2 técnicas para motivar sua equipe
21/01/2017 | 23h35

Respondido por Flavia Lippi, especialista em empreendedorismo feminino

Auxiliar a equipe a formar metas, entendidas como o estado ou resultado desejado , é essencial para a empresa. Essa etapa é parte do trabalho medular do empreendedor sustentável. As metas promovem a mobilização de recursos, tanto conscientes como inconscientes. Às vezes, a equipe chega ao final de um projeto sem ter claro o que quer conseguir, o que equivale a visitar uma agência de viagens sem ter um destino. Se nossa equipe não sabe para onde quer ir, ainda que tenha muito claro o que não quer fazer ou o que não quer que aconteça, estabelecer metas pode ser tão difícil como para o agente de viagens vender um destino. Para isso, usamos a técnica de desatar nós. O método é baseado em elevar a consciência, gerar responsabilidade e motivar a ação. Em cinco passos, saiba estabelecer metas. Comece definindo o objetivo, conheça a situação atual do cliente, do projeto ou da empresa. Identifique recursos, antecipe e elimine obstáculos e, por fim, vá para a ação. A segunda técnica é chamada G.R.O.W. (Goal, Reality, Options, What), e foi definida por Sir John Whitmore e descrita no seu livro Coaching para performance. É um dos modelos mais utilizados nesta área. Muito útil para líderes que estão começando seu trabalho na motivação de equipes. Em grupos de no máximo 6 pessoas, cada um pergunta e anota a resposta do outro, até todos terem respondido. As respostas sem nome, serão colocadas juntas para que dali saiam as soluções para ações. Muito importante que o projeto, o cliente ou a empresa sejam o foco das perguntas. Pergunte o que se pretende atingir, como isso pode ser conseguido, qual a situação atual, como cada um enxerga este momento, quais são as opções de solução, qual a mais indicada. O ideal é que o primeiro passo seja clarear a missão de vida/empresarial do líder. Nossa missão determina nossa existência e, consequentemente, inúmeros outros parâmetros que determinam nossa conduta e caminho para decisões e planos. Assim a equipe poderá se motivar a seguir com um plano e comum. Flávia Lippi é coach e diretora-presidente do Instituto de Desenvolvimento Humano Lippi (IDHL). Fonte: Site Exame  
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Oito cargos em TI promissores em 2014
21/01/2017 | 23h35

Desculpem, caçadores de talentos de TI: se você aguarda previsões surpreendentes sobre o que esperar de 2014, você provavelmente terminará de ler este texto e não ficará satisfeito. Isso porque é improvável que haja uma mudança completamente radical sobre habilidades, posições e títulos que os funcionários de TI almejam.

“Não há nada que eu possa dizer ‘nossa, é o máximo’ para 2014”, diz Jack Cullen, presidente da empresa de recrutamento em TI Modis. Por isso, muito do que segue abaixo pode soar familiar. E isso pode ser positivo. Previsões de grandes mudanças trazem o medo de não serem acompanhadas (apocalipse em 2012, lembram-se?). Então o mercado de trabalho em TI que Cullen e outros especialistas mencionam é mais realista se você estiver procurando um novo cargo neste ano. Seguem abaixo, sem ordem de importância: 1. Especialistas em Big Data. A palavra viral de ontem é o trabalho em alta de amanhã. Enquanto o hype em torno de Big Data não é novidade, Cullen acredita que a contratação nessa categoria começará a ganhar terreno tangível em 2014. “A área que eu vejo que terá início, que as pessoas ainda estão tentando enxergar, é todo o mundo em torno de Big Data – seja em produtos como Hadoop ou Big Data Analytics”, afirma. 2. Designers de Business Intelligence (BI). O CMO da companhia de recrutamento Eliassen, Tom Hart, ofereceu outro exemplo específico dentro do universo de Big Data: a capacidade de transformar toda aquela informação em algo palpável para a suíte executiva, marketing e outras unidades de negócio não técnicas que realmente entendam e usem (O PowerPoint conseguiu popularidade por algum motivo, pessoal). Aqui, leia-se: BI designers. “Há muitas empresas que podem te ajudar a armazenar dados, construir redundância em storage, e normalizar os dados para armazenamento eficiente e acesso”, conta Hart. “Mas há claramente uma falta de desenvolvedores talentosos que possam te ajudar a interpretar os dados de maneira significativa, da forma que dashboards executivos ou operacionais guiam o processo de tomada de decisão por meio do discernimento inteligente e a representação desses dados armazenados”, completa. 3. DevOps especialistas em nuvem e mobilidade. Talvez isso seja um pouco de trapaça. Profissionais de TI com séria capacidade em DevOps são uma demanda alta agora mesmo, segundo Kevim Gorham, gerente de recrutamento da Hollister. E isso vai continuar em 2014; DevOps que construem e mantém infraestrutura de nuvem e aplicações da nuvem estão em boa posição no mercado. “Se existem pessoas com esse set de capacidades, posso chamar meus clientes e conseguir diversas entrevistas para esses candidatos. Eles realmente têm espaço”, afirma Gorham. “Eles podem comandar com altos salários e comumente entrarei em leiloes com meus clientes sobre essas potenciais contratações. Desenvolvedores que são mais que apenas um engenheiro de programação e scripts em Linux – não apenas seus admins, muito além disso – são alvos também”, complementa. 4. Especialistas em Linux. Bem, geralmente Linux e tendência são palavras que não costumam vir juntas. Contudo, profissionais de TI com experiência em Linux permanecerão em demanda no ano. Em 2013, o Linux Job Report (produzido pela Dice.com e a Fundação Linux) revelou que três a cada quatro profissionais de Linux recebeu chamados de headhunters nos últimos seis meses. Enquanto isso, 90% dos gerentes de recrutamento admitem dificuldade para preencher posições relativas a Linux. Jum Zemlin, diretor executivo da Fundação Linux, espera condições ainda mais favoráveis para quem procura um emprego nessa área em 2014. “Demanda por profissionais Linux continua a crescer e representa uma tendência de vários anos, resultado do Linux se tornando mais e mais ubíquo. É o software que roda nossas vidas, e precisamos de mais administradores de sistemas e desenvolvedores para acompanhar o crescimento”, explica Zemlin. Ele atribui muito da demanda a uma adoção mais abrangente de tecnologias open source no geral, e adiciona que a Fundação Linux irá alavancar o ensino online e oportunidades de treinamento avançadas neste ano, para suprir essa necessidade. “Se você é um profissional de TI procurando por crescimento profissional em longo prazo, não há melhor lugar para trabalhar com open source”. 5. Desenvolvedores Móveis. Parem as máquinas: mobilidade é a bola da vez. Especificamente, profissionais de TI com legítima habilidade de desenvolvimento podem efetivamente aumentarem suas exigências agora mesmo. Hart, da Eliassen, aponta a mobilidade como a categoria com essencialmente tem desemprego negativo – ou seja, há mais posições abertas do que pessoas qualificadas para preenchê-las. “Enquanto há diversos early adopters, muitas companhias estão apenas começando a perceber como melhorar o acesso ou as vendas, relacionados a seus produtos ou serviços”, diz Hart. “Desenvolvedores de aplicações móveis têm grande demanda, e isso continuará por um bom tempo ainda por vir. Se você estiver procurando por uma posição estável em longo prazo, melhore suas competências de desenvolvimento móvel”. 6. Os velhos confiáveis: desenvolvedores .NET e Java. Ainda na área de desenvolvimento de TI, Cullen, da Modis, espera que programadores .NET e Java não tenham nenhuma dificuldade ao encontrar trabalho em 2014. As duas plataformas permanecem ubíquas no desenvolvimento de aplicações. 7. Analistas de negócio (BA, na sigla em inglês para Business Analysts) e Gestores de Projetos. Cullen diz que seus clientes continuam a buscar por qualificados BAs e gestores de Projetos para suas empresas de TI. Ambos são cargos “antigos”. O que está mudando, segundo Cullen, é que os empregadores estão cada vez mais atrás de experiências muito específicas nesses papéis. “O que as empresas estão buscando, em vez de apenas trazer BAs e gestores de projetos genéricos, particularmente no setor financeiro, são áreas bem específicas. Por exemplo, ‘experiência em derivativas, mercado de capitais, frequência de baixa latência, eles querem skills muito particulares para um tipo de aplicação nessas áreas”, elucida. 8. Profissionais de TI para pequenas e médias empresas (PMEs). Esta não é necessariamente uma habilidade entre os empregadores. Cullen conta que as contas PMEs da Modis têm planos robustos de contratação neste ano. “Companhias que costumavam ter apenas uma ou duas pessoas para TI estão expandindo para quatro ou cinco”. Ele atribui a expansão a diversos fatores e, talvez a maior parte, a mais PMEs tendo a consciência de como os investimentos de TI podem ajuda-las a cortar custos em outras áreas de suas organizações. Em outras palavras: PMEs não necessariamente estão adicionando recursos, mas redirecionando recursos para a TI – boa notícia para quem procura emprego. E o que não é tendência? Papéis tradicionais de telecomunicações, que irão enxugar a medida que mais negócios se voltam à nuvem, de acordo com Cullen. Ele também relata que profissionais de TI com habilidade em Oracle e SAP podem encontrar um mercado mais estável neste ano. Ele pontua a natura cara, cíclica e algumas vezes lenta de grandes implementações de softwares de grandes empresas como o motivo: 2014 pode ser apenas um ano mais discreto sobre projetos internos de aplicações empresariais. “A demanda por Oracle e SAP – não posso dizer que irá cair dramaticamente. Mas não está tão robusta como nas outras áreas”, diz Cullen. “Muitas dessas companhias nos últimos dois anos investiram em suas aplicações, então talvez será um pouco menos de investimento neste lado em 2014, em oposição ao grande aporte no lado da web”, finaliza. Fonte: Site It Web  
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5 dicas do Facebook para pequenas e médias empresas
21/01/2017 | 23h35

Com o fim do ano, os empreendedores começam a pensar em estratégias para crescer em 2014 – e é bem provável que criar ou aperfeiçoar a atuação da empresa nas redes sociais esteja na pauta de discussões. Para ajudar os empreendedores, Patrick Hruby, diretor de negócios do Facebook para pequenos e médios negócios na América Latina, listou cinco dicas para que empresários saibam usar a rede social para expandir seus negócios.

1) Crie uma fanpage – Comecemos pelo básico. Uma página no Facebook é um canal de comunicação extremamente importante com seus clientes. É importante manter informações sobre a empresa, como endereço, horário de atendimento e contatos, sempre atualizados. Aposte em postagens que façam seus clientes se identificar com seu negócio: coisas simples, como atualizar a sua foto de capa com imagens de feriados ou com temas sobre pequenas empresas ajudam a aumentar o engajamento de seus fãs. 2) Interaja – Seu trabalho não termina ao postar algo, mas ao interagir com seus clientes. Não deixe de responder as pessoas que pedem informações sobre seu negócio. Não dê respostas automáticas – mostre que há um ser humano por trás da página e seja autêntico em suas mensagens. Outro ponto importante na interação com seus fãs: não é só você que tem uma empresa incrível. Considere postar conteúdo que beneficie os usuários. Uma boa opção é destacar outros negócios bacanas na região ou compartilhar links interessantes relacionados à atividade da sua empresa. 3) Seja multimídia – Não é só de textos que vive uma rede social. Faça postagens com fotos e vídeos – esse tipo de conteúdo, normalmente, alcança níveis maiores de engajamento no Facebook. Outra ideia é criar um álbum de fotos com imagens de produtos. Assim, as pessoas poderão saber o que você vende sem precisar sair de casa. 4) Ofereça descontos – Ofertas atraem pessoas. Afinal, todo mundo gosta de comprar coisas legais a preços baixos. Por exemplo, você pode dar um desconto para aqueles que mencionarem o Facebook quando forem à sua loja. Para quem quer atingir mais gente, uma alternativa é o Offers, outra das ferramentas que o Facebook oferece. Este serviço permite que empreendedores criem promoções especialmente para seus seguidores: a fanpage posta a oferta e os interessados recebem um e-mail com um comprovante – que deve ser apresentado no ato da compra para validar o desconto. 5) Impulsione postagens importantes – Você pode garantir que as pessoas certas sejam impactadas por suas publicações por meio de posts impulsionados. O serviço é pago, mas atinge mais pessoas. O Facebook tem uma ferramenta de segmentação de público, em que é possível definir as características das pessoas que te interessam. Na hora de escolher o valor a ser pago, basta digitar o valor que pretende investir e o Facebook dirá imediatamente quantas pessoas o seu post irá alcançar. Fonte: Site PEGN  
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5 cuidados que o empreendedor deve ter ao sair de férias
21/01/2017 | 23h35

Respondido por Eduardo Ferraz, especialista em gestão de pessoas

Quase todo empreendedor é peça fundamental no cotidiano de sua empresa, ainda mais se ela for pequena. A grande maioria das decisões passa por ele e isso acaba tornando-o refém da própria competência. Esta situação faz com que muitos donos de empresas fiquem anos sem tirar férias, o que acaba gerando, além do cansaço, uma dependência ainda maior da equipe. Por isso, é fundamental que o empreendedor saia de férias pelo menos uma vez por ano, por duas semanas, no mínimo. Seguem algumas dicas para que o período seja proveitoso e até instrutivo para seus funcionários. 1. Prepare-se com antecedência – Agende e se possível pague os custos (voos e hospedagem) de suas férias com pelo menos seis meses de antecedência. Além de custar mais barato, inibirá sua “tentação” de cancelar o descanso. Quanto maior o improviso, maior será a chance de desistir. 2. Eleja um substituto – É fundamental que você treine e dê autoridade a alguém de sua confiança, para gerenciar o dia a dia da empresa em sua ausência. Nada mais danoso que a falta de um líder. Delegue poderes, mas estipule claramente a autonomia que o substituto terá. 3. Resolva as pendências - Um mês antes das férias, comece a resolver as pendências mais importantes, como a decisão sobre investimentos, a demissão de algum colaborador ou uma troca de fornecedores. Não deixe para resolver os problemas em cima da hora ou durante o período de descanso. 4. Deixe um “dever de casa” – É importante fazer um follow up do que precisa ser feito em sua ausência, estipulando uma meta importante para cada pessoa estratégica. Esta tarefa individual deverá ser realizada sem sua ajuda e os resultados deverão ser mensurados em sua volta. Essa situação acaba sendo uma ótima oportunidade para estimular seus colaboradores. 5. Desligue! – Muita gente sai de férias e passa o dia todo no computador ou falando no celular e ainda avisa: “Se houver qualquer problema, me ligue”, o que significa: “estarei disponível”. Férias servem para descansar e também para treinar as pessoas a trabalhar sem você por perto. Por isso, desligue o celular, deixe uma mensagem em seu email avisando que estará fora no período, dê o nome de quem está em seu lugar e peça que só o acionem se for algo realmente urgente. Eduardo Ferraz é especialista em gestão de pessoas, palestrante e consultor. Fonte: Site Exame  
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Comissão aprova alterações na Lei do Supersimples
21/01/2017 | 23h35

Uma comissão especial (temporária) da Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade o relatório final dos projetos de lei que modificam o Estatuto da Micro e Pequena Empresa, a chamada Lei do Supersimples, na noite da última quarta-feira, 11.

As modificações sugerem a criação de um cadastro único nacional para as micro e pequenas empresas, que substituirá as demais inscrições federais, estaduais ou municipais, e que corresponderá ao Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). O parecer aprovado altera o critério de classificação das empresas, que passam a ser enquadradas nos regimes tributários de acordo com o seu limite de faturamento e não mais pela área de atividade. Se aprovada em Plenário, a nova lei iria definir um teto de faturamento de R$ 360 mil para as microempresas e R$ 3,6 milhões para as pequenas empresas. O projeto propõe também o fim da chamada substituição tributária para as micro e pequenas empresas. Assim, as secretarias de fazenda estaduais não poderão mais aplicar o recolhimento antecipado da alíquota cheia do ICMS nas fornecedoras, o que, na prática, gera uma dupla tributação. Essa mudança ainda teria que ser aceita em convênio celebrado pelos estados e pelo Distrito Federal e não se aplicaria no caso de combustíveis, cigarros, bebidas, produtos para veículos e produtos farmacêuticos. No substitutivo, o deputado Cláudio Puty (PT-PA), relator da proposta, retirou do Projeto de Lei o enquadramento das microempresas e empresas de pequeno porte por faixas para o pagamento de impostos variáveis. Seria um mecanismo similar ao utilizado na cobrança do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), em que o contribuinte que ultrapassasse determinada faixa pagaria uma alíquota maior apenas sobre o valor que excedesse àquele limite. A proposta segue agora para votação no Plenário da Câmara. O ministro Afif Domingos, que se mostrou favorável às alterações, espera que votação por volta de março de 2014. O deputado Puty afirmou que as chances de aprovação dependerão da reação da atividade econômica e, em consequência, da arrecadação da União e dos estados. Fonte: Site Exame  
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Espionagem pode fazer empresas de TI perderem bilhões
21/01/2017 | 23h35
O ultraje internacional com os atos de espionagem da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês) na internet está afetando as vendas globais das companhias de tecnologia americanas e prejudicando os esforços do país para promover a liberdade na internet. As revelações de espionagem em várias partes do mundo poderão custar às empresas americanas até US$ 35 bilhões em receitas perdidas até 2016, em razão das dúvidas quanto à segurança das informações que circulam por seus sistemas, afirma a Information Technology & Innovation Foundation, um centro de estudos políticos de Washington, de cujo conselho de administração participam representantes de companhias como a IBM e a Intel. “As possíveis consequências são enormes, uma vez que nossa economia depende muito da economia da informação para seu crescimento”, diz Rebecca MacKinnon, membro emérito da News America Foundation, um grupo de estudos políticos de Washington. “É onde está cada vez mais a vantagem dos EUA.” Qualquer contratempo no esforço americano de manter a internet aberta também poderá provocar danos diretos a companhias como a Apple e o Google, que se beneficiam das redes globais com poucas restrições nacionais. Antiamericanismo aumentou na Alemanha A Cisco Systems, maior fabricante de equipamentos para redes de computadores do mundo, disse este mês que as revelações envolvendo a NSA estão provocando uma certa hesitação entre os clientes de mercados emergentes. Na China, os pedidos caíram 18% nos três meses até 26 de outubro. Robert Lloyd, um diretor de desenvolvimento e vendas, disse em uma conferência telefônica em 13 de novembro que “não está havendo um impacto material, mas certamente está fazendo as pessoas pararem para repensar suas decisões”. As revelações sobre atos de espionagem cometidos pelos EUA, vazadas por Edward Snowden, ex-colaborador terceirizado da NSA, “têm o potencial de provocar grandes danos à competitividade” de empresas americanas como a Apple, o Facebook e a Microsoft, disse Richard Salgado, diretor de aplicação da lei e segurança da informação do Google, ao Senado dos EUA em 13 de novembro. “A confiança, que está ameaçada, é essencial para essas empresas.” As revelações de espionagem estão levando governos de todas as partes do mundo a considerar “propostas que limitariam o livre fluxo de informações”, disse Salgado. “Isso poderá ter consequências indesejadas, como uma redução na segurança dos dados, aumento dos custos, menos competitividade e prejuízos para os consumidores.” O alvoroço provocado na Alemanha deverá afetar os negócios da Akamai Technologies no país, segundo Tom Leighton, diretor-presidente desta companhia de Cambridge, Massachusetts, que ajuda clientes corporativos a fornecer conteúdo online mais rapidamente. “A situação está claramente ruim para as empresas americanas”, diz Leighton. “E está particularmente ruim na Alemanha agora, onde o sentimento antiamericano aumentou. Provavelmente vamos perder alguns negócios lá.” Fronteiras nacionais As companhias de tecnologia não são as únicas que enfrentam potenciais danos com o escândalo da espionagem envolvendo a NSA, afirma Myron Brilliant, vice-presidente executivo da Câmara do Comércio dos Estados Unidos em Washington. Estudos mostram que os produtos e serviços que dependem de fluxos de dados internacionais deverão acrescentar um valor estimado de US$ 1 trilhão ao ano à economia dos EUA nos próximos dez anos, observa ele. “Esta é uma questão prioritária, não só para as companhias de tecnologias e as baseadas na internet, mas também para as pequenas e médias empresas”, continua Brilliant, listando as empresas dos setores de finanças, manufatura, cuidados com a saúde, ensino, navegação “e outras áreas comumente não lembradas como companhias da internet”. Enfrentando uma reação que já está prejudicando suas vendas na China, a Cisco Systems poderá perder negócios se o governo chinês alegar preocupações com a segurança e favorecer as companhias domésticas em um projetado aumento dos gastos com Tecnologia da Informação (TI) para US$ 520 bilhões em 2015, para aumentar as velocidades de banda nas áreas urbanas e ampliar o acesso á internet nas áreas rurais. Uma pesquisa feita pela Cloud Security Alliance, uma organização setorial, constatou que 10% de seus associados não americanos cancelaram contratos com provedores de serviços de computação em nuvem baseados nos EUA desde maio. 56% deles disseram que a probabilidade de eles usarem um desses provedores é agora menor. “As pessoas não vão mais confiar tanto nos EUA e nas companhias americanas”, diz Jason Healey, diretor da Cyber Statecraft Initiative do Atlantic Council, um centro de estudos políticos de Washington. “Começaremos a ver o surgimento de fronteiras nacionais no espaço cibernético.” O Brasil, por exemplo, está cogitando implementar uma legislação que passaria a exigir de empresas como o Google, o uso de centros de dados locais ou equipamentos desenvolvidos pelo governo. Uma preferência por provedores não americanos poderia afetar empresas como a Juniper Networks, que respondeu por 10% da receita com roteamento do Brasil no primeiro semestre, ou a Cisco, que detém 56% desse mercado. Na Alemanha, a Deustche Telekom é parte de uma aliança de empresas que promove um sistema que iria manter as buscas na internet e o tráfego de e-mails locais dentro do país. Nicole Gaouette, da Bloomberg Site: Observatório da Imprensa  
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Os 4 principais erros na hora de negociar um empréstimo
21/01/2017 | 23h35

Recorrer a um empréstimo pode ser essencial para resolver uma questão pontual como um problema de fluxo de caixa ou para financiar uma reforma da sua pequena empresa. Mas, para João Carlos Natal, consultor do Sebrae-SP, um erro básico e que a maioria dos pequenos empresários comete é o de não estar a par das finanças da sua empresa na hora de negociar com instituições financeiras.

Antes de pedir um empréstimo para o seu negócio é recomendável ter certeza de qual é a razão do financiamento, quais são as opções no mercado, qual o prazo da dívida e qual é o Custo Efetivo Total (CET). Tendo respondido a essas perguntas, a próxima etapa é buscar referências para obter o recurso mais barato. “Para ter o poder de persuasão, sempre é bom pesquisar a concorrência”, ensina Alexandre Galvão, professor de finanças do Ibmec/MG. Veja outros erros cometidos por pequenos empresários. 1. Não conhece a própria empresa Buscar uma oferta de crédito é como uma negociação e o empreendedor precisa estar preparado para isso. “O banco tem toda a ficha do empresário e sabe como é a movimentação da empresa e do empresário”, conta Natal. A organização das finanças da empresa é essencial para que o empresário esteja munido das informações necessárias para buscar as melhores condições. “Às vezes, uma empresa precisa tomar recursos porque não administrou seu estoque, por exemplo”, afirma Galvão. 2. Calcula mal o quanto quer pedir Antes de negociar com o gerente do seu banco, é preciso ter em mente o valor que você realmente precisa para quitar as suas dívidas. Para Galvão, o empreendedor precisa ter noção do quanto precisa para atingir o fluxo de caixa do período que estará pagando o empréstimo. “Ele vai ao banco somente com o valor que ele está devendo, mas é preciso também visualizar o quanto a empresa necessita de capital de giro, por exemplo”, ensina Natal. Caso contrário, ele terá que buscar outra ajuda financeira após um curto período. 3. Não tem um planejamento financeiro Você pode até conhecer bem o seu negócio, mas, sem um planejamento financeiro de fato, fica difícil conseguir a melhor condição. Existem alguns números que dizem muito sobre a sua empresa e, sem um histórico detalhado, o empresário acaba sem informação. Para pedir um empréstimo, o gerente de uma instituição financeira tem como base esse mesmo histórico e depois oferece as condições para o financiamento. “Deveria ser o contrário: eu preciso de tanto e posso pagar é tanto”, diz Natal. Para avaliar qual é a melhor prestação e qual o limite da negociação, as contas da empresa têm que estar em ordem. 4. Não fazer uma pesquisa Para ter o poder de negociar as taxas que encarecem um empréstimo é preciso fazer uma pesquisa no mercado. Para Natal, as melhores linhas de crédito nem sempre estão nos bancos que o empresário tem um relacionamento. “É preciso buscar outras referências de outras instituições e confrontar essas informações”, afirma Galvão. Fonte: Site Exame
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Edward Snowden tem revelações que vão "chocar", diz jornalista
21/01/2017 | 23h35

Glenn Greenwald, o jornalista responsável pelas revelações de Edward Snowden sobre o esquema norte-americano de ciberespionagem, disse na última terça-feira (3) que o ex-funcionário da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA) ainda tem muitos documentos secretos para revelar e que, quando eles forem divulgados, vão "chocar" os usuários. Saiu na Exame.

Os arquivos de Snowden serão divulgados em breve, segundo declaração de Greenwald à revista francesa Télérama. Na entrevista, feita no Rio de Janeiro – local onde ele mora hoje –, o jornalista afirma que é contactado por outros "jornalistas do mundo inteiro que querem trabalhar (com ele) nos documentos que dizem respeito a seus países. O processo de trocar de informações, de acordo com Greenwald, é "extremamente demorado". "Legalmente, não posso me contentar em lhes dar o que lhes interessa, porque isso me transformaria em fonte, e a Justiça poderia me perseguir por receptação. Eu só posso ser um jornalista, então, eu tenho de contribuir com suas investigações, assinar suas matérias em co-autoria", explica. Greenwald, que é advogado por formação, tem ajudado Edward Snowden a publicar vários arquivos para expor o sistema de monitoramento e vigilância eletrônica comandado pelos EUA. O jornalista ainda afirmou que está "sentado sobre uma montanha de documentos" secretos. "Não quero dizer que o pior está por vir – as pessoas se acostumam com essas revelações –, mas há vários documentos sobre o que a NSA coleta e sobre a maneira como ela o faz que vão chocar", disse. Greenwald participou recentemente de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) em Brasília, quando defendeu a ideia de que o Brasil precisa "proteger" Edward Snowden para obter mais informações sobre os casos de espionagem no país. Durante seu depoimento, o jornalista afirmou que o monitoramento conduzido pelo governo norte-americano contra outros países tem objetivos comerciais e de dominação política. "Posso reafirmar que o objetivo principal não é o sistema de segurança nacional, sobre terrorismo. É para aumentar o poder do governo americano. O outro motivo é a vantagem econômica", disse. Novo projeto Após sair do jornal briânico The Guardian, Glenn Greenwald se dedica ao lançamento de uma nova mídia digital financiada por Pierre Omidyar, fundador do site de compras coletivas eBay, que investiu US$ 250 milhões na causa. Em evento de lançamento da pós-graduação do curso de jornalismo investigativo, na ESPM Rio, Greenwald deu mais detalhes sobre o tal projeto, como informa o Portal Comunique-se. "A instituição que estamos construindo tem muito dinheiro, muito apoio. O propósito é apoiar a paixão pelo jornalismo, incentivar a liberdade de imprensa e a independência editorial", declarou o jornalista, que continuará a residir no Rio de Janeiro, de onde comandará as operações do site. "Buscamos repórteres que queiram ser independentes, para mostrar a corrupção e fazer reportagens sem medo das facções poderosas". Um dos pontos destacados por Greenwald é a criatividade e checagem das matérias. "Só teremos uma regra: todas as reportagens precisam ser certas, provadas. Você pode escrever sobre o que quiser. Repórteres e editores trabalharão juntos, mas não haverá hierarquia ou alguém para dizer sobre o que escrever ou não. Será possível trabalhar sem qualquer medo", declarou. Ainda não foram divulgados nome e data de lançamento do serviço. Fonte: Site Canal Tech  
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Empresa de segurança faz alerta contra golpes de final de ano na internet
21/01/2017 | 23h35

Longas listas de presentes, inúmeros sites de compra, transações bancárias e atenção redobrada. Realizar essas tarefas ao mesmo tempo no de final de ano parece impossível e muito estressante. Ainda mais quando o usuário se vê rodeado por diversos spams e ofertas maliciosas. Pessoas ocupadas e distraídas, que fazem compras on-line, podem ser mais suscetíveis a cair nas armadilhas de malwares que tentam roubar informações de cartões de crédito ou senhas de banco. Uma simples distração, um clique no lugar errado e essa dor de cabeça se multiplica instantaneamente.

Esse é o motivo pelo qual a F-Secure considera essa época de compras o momento perfeito para mudar os hábitos de navegação na internet com uma dica simples: a "higiene" do navegador, que tem muita utilidade durante o ano todo. Configurar um navegador sem Java e direcioná-lo apenas para compras e transações bancárias garantirá a segurança dos dados do usuário. “As pessoas caem em armadilhas on-line quando estão distraídas ou estão diante de uma sobrecarga de informações”, afirma Sean Sullivan, consultor de segurança na F-Secure Labs. “Há muitas guias abertas, muitas coisas acontecendo – e é quando você está mais propenso a clicar em um link malicioso ou fazer download de algo que não deveria”, alerta o executivo. Muitos estudos mostram que realizar várias tarefas ao mesmo tempo gera resultados insatisfatórios e deixa a pessoa mais propensa a cometer erros. Separar as tarefas e manter o foco em uma coisa por vez ajuda a ter mais concentração. Quando o usuário estiver on-line e atento às questões “financeiras”, conseguirá detectar melhor as armadilhas maliciosas que tentam afetar suas informações confidenciais. Devido a todos os problemas de segurança no navegador com o Java, a F-Secure recomenda desabilitá-lo totalmente. No entanto, se um determinado site exigir o Java para continuar a operação, a melhor coisa a fazer será habilitá-lo somente em um navegador alternativo, usado apenas para acessar esse determinado site. Que navegador usar para cada finalidade? Na verdade, isso não importa. Basta que o usuário separe suas atividades financeiras para que esteja mais seguro ao realizar as transações. Uma pessoa que tem o Gmail e acessa muito o YouTube talvez prefira usar o Chrome para entretenimento e tarefas casuais e usar outro navegador para fazer compras e transações bancárias. Usar diferentes navegadores para diferentes tarefas é “apenas um bom hábito de higiene com o navegador”, explica Sullivan. “Se seus hábitos pessoais não forem satisfatórios, você poderá ficar doente. Da mesma forma, se você não tiver hábitos seguros com o navegador, você poderá contrair outro tipo de vírus”, complementa. “É sempre muito importante utilizar serviços confiáveis de empresas de segurança de software, mas também é necessário que o usuário tome medidas preventivas contras ataques de malware durante as compras. Manter o navegador sempre atualizado, além de utilizar produtos de proteção em todo equipamento conectado é o primeiro passo para evitar danos”, afirma Leandro Hernandez, Vice-Presidente da F-Secure para América Latina. Dicas de segurança para o navegador: - Configure um navegador e o dedique apenas para realizar transações financeiras, como compras e operações bancárias; - Certifique-se de que todos os plug-ins de seu navegador estão atualizados; - Desabilite o Java – a menos que realmente precise dele em um determinado site. Acesse esse site com um navegador separado, habilitado para o Java; - Alerte seus familiares para configurar também um navegador separado para compras e transações bancárias; - Utilize um bom software de segurança na internet que ofereça proteção à navegação em sites maliciosos e proteção a transações bancárias para manter a segurança das sessões de transações bancárias on-line. Fonte: Site Uol Adrenaline  
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Ensino superior terá de descobrir talentos e investir em tecnologia
21/01/2017 | 23h35

Como serão as universidades daqui a 10, 20 ou 30 anos? Esse foi um dos principais questionamentos lançados a um grupo de pensadores, investidores e empreendedores norte-americanos que se reuniram recentemente na Universidade de Nova York (NYU, na sigla em inglês) para um debate sobre o futuro do ensino superior. Entre os painelistas do encontro estava o presidente da NYU John Sexton, o professor da Escola de Negócios de Harvard, Clayton Cristensen, e Zach Sims, CEO da Codecademy, plataforma gratuita focada no ensino de programação. Todos receberam a mesma missão: levantar seus pontos de vista a respeito do impacto da tecnologia, especialmente do aprendizado on-line, sobre o ensino tradicional.

Pela diversidade de formação dos palestrantes, as previsões não poderiam ser mais plurais. No entanto, em um ponto, todos os participantes estão de acordo, conforme ressaltou até mesmo o mais conservador do time, o presidente da NYU. "Vivenciamos um momento de radical reestruturação do ensino superior. O status quo não é mais uma opção", diz Sexton. Confira as principais apostas levantadas pelo portal Inc.: 1. A tecnologia pode ajudar as universidades a descobrirem talentos Para John Sexton, responsável pela terceira universidade mais cara dos Estados Unidos, no futuro, as faculdades passarão por um processo de consolidação por conta do impacto da tecnologia. "Mas isso não significa que as universidades tradicionais irão desaparecer". O grande desafio dessas instituições que "ficarem de pé", segundo ele, será realizar um forte trabalho na identificação de estudantes talentosos para fazerem parte dos seus quadros discentes. "Especialmente aqueles que não têm recurso para financiar os estudos", diz. "Atualmente, realizamos um péssimo trabalho nesse mapeamento. Mas se nós soubermos utilizar a tecnologia de forma apropriada, poderemos transformá-la numa identificadora de talentos", fala Sexton. Criar plataformas para oferecer orientação acadêmica e capazes de identificar e apoiar bons estudantes de qualquer lugar do mundo, especialmente os mais pobres, é uma das possibilidade levantadas pelo acadêmico. Para tanto, ele cita a parceria feita pela NYU com a organização sem fins lucrativos University of People (Universidade das Pessoas, em inglês). A entidade tem um portal que oferece formação e treinamento on-line para estudantes superdotados. Os mais destacados tornam-se candidatos elegíveis para estudar no campus da NYU em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos. 2. A tecnologia mais acessível pode tirar os estudantes das universidades Para o professor da Escola de Negócios de Harvard, Clayton Cristensen, as discussões sobre o futuro do ensino superior têm relação direta com os ciclos naturais dos processos de inovação. "Inicialmente, produtos e serviço são caros e complicados. Apenas os ricos têm acesso a eles", fala, citando o caso dos primeiros computadores e televisores liberados para parte da população americana durante as décadas de 1950 e 1960. "Depois, de forma lenta, mas segura, mais pessoas começam a migrar para a nova inovação. Essa mesma lógica pode ser aplicada à educação", diz. Para Christensen, o problema ocorre justamente quando há uma demora por parte de muitas instituições de ensino a tornarem seus serviços mais acessíveis. Principalmente, porque seus modelos de negócios não permitem tal democratização. É nesse cenário que surgem novas possibilidades mais atentas a uma população representativa que não desfruta de determinados serviços até então. "As primeiras pessoas que se aventuraram no ensino on-line eram aquelas que não tinham condições de frequentar instituições de prestígio como a NYU. Para elas, a opção do ensino à distância era melhor do que nada". Segundo o professor de Harvard, a tecnologia se tornará cada vez melhor. Mas, para ele, essa não é a questão principal a ser focada pelas instituições. O papel delas nesse processo e como agirão nesse contexto é o principal ponto que deve ser levado em conta. 3. Os estudantes vão exigir treinamento de habilidades práticas A própria trajetória da fundação da Codecademy, por Zach Sims, ilustra bem essa previsão. A criação da plataforma, há dois anos, só foi possível depois que Sims decidiu abandonar a Universidade de Columbia, onde cursava Ciência Política. Segundo ele, a educação que recebia na instituição – uma das mais renomadas dos EUA –, não preparava o estudante para a vida real. "Na verdade, dois terços dos graduados acabam precisando de mais formação após a conclusão do curso", fala. "Nós ainda estamos focados em oferecer um modelo de cursos de dois a quatro anos de duração que não trabalha as habilidades que as pessoas precisam desenvolver para buscar um emprego", diz Sims. É por isso que o jovem de 23 anos aposta no modelo de aprendizado descentralizado e autônomo do Codecademy. "Programação é parte das linguagens necessárias no século 21. Nós achamos que programar ajuda a pessoa a ter diferentes pontos de vista e a alcançar seus sonhos", falou o jovem em entrevista ao Porvir. 4. A universidade se tornará "destrinchada" Para o investidor Albert Wenger, um dos participantes do debate promovido pela NYU, no futuro, as universidades tendem a ser mais "destrinchadas". "À princípio, quando as universidades surgiram, quando o estudante queria ouvir alguém falar era preciso estar na mesma sala do interlocutor, quando se queria ter acesso a um livro, era necessário ir até a biblioteca. Mas isso já não faz mais sentido", Wenger. De acordo com ele, startups e outras empresas surgirão com o propósito de oferecer soluções que buscam inovar ainda mais a experiência universitária. A Science Exchange é um exemplo que aponta nessa direção. A empresa é uma espécie de mercado comunitário on-line voltado a prestadores de serviços científicos. Lá, tanto fornecedores quanto pesquisadores oferecem suas especialidades além de administrarem os seus projetos. 5. A universidade de amanhã não se parecerá com uma universidade Clay Shirky, do Instituto de Jornalismo da NYU, que também participou do evento, prevê para o futuro o surgimento de mais instituições especializadas, como a Universidade Rockefeller, focada em pesquisas biomédicas. Para ele, muitas dessas novas instituições "sequer se parecerão com uma universidade". O projeto Polymath é um dos exemplos citado por Shirky. Ela se diferencia das demais universidades digitais por "focar em educar os alunos para concluir um projeto, não uma disciplina". "Se você pensar na universidade atual, logo vai pensar nas estruturas rígidas que fazem parte da rotina acadêmica: a ideia de classe, de curso, de disciplinas, de crédito, de departamento. No entanto, nenhuma delas é algo real. O que é real são os alunos. O conhecimento das coisas é real. Ser capaz de fazê-las também é algo real. As pessoas, no futuro, vão encontrar formas alternativas de ensinar essas coisas. É a partir desse processo que o 'disruptivo' aparecerá", sentencia Shirky. Fonte :Site Terra Tecnologia  
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Robson Colla

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