Você é o que você compartilha?...
22/01/2017 | 00h33

Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início desde milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar. A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossas felicidades, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século.

O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos. Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal. A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso - o que é muito diferente. Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas.

Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa alguma. É apenas um companheiro de viagem. O homem é um animal racional que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria, ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade.

Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva. A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto. Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.

Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele se toma menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um. O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado. Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo...

"A pior solidão é aquela que se sente quando acompanhado".

É preciso também que tenhamos o desejo de despertar o mistério que existe em cada um de nós! Falo do mistério não como segredo, mas do mistério que encanta... Encantamento talvez seja a melhor palavra. Encantar-se primeiro por nós mesmos... Fazer o que gostamos, gostar de quem somos, encantar-se no nosso silêncio e simplesmente bastar-se com seu aprendizado...Mas o que fica de mais importante no aprendizado destes novos tempos, é o que você compartilha...

Parece que já começamos a compreender que, se eu compartilho, não fico sem, mas faço todos ganharem mais. Quando alcançamos a compreensão de que o amor pelos outros e por si mesmo é a condição da sobrevivência da humanidade, podemos viver na prática a máxima que indica que: quanto mais se dá, mais se recebe... Estamos convergindo para ter na prática a liberdade individual como um direito natural e inalienável, como disse há quase 200 anos John Locke, no livro Tratado do Governo Civil.

É certo que existe algo novo no ar... a liberdade com parceria, o compartilhar se devolvendo em dobro o que você é! Um tempo onde colaboração é a tônica! Um novo tempo, feito por pessoas e para pessoas... Gente como você... É o momento de quebra de paradigmas, de repensar as relações humanas e de realinhar a nós mesmos...

Você é o que você compartilha?...

Com afeto,

Beth Landim

 
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Seu futuro...
22/01/2017 | 00h32

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=cIE82PK8FBY&feature=youtu.be[/youtube]

Com afeto,

Beth Landim

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O PODER DE CONJUGAR SIM E NÃO...
22/01/2017 | 00h32

Com o tempo, percebi que chegar ao sim é apenas metade da história - e essa, se for, é a metade mais fácil.

Como dizia o ex-primeiro-ministro Tony Blair, “a arte da liderança não é saber dizer sim; é dizer não”. Aprendi a ver que, talvez, o principal obstáculo para chegar ao “sim” seja aprender a dizer “não” corretamente. É comum não conseguirmos dizer “não” quando queremos e sabemos que deveríamos. Assim como em alguns momentos dizemos “não”, mais o fazemos de uma forma que impede o acordo e destrói o relacionamento.

Muitas vezes, nos submetemos a demandas impróprias, injustiças, ou nos envolvemos em lutas destrutivas nas quais todos saem perdendo. A maneira de fugir desta armadilha é o que chamo de não positivo.

Dizer “não” de forma positiva significa, em primeiro lugar, dizer “sim” a si próprio e a suas mais profundas necessidades e valores.

Um “não” positivo, em suma, é um sim – não – sim. O primeiro sim expressa suas necessidades e valores; o não afirma seu poder, e o segundo sim aprofunda mais o relacionamento. O segredo é o respeito por você mesmo e pela outra pessoa. O “não” positivo representa um casamento das duas palavras mais fundamentais de um idioma: “Sim” e “Não”.

O grande problema hoje é que divorciamos nossos “sins” de nossos “nãos”. Um “sim” sem “não” é conciliação, ao passo que um não sem sim é guerra.

O “sim” sem “não” destrói a própria satisfação da pessoa, enquanto o “não” sem “sim” destrói o relacionamento da pessoa com os outros.

Precisamos tanto do “sim” como do “não” juntos, pois “sim” é a palavra chave de comunidade, e “não” a palavra chave da individualidade. “Sim” é a palavra chave da conexão, e “não” a palavra chave da proteção. “Sim” é a palavra chave da paz, e “não” palavra chave da justiça.

A grande arte é aprender a integrar os dois - casar o sim com o não. Conjugá-los! Esse é o segredo de se levantar por si próprio e fazer o que precisar, sem destruir acordos valiosos e relacionamentos preciosos.

A forma de dizermos “não”, às vezes, parece uma coisa de nada, mas, com o tempo, pode fazer enorme diferença em nossa vida, na vida dos outros a nossa volta e no mundo como um todo.

Dizer “não” pode também ser um presente para os outros. “Diga-me sim, diga-me não, mas diga agora”, é um refrão que ouvimos dos que estão do outro lado. O outro, frequentemente, prefere uma resposta clara, mesmo se for um não, à indecisão e à enrolação continuadas. Um “não” lhe permite prosseguir e tomar as próprias decisões.

Um “não” positivo pode unir-nos ao outro, num relacionamento mais autêntico. Se não falarmos nossa verdade – nosso não – para outro, podemos nos distanciar dele, já que sempre há algo importante não pronunciado que se coloca entre nós.

Imagine um mundo em que os “nãos” positivos fossem a norma, não a exceção.

Em casa, os pais que soubessem como dizer “não” de forma respeitosa aos seus filhos veriam menos brigas destrutivas e seus filhos seriam menos mimados e mais felizes, como as crianças quando são criadas com limites firmes e respeitosos.

Os que estivessem em relacionamento estremecidos veriam que seu casamento e suas amizades teriam probabilidade muito maior de sucesso.

No trabalho, os líderes que soubessem dizer “não” se sairiam muito melhor em manter suas organizações estrategicamente focadas.

Se os líderes e as nações soubessem como dizer “não” positivamente, as pessoas lutariam pelo que é certo de forma produtiva que levassem a soluções construtivas. O resultado seria mais conflito, sem dúvida, mas muito menos guerra e muito mais justiça.

Dizer “não” pode ser um caminho para esclarecer e assumir sua posição, e para afastar diversos incômodos da vida. Trata-se, como quase tudo na vida, de uma oportunidade de escolha, e de um ponto de equilíbrio difícil de atingir. Mas pode valer a pena tentar, sem se isolar em nenhum dos extremos da escala. Experimente dizer um “não” positivo!

Dizer “sim” para o destino significa acreditar que a gente merece algo parecido como crescer, iluminar-se, expandir-se, renovar-se, encontrar-se, e ser feliz. Isto é: vencer a culpa, sair da sombra e expor-se a todos os riscos implicados, para finalmente assumir a vida. Fazer suas escolhas, assinar embaixo, pagar os preços… e não se lamentar demais. Porque programamos o próprio destino a cada vez que, num tímido murmúrio ou num grande grito, a gente diz para si mesmo: “Sim!”.

Não há dúvida de que dizer “não” positivamente exige coragem, visão, empatia, força, paciência e persistência. Mudar velhos padrões requer prática. Pense nisso como um exercício. Com a prática e a reflexão, podemos melhorar muito a arte de dizer “não” positivamente.

Com afeto,

Beth Landim

 
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A arte de viver...
22/01/2017 | 00h32

O Ser Humano é o único que pode, conscientemente, escolher o direcionamento das suas ações, tornando claras as intenções de sua essência interior e, através de suas atitudes, demonstrar o valor de suas palavras, o poder de seus pensamentos e o calor de seus sentimentos em tudo o que realiza.

Diferente do que muitas pessoas pensam, não basta apenas ter bens para usufruir, ou uma vida social e profissional bem sucedida. É preciso que você faça sua parte, buscando o auto conhecimento e a positividade em seus atos, e o sucesso torna-se consciência natural de tudo que se procura fazer com perfeição e com amor. Desta forma, nossos pensamentos, nossos movimentos, nossos planos, tudo em nossa vida são canais por onde o fluxo de energia passa.

Assim, quando realizamos toda e qualquer ação, seja simplesmente pensando, sentindo ou atuando concretamente, conscientes da correta atitude para cada momento, criamos uma abertura para as dimensões mais profundas no nosso Ser, onde temos acesso ao amor e à sabedoria sem limites.

A qualidade presente em nossa consciência quando assumimos atitudes é o que determina o campo vibratório e sensível onde iremos atuar e viver a plenitude de sermos, simultaneamente, humanos e divinos. Todavia, é na busca pela divindade e humanidade que aprendemos a arte de viver, que exige uma caminhada rumo ao nosso interior e o desenvolvimento de uma atitude amorosa para conosco e para com os outros.

A atitude amorosa é expressa de infinitas maneiras. É preciso descobrir nosso único e incomparável jeito de amar e amar muito. É fundamental abrirmos o coração para atos simples e amorosos de serviço às pessoas, aos animais, às plantas, enfim, a toda a Natureza. Quanto mais aprendemos a amar e a aprovar o nosso Ser, a partir de uma consciência de auto-aceitação, mais prazerosas serão as nossas atitudes na vida.

O prazer torna-se consciente em cada ato, em cada gesto, quando reconhecemos que o amor e o respeito que podemos sentir por nós mesmos e pelos outros está sempre disponível na dimensão da Alma.  No entanto, ao vivenciar essa atitude amorosa é essencial ter os dois pés no chão e estar aberto para viver experiências significativas. E sempre se lembrar de que o AMOR começa no interior de nossa alma.

O amor é um sentimento que faz parte da "felicidade democrática", aquela que é acessível a todos nós. É democrática a felicidade que deriva de nos sentirmos pessoas boas, corajosas e ousadas. Já a "felicidade aristocrática" deriva de sensações de prazer possíveis apenas para poucos: riqueza material, fama, beleza extraordinária. Felicidade aristocrática está relacionada à vaidade e é geradora, inevitável, de violência, em virtude da inveja que a grande maioria sentirá da ínfima minoria.

É difícil definir felicidade, mas pode-se, de modo simplificado, dizer que uma pessoa é feliz quando é capaz de usufruir sem grande culpa os momentos de prazer e de aceitar com serenidade as inevitáveis fases de sofrimento. É impossível nos sentirmos felizes o tempo todo, mas os períodos de felicidade correspondem à sensação de que nada nos falta, de que o tempo poderia parar naquele ponto do filme da vida. A vida pode e deve ser melhor e mais prazerosa, só depende de nós, por isso não podemos permitir que constantes pensamentos e sentimentos negativos tomem conta de nós.

A arte de viver consiste na busca e aspiração à felicidade e ao prazer em cada ato presente, não mais acreditando cegamente que você conseguirá ser plenamente feliz (nas férias, quando se aposentar, ao ganhar muito dinheiro). A felicidade está ao nosso alcance sempre, basta desejarmos e nos dispormos a isso.

A arte de viver tem como elemento chave o amor, principalmente o amor próprio! Por isso, ame-se... Pare de se incomodar e se irritar em demasia com pessoas mal-humoradas, com bobagens cotidianas. Procure refletir e compreender possíveis ressentimentos, mágoas, sentimentos negativos. Não se culpe! Busque melhor conhecer e entender a si próprio e a outrem.

Renove-se! É necessário parar, pensar, orar! Mesmo diante de agitações e problemas, sossegue a si mesmo. PARE! Imagine, mesmo que por curto tempo, que um rio a correr calmamente, entre algumas pedras, produz um burburinho acolhedor e paz perfeita. No fundo das águas, veja peixes nadando, tranqüilos. Acredite. Dentro de todas as pessoas existe um universo de aptidões que dorme. Qualidades e capacidades que, se fossem postas em atividades, produziriam grandes alegrias e as incitariam a dar valor à vida. O que vemos fora é o que temos por dentro. Precisamos distribuir benefícios, pois eles voltam para nós mesmos, de uma maneira ou de outra. Essa é a lei da vida, a lei de Deus.

Reflita.

A arte de viver é uma conquista cotidiana da atitude amorosa! Mas é preciso saber que amor não se implora, não se pede, não se espera... Amor se vive ou não. É o amor que fica, que marca as pessoas... Parafraseando Arthur da Távola, o amor... Ah, o amor... O amor quebra barreiras, une, destrói preconceitos, cura doenças... Não há vida decente sem amor! E é certo, quem ama, é muito amado e vive a vida mais alegremente!!!

Com afeto,

Beth Landim

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Bangladesh... hora do rush...
22/01/2017 | 00h32

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=ySSrG7HgvIQ[/youtube]

Sem comentários...

Com afeto,

Beth Landim

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Ser professor é ser essência...
22/01/2017 | 00h31

É inegável que exercer o magistério causa certo fascínio, pois supõe a capacidade de influenciar as pessoas a ver, ouvir, sentir a beleza da vida e, sobretudo, plantar a semente de mudança para um mundo melhor! É por isso, que hoje escrevo para todos os professores de ontem, de hoje e de amanhã, a fim de lembrá-los de que a profissão docente é a base que sustenta toda sociedade, pois todas as profissões se fazem e se constituem a partir dela.

Ser professor é ser emoção. Todos os dias um desafio. Cada aluno, uma lição. Cada plano, um crescimento. Ser professor é perseverar, pois, diante de tantos desafios, ter nas mãos a possibilidade de libertar e aprisionar os sujeitos do saber. Educar parece latente, é obstinação.

Educador, em latim educ?tor, ?ris, significa “o que cria, nutre, diretor, pedagogo”. A palavra professor vem de "professar", que, além de lecionar, significa “declarar publicamente uma convicção ou um compromisso de conduta", como a de uma profissão. Não por acaso, as duas têm a mesma raiz. Nós, mestres, somos profissionais em vários sentidos: por ensinarmos e por nos comprometermos com condutas de trabalho, numa atividade que exige a contínua exposição de convicções. Essa condição também envolve responsabilidades múltiplas, com conhecimentos e procedimentos, especialmente por lidarmos com muitos jovens e crianças e por um tempo longo.

A cada dia há uma nova aprendizagem em nossa vida. Ao ensinar a gente aprende e, com essa aprendizagem, a gente ensina melhor. Isso sempre se transforma num círculo contínuo e, o melhor, produtivo.  A docência é peculiar, pulsa firme em nossas veias, arde e queima... E no contato diário com pessoas, livros, conhecimentos e saberes nos vemos enfeitiçados pela possibilidade de ser “parteiros de idéias” e semeadores de sonhos. Faz-se necessário uma revisão de valores pela sociedade e maior valorização do professor, tanto intelectualmente quanto financeiramente. Nesta perspectiva, falar da docência é falar das várias profissões que transpõem e se sobrepõem a esta. Enquanto professores, somos mágicos, ao fazermos malabares com diversas situações que atingem nossa imagem e a vida pessoal. Somos atores, somos atrizes, que interpretam a vida como ela é, sentimos e transmitimos emoções ao conviver com tantas performances. Somos médicos, ao receber crianças adoentadas pela miséria, pela falta de tempo da família, pela carência de tempo de viver a própria infância. Somos psicólogos, ao ouvir as lamentações advindas de uma realidade dura, que quase sempre nos impede de agir diante do pouco a se fazer. Somos faxineiros, ao tentarmos lavar a alma dos pequenos, das mazelas que machucam estes seres tão frágeis e tão heróicos ao mesmo tempo. Somos arquitetos, ao tentarmos construir conhecimentos, que nem sabemos se precisos, que nem sabemos se adequados. Ao parar e pensar, talvez seja possível encontrar, em cada profissão existente, um traço de nós professores. Por isso, apesar de sermos muitos... somos um só... múltiplos na unidade e únicos na multiplicidade... somos professores ... educadores que professam sua fé no Humano.

Amigos, professores, tenham a certeza de que, sem vocês, a sociedade não tem horizonte, nossas noites não têm estrelas, nossa alma não tem saúde, nossa emoção não tem alegria. O mundo pode não nos aplaudir, mas o  conhecimento mais lúcido da ciência tem de reconhecer que nós somos os profissionais essenciais à sociedade. Sinto um orgulho imenso por poder saudar você, professor e professora, e a sua luta, pois sei que cada vez que somos convocados e invocados à mobilização, na defesa do direito à educação e na promoção da qualidade social que queremos, sempre respondemos: PRESENTE! Por essa razão, a cada professora e a cada professor que fez parte da minha educação e que comigo comunga do ideal de educar, desejo vida longa, muita esperança, muita condição de luta e muita vontade de realizar a sua tarefa.

Não escrevo para heróis e heroínas fictícios, mas para pessoas reais que sabem que educar é realizar a mais bela e complexa arte da inteligência. Educar é acreditar na vida e ter esperança no futuro! Assim, finalizo esse artigo agradecendo a todos os educadores de Campos que, com profissionalismo, competência e todo o amor, fizeram e fazem a diferença na educação, plantando em nossas mentes e corações a semente da transformação da sociedade, não através da luta exacerbada pelo poder, mas a transformação por meio do amor, da partilha e da PAZ! Essa deve ser a verdadeira arma de transformação da sociedade, usar o conhecimento para cultivar a paz e o bem comum! A vocês, professores que são mestres da vida, sujeitos que usam, mas transcendem a lógica e operam no universo da emoção - não a emoção teatral, mas genuína, emoção que contagia a partir do invisível - a minha homenagem!

Parabéns pelo seu dia!!!

Com afeto,

Beth Landim

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Inauguração do Laboratório de UTI Cardiorrespiratória Dr. Maron El Kik
22/01/2017 | 00h31

Noite de emoção em que o ISECENSA inaugura mais um dos seus laboratórios homenageando neste novo espaço de ciência e de pesquisa Dr. Maron El Kik.

O Laboratório, segundo de todo o Estado do Rio de Janeiro, atenderá às graduações de Enfermagem, Fisioterapia, Educação Física e às diversas pós-graduações e conta com ventilador mecânico, monitor de frequência cardíaca, pressão arterial e traçado de eletrocardiograma e com pulmão artificial, possibilitando, desta forma, a simulação de um paciente em UTI.

No ISECENSA conhecimento, ciência, pesquisa e extensão se integram em um único objetivo: servir ao humano oportunizando transformações em nossa sociedade.

O ISECENSA com a inauguração do Laboratório de UTI Cardiorrespiratória Dr. Maron El Kik, confirma seu comprometimento com a seriedade na formação de profissionais voltados para a vida.

Dr. Maron e Mary El Kik

Família El Kik reunida neste momento de grande emoção.

Alunas do ISECENSA prestigiando a inauguração.

Corpo Docente do ISECENSA.

Professores Luciano Chicayban e Alexandre Pereira autores do projeto em conjunto com os coordenadores dos cursos da área de Saúde do ISECENSA.

 

Com afeto,

Beth Landim

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O copo...
22/01/2017 | 00h31

Escrevo para vocês dois contos que nos inspiram a simplificar a vida e apurar nossa sensibilidade para o que realmente importa.

Certa vez, uma psicóloga falando sobre gerenciamento do estresse em uma palestra levantou um copo d'água e todos pensaram que ela perguntaria a velha pergunta sobre o "copo meio cheio ou meio vazio". Mas com um sorriso no rosto ela perguntou "Quanto pesa este copo de água?". As respostas variaram entre 100 e 350g. Ela então respondeu: "O peso absoluto não importa. Depende de quanto tempo você o segura. Se eu segurar por um minuto, não tem problema. Mas se eu o segurar durante uma hora, ficarei com dor no braço. Se eu segurar por um dia meu braço ficará amortecido e paralisado. Em todos os casos o peso do copo não mudou, mas quanto mais tempo eu o segurar, mais pesado ele ficará". Ela continuou: "O estresse e as preocupações da vida são como este copo d'água. Eu penso sobre eles por um tempo e nada acontece. Eu penso sobre eles um pouco mais de tempo e eles começam a machucar. E se eu penso sobre eles durante dias, eu me sinto paralisada, incapaz de fazer qualquer coisa. Às vezes um problema é pequeno e leve, mas de tanto que o seguramos, eles se tornam mais pesados do que são. "Problemas existem, mas chega um momento que precisamos deixar de pensar neles. Então... lembre-se de "largar o copo".

No outro conto, um velho Mestre pediu a uma jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal num copo d'água e bebesse. -"Qual é o gosto?" - perguntou o Mestre. -"Ruim" - disse a aprendiz. O Mestre sorriu e pediu à jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago. Os dois caminharam em silêncio e a jovem jogou o sal no lago. Então o velho disse: -"Beba um pouco dessa água". Enquanto a água escorria do queixo da jovem, o Mestre perguntou: -"Qual é o gosto?" -"Bom!" disse a jovem. -"Você sente o gosto do sal?" perguntou o Mestre. -"Não", disse a jovem. O Mestre então disse: - "A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu. Então, quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido das coisas. Deixar de ser um copo. Tornar-se um lago”.

Muitas vezes, sofremos mais do que a própria dor, pois não damos sentido ao nosso sofrimento e também não aproveitamos o momento para um crescimento ou, talvez, descobrir um novo caminho, uma nova forma de viver.

A dor, a incompreensão, a decepção, o desprezo, a rejeição, os problemas... às vezes, nos levam a um sofrimento maior do que realmente ele é, e acaba nos paralisando. No entanto, não devemos cultivar o sofrimento, mas devemos dar um novo sentido a ele. Como ensinou o mestre a jovem. O primeiro passo que devemos dar diante de um conflito é encará-lo, nomeá-lo. Existe o perigo de passarmos pela vida vendo tudo com óculos cor-de-rosa, assim não precisamos enxergar e nem enfrentar os conflitos, e agimos como a avestruz, que disse: “O que não deve ser não existe”, e colocou a cabeça na areia.

É importante que não coloquemos “panos quentes” nos conflitos individuais ou comunitários, pois conflitos são sempre uma chance de inspirar nossa criatividade a procurar soluções melhores. Na convivência entre homens e mulheres, de culturas e gerações diferentes, geralmente, ocorrem conflitos que não podem ser resolvidos inteiramente. Por isso, precisamos aprender a conviver com os conflitos, com as nossas diferenças.

É fundamental aceitar as dores que uma ruptura traz e recomeçar. É essencial transformar-se e crescer. Fazendo, da vida, uma linda obra de arte. Ao transformar o sofrimento em uma oportunidade de vida nova, torna-se possível transformar os sonhos em realidade, e acreditar no amor como única verdade!

Transformar o nada em tudo, e amar tudo o que se tem, mesmo em meio às dificuldades. Transformar outono em primavera, noites chuvosas em manhãs ensolaradas...

Estes contos deixam um belo ensinamento: não importa o tamanho dos problemas e desafios que temos, o que importa é a capacidade que temos de começar sempre, correr atrás dos sonhos sem cansar, lutar sem brigar. Ajudar sem esperar, amar sem cobrar... Sonhar sem desanimar... e, enfim, acreditar que você pode "se" transformar, pois um homem só tem o direito de olhar o outro, de cima para baixo, quando está o ajudando a levantar-se.

E como nos diz Fernando Pessoa: “Para ser grande, sê inteiro: nada teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda brilha, porque alta vive.”...

Portanto ouse... torne-se um lago e tenha uma excelente semana!

Com Afeto,

Beth Landim

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A saudade fotografada...
22/01/2017 | 00h31

Com afeto,

Beth Landim

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As Borboletas e o Jardineiro...
22/01/2017 | 00h31

"Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses".

Ao refletir sobre este pensamento de Rubem Alves fico a pensar na importância das mudanças para nossas vidas. Quando observamos o vôo e o colorido das borboletas nos impressionamos com sua beleza e naquele momento não pensamos na feiúra que fez parte de cada fase de sua transformação até que chegasse a maturidade de sua beleza. Da mesma maneira, nós seres humanos vivemos essa transformação permanente e processual, numa metamorfose longa e silenciosa. Mas essas mudanças são possíveis mediante as muitas transformações que começam em cada um de nós, todos os dias, mesmo diante dos sofrimentos causados pelas pedras no caminho. Buscamos superar, valorizando a capacidade, a criatividade, mas, sobretudo, sentindo a alegria de aprender e ensinar.

Onde aprendemos sobre como ser feliz?

A felicidade é como uma taça que se deixa encher com a alegria que transborda do sol. Mas vem o tempo quando a taça se enche e ela não mais pode conter aquilo que recebe, e então deseja transbordar. Esse é um grande momento de nossa metamorfose, quando descobrimos a alegria de compartilhar com o outro a felicidade que mora dentro de nós. Para Rubem Alves, o ensino das ciências, o ensino da literatura, o ensino da história, o ensino da matemática não são apenas disciplinas a serem ministradas, mas "taças multiformes coloridas que devem estar cheias de alegria". Essa felicidade deve ser compartilhada com aqueles que recebem o ensinamento: os alunos. A alegria de ensinar deve ter a contrapartida da alegria de aprender. O que se encontra no início? O jardim ou o jardineiro? Havendo um jardineiro, mais cedo ou mais tarde, um jardim aparecerá. Mas, havendo um jardim sem jardineiro, mas cedo ou mais tarde ele desaparecerá. O que é um jardineiro? Uma pessoa cujo pensamento está cheio de jardins. O que faz um jardim são os pensamentos do jardineiro.

Nós somos as borboletas de nosso próprio jardim e simbioticamente necessitamos descobrir o ofício de ser jardineiro num plantar e regar incessante da nossa felicidade. Os seus sonhos são suas esperanças, são as imagens visíveis das esperanças. Os sonhos não correspondem a nada que exista.

Quando os sonhos assumem forma concreta, surge a beleza. Antes de existir como fatos, os jardins existem como sonhos. Se todas as pessoas, desde a infância, puderem aprender nas escolas o respeito e a beleza de todas as pessoas, homens e mulheres, poderemos sonhar e concretizar o sonho de unir a humanidade mais justa, tolerante e igualitária. A educação de hoje, além de se dedicar ao ensino dos saberes científicos, há de superar os seus muros curriculares, dedicando-se também a fomentar esperanças e criar sonhos, a humanizar-se.

Temos visto tantos crimes e atrocidades. Às vezes detemos nossos pensamentos, como foi feito, nos detalhes, nos relatos das investigações policiais. E nos esquecemos de perguntar o que faltou a esse homem? O que está faltando ao mundo? Porque a degradação dos valores? Porque os homens são incapazes de cuidar do seu “jardim” mesmo quando a eles são oferecidas todas as oportunidades.

E como nos diz com propriedade Cecília Meireles... "A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la."

É preciso rever nossas sementes, nossos valores! Temos que a todo o momento limpar as ervas daninhas e deixar florescer o que temos de melhor. Assim é a educação, um trabalho diário, constante, de cuidar, transformar, regar, adubar as mentes com valores sinceros e justos!

É chegado o tempo em que o homem plante as sementes de sua mais alta esperança. Esperança de beleza e de ser feliz sem esquecer que o trabalho que inspira o jardineiro é a espera, muitas vezes a longa espera de colheita do fruto. Porém, sem desanimar nem desistir. Certo de que seu trabalho jamais será em vão. Assim, continua plantando e regando, cuidando e esperando nascer. Chegado o momento da colheita, sua alegria maior, vivencia a partilha, transbordante de frutos... os frutos da felicidade.

E com ela as borboletas virão para dar o seu colorido a nossa existência... Pois, como nos diz Shakespeare... “O tempo é algo que não volta atrás. Por isso plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores...”

 

Todos os dias há um momento em que é possível mudar tudo que nos deixa infelizes. O instante mágico é o momento que um SIM ou um NÃO pode mudar toda a nossa existência, portanto saibamos fazer nossas escolhas!

Uma boa semana!

Com afeto,

Beth Landim

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Elizabeth Landim

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