encontrara. Itamar procurou realizar uma gestão transparente, algo tão almejado pela sociedade brasileira. Em 1993, cumprindo com o previsto na Constituição, o governo fez um plebiscito para a escolha da forma e do sistema de governo no Brasil. O povo decidiu manter tudo como estava: escolheu a República (66% contra 10% da Monarquia) e o Presidencialismo (55% contra 25% do Parlamentarismo). No governo de Itamar Franco foi elaborado o mais bem-sucedido plano de controle inflacionário da Nova República: o Plano Real. Montado pelo seu Ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, o plano visava criar uma unidade real de valor (URV) para todos os produtos, desvinculada da moeda vigente, o Cruzeiro Real. Desta forma, cada URV correspondia a US$ 1. Posteriormente a URV veio a ser denominada “Real”, a nova moeda brasileira. O Plano Real foi eficiente, já que proporcionou o aumento do poder de compra dos brasileiros e o controle da inflação. Não vou me ater aos dois mandatos do Presidente Fernando Henrique Cardoso, porque, provavelmente, não o faria com a isenção necessária, uma vez que sou seu fã número 1, como milhões no Brasil. Não vou, tampouco, falar dos governos Lula e Dilma, porque a maior parte dos leitores os viveu e saberão, eloquentes que são, tirar as suas conclusões. O que quero mostrar com este texto é que governos, em países DEMOCRÁTICOS, vêm e vão, com a alternância necessária, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida de sua população. Quem descobriu o Brasil foi Pedro Álvarez Cabral e não Lula (apesar dele não acreditar nisso!). É preciso que tenhamos as referências para que possamos tomar decisões na vida, quaisquer que sejam elas, profissionais, pessoais ou políticas. Por isso, para finalizar, quero crer quer que o mandato de um NOVO presidente, será salutar para nosso país, de tão jovem democracia, ainda carente de tantas soluções. Encerro contando uma estória: Tenho 02 funcionários cubanos. Sim, bem antes do Mais Médicos, eu já tinha o “Mais Analistas de Sistemas” rsrsrsrs. Lá, há uma ditatura que dura exatos 55 anos. Meus funcionários, que tinham os maiores salários de Cuba, ganhavam 55 dólares por mês. Isso mesmo. Cerca de R$ 150,00 (cento e cinquenta reais). E são profissionais que, além de trabalhar na área da segurança pública, ainda davam aulas de pós-graduação na Universidade de Havana. Ou seja, 02 empregos para ganhar R$ 150,00 (cento e cinquenta reais) por mês. Luciana Genro, com seu MacBook Air de R$ 5.000,00 iria para lá viver desse jeito?!?! Duvido muito!!! A realidade lá é muito diferente do que reverberam aqui. TODOS querem sair de lá. De um jeito ou de outro. É um processo falido! Temos a oportunidade de fazer um grande país para nós, nossos filhos e netos. Não podemos abdicar disso. Apesar de todos os problemas, ainda somos uma democracia. Por isso entendo quando leio pessoas (professores universitários e afins) que ainda defendem o governo que aí está. Fazem uma leitura temporal da situação. Convoco a todos a fazer uma leitura atemporal do país. Não desenvolvemos o país somente para nós, mas para nossos filhos e netos. Que o processo democrático seja cada vez mais exercido com sabedoria e isenção em nosso país. Só desse jeito construiremos uma nação verdadeira, democrática e justa para nosso povo

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