Beth Landim
No último dia 12 de dezembro, a diretoria da Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC) da qual sou conselheira do Ensino Superior-RJ, esteve reunida na sede da Arquidiocese do Rio, na Glória, com o cardeal arcebispo, Dom Orani Tempesta. Na ocasião foi apresentado o novo Conselho Estadual da ANEC – Rio de Janeiro.
O cardeal Dom Orani, pessoa de uma simplicidade cativante, atendeu a todos nós com objetividade e sabedoria.
O presidente da associação, Profº Dr. Paulo Fossatti pediu a bênção do cardeal para os novos conselheiros que têm importante missão no cenário da educação católica e agradeceu o apoio do mesmo que, na medida do possível, sempre marcou presença nos grandes eventos da ANEC. Fossatti ainda ressaltou que a associação está à disposição para continuar sendo igreja, na parceria com a CNBB e a Arquidiocese do Rio.
Foi entregue à D. Orani o portifólio com as atividades de 2015 do escritório estadual do Rio de Janeiro, convidando-o para o Dia ANEC que irá acontecer dia 07 de fevereiro de 2015.
De acordo Fossatti a visita foi produtiva: “Apresentamos formalmente o conselho, nos colocamos à disposição da igreja, o que de fato somos. E convidamos D. Orani ou representante, para que estejam presentes nas aberturas de nossos eventos.”
Pela diretoria da Anec estiveram presentes o profº Dr. Paulo Fossatti, Padre Roberto Duarte, o secretário executivo, profº Daniel Cerqueira e os conselheiros do Rio, profº Antonio Pina, Irmã Noemi Nascimento, Irmã Eliane de Souza e eu, que sou conselheira da Anec-RJ
Com afeto,
Beth Landim
Muitas pessoas não vivem. Apenas existem. E fazem grande esforço para suportar suas vidas. Na verdade, vão "levando a vida". Mas, onde fica o viver e ser feliz? Onde fica o nosso desejo latente de viver e não apenas existir? A natureza nos deu o dom de escolher como queremos ser. Temos o poder de conduzir nossa própria vida, ao invés de sermos "levados pela vida". No decorrer de nossa vida e com o passar dos anos assistimos o desenrolar dos fatos, desde a nossa realidade individual até a planetária e cósmica, com tal rapidez, que mal conseguimos digeri-los.

E a palavra crise está por todos os lados. Seria ela a culpada da qualidade da nossa vida estar se deteriorando? É claro que nem tudo depende de nossa vontade, mas, ao voltarmos a atenção para dentro de nós, constatamos que muitas coisas, além do que imaginamos, dependem unicamente do que fazemos ou de como percebemos a vida. Nosso mundo exterior é conseqüência do nosso mundo interior. Precisamos estar atentos a tudo que nos cerca e às outras pessoas, sintonizarmo-nos. E dessa forma a crise desdobra-se em oportunidade de crescimento, reciclagem, reformulação. Vida nova! Será que nos basta nascer, crescer, trabalhar, reproduzir, existir por existir, "aproveitar a vida", envelhecer e depois morrer? Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Para que estamos aqui? Por que vivemos? Por que sofremos? Qual o resultado de nossos esforços? Estamos contentes com o que somos? Qual é o objetivo real de nossa existência? Precisamos deixar de reagir mecanicamente diante das circunstâncias da vida. Muitas pessoas vivas estão de fato mortas para todo trabalho sobre si mesmas. E que este trabalho é característica fundamental, determinante da qualidade do nosso "viver”.

Assim como existe uma grande diferença entre um homem grande e um grande homem, também poderemos constatar esta analogia na forma como efetuamos o nosso percurso existencial. Afinal, vivemos porque existimos, ou existimos porque vivemos? Quando andamos não quer dizer, necessariamente, que caminhamos. Andamos às vezes sem ter o menor objetivo traçado, sem nenhuma meta a ser atingida. E ao ouvirmos um som qualquer não implica jamais em afirmarmos que escutamos. Escuta aquele que sente, aquele que busca ouvir o que não foi dito; o que ficou implícito. Há muita gente ouvindo por aí sem escutar absolutamente nada. Esses pequenos exemplos nos remetem à seguinte reflexão: viver e existir são fatores completamente opostos. Existir é o mesmo que passar pela vida sem tê-la vivido de forma correta e intensa. Aquele que apenas existiu esqueceu de se fazer presente no livro da história, digna e plenamente. Simplesmente passou despercebido. É lamentável vir ao mundo e ter perdido a chance de ter vivido satisfatoriamente. Viver é realizar-se plenamente, sempre voltado às ações que engrandeçam o ser humano.

Vive aquele que se sente parte integrante do Universo. Vive quem faz de tudo para ver a alegria estampada na face do outro. Viver é sentir prazer em amar a Deus. Vive quem ama e respeita a natureza e todas as formas de vida. Vive quem pratica o bem. Viver é amar sempre, sempre! Vive aquele que estende a mão ao amigo que necessita. E é certo que quando estendemos a mão ao nosso irmão, Deus nos estende de imediato. Viver e existir são diferentes em essência. Existir, apenas, será uma forma extremamente redutora de viver, considerando a passividade, a inércia que o termo "existir" possa englobar. Viver, objetivamente, significa ter a capacidade de transformar, ser ativo, ter a noção de que qualquer ser humano é algo de único. Temos a obrigação de, nessa trajetória singular, saber o que há de profundo em cada fase, em cada encontro, as mensagens que estão sendo passadas para a compreensão desse processo de crescimento. Precisamos questionar sempre o sentido do nosso viver. A luta pelo pão de cada dia, além da questão de sobrevivência, precisa ser impregnada de outros significados. Há quem se deixe dominar pela rotina da vida, assim como, pelo contrário, existirá quem faça de cada dia uma nova razão de viver. Duas formas distintas de trilhar o mesmo percurso, embora não seja difícil constatar a fronteira entre o existir e o viver.
Sendo assim, fica a lição: não basta existir, é fundamental viver!

Com afeto,
Beth Landim
Hoje quero te convidar para uma viagem...
Voltar os pensamentos a infância, lembrar do cheiro do café da sua mãe, da sua avó, o cheiro do fogão a lenha... Do perfume daquela pessoa que você não vê a tempo... Os aromas definem a personalidade, revelam segredos, expõem gostos e marcam vivências...
Há momentos fundamentais na vida que são marcados pelos cheiros que ficaram em nossa memória.
Pássaros cantando, cheiro de pão fresco e de café recém coado são bons indícios de que um novo dia começa. Logo terá inicio o corre corre do trabalho, dos estudos, dos afazeres domésticos... Do cheiro das férias, de Natal, cheiro de alegria...
É impressionante como o perfume das coisas e das pessoas nos levam para outros lugares... Cheiro da terra molhada, de campo, de praia... cheiro de casa cheia, panelas tilintando no fogão para encher a mesa que vai presenciar a algazarra dos encontros de família, dos amigos, os abraços gostosos, aquele doce que só nossas avós sabem fazer...
Quero te levar a sentir os melhores perfumes, que te dizem tanto... Sim podemos tê-los sempre conosco! Perfumar a vida, ser perfume e cores para as pessoas... Dar um cheiro... como se diz na Bahia... um cheiro gostoso... Ficar descalço, pisar na terra firme, na areia que ora é banhada pelas águas do mar, no seu vai e vem e sentir o cheiro de maresia... E a maresia te faz lembrar de outros verões, dos próximos, da liberdade, do infinito... de poder de sonhar sempre!
Experimente sentir o perfume dos eucaliptos, das flores do campo, das lavandas... que te transportam para outro lugar... do beijo roubado, do abraço apertado...
E como nos fala a música de Toquinho...
“Era uma vez um lugarzinho no meio do nada, com sabor de chocolate e cheiro de terra molhada... Era uma vez a riqueza contra a simplicidade uma mostrando prá outra quem dava mais felicidade... Prá gente ser feliz tem que cultivar as nossas amizades, os amigos de verdade... Prá gente ser feliz tem que mergulhar na própria fantasia e na nossa liberdade... Uma história de amor de aventura e de magia, só tem haver quem já foi criança um dia...”
O perfume do Natal vem acompanhado das luzes, mas vem com grandes abraços, com o colo que às vezes tanto precisamos, com a casa cheia de amigos e família, mas, sobretudo tem cheiro de nascimento... Nascimento, vida nova, recomeço, cheiro do novo, cheiro do milagre... Perfume de Jesus! Traz também o cheiro de mãe... que a nada se compara!!!
Sinta também o vento gostoso do Nordeste te acariciando o rosto, trazendo o perfume do rio e das flores.
E então nos damos conta de como o simples fato de sentir o perfume das coisas nos faz tão feliz na simplicidade da vida...
Ter memória afetiva é ter raízes... é poder fazer esta viagem e se deixar levar no tempo, no perfume e lembranças de nossas vivências... É acordar e ser feliz com o pouco, que se traduz no muito!!!
Coisas tão simples, como um cheiro, uma lembrança, o perfume que nos encanta a vida que muitas vezes nos esquecemos de sentir no dia-a-dia automatizado de nossas vidas... Mas viver no piloto automático é para as máquinas... somos seres divinos vivendo uma experiência humana, e por isso, espero que você hoje tenha feito uma viagem nos melhores perfumes e cheiros de sua vida...
E mais do que isso, que você nunca perca a essência do seu perfume, para com leveza embalar os seus sonhos e dos que convivem com você... um cheiro gostoso... com lembranças perfumadas...
Então, como tão bem nos diz Drummond...

”Desejo a vocês... Fruto do mato, cheiro de jardim, namoro no portão, domingo sem chuva, segunda sem mau humor, sábado com seu amor, filme do Carlitos, chope com amigos, crônica de Rubem Braga, viver sem inimigos, filme antigo na TV, ter uma pessoa especial e que ela goste de você, música de Tom com letra de Chico, frango caipira em pensão do interior, ouvir uma palavra amável, ter uma surpresa agradável, ver a banda passar, noite de lua cheia, rever uma velha amizade, ter fé em Deus, não ter que ouvir a palavra não nem nunca, nem jamais e adeus. Rir como criança, ouvir canto de passarinho. Sarar de resfriado escrever um poema de Amor que nunca será rasgado, formar um par ideal, tomar banho de cachoeira, pegar um bronzeado legal, aprender um nova canção, esperar alguém na estação, queijo com goiabada, pôr-do-sol na roça, uma festa, um violão, uma seresta, recordar um amor antigo, ter um ombro sempre amigo, bater palmas de alegria. Uma tarde amena, calçar um velho chinelo, sentar numa velha poltrona, tocar violão para alguém ouvir, a chuva no telhado, vinho branco, bolero de Ravel e muito carinho meu.”
E o meu desejo a vocês de uma boa e perfumada semana...
Com afeto,
Beth Landim
Hotel contemporâneo em prédio do século 17

Construído por volta dos anos 1600, o palácio onde fica o D.O.M Hotel, em Roma, já abrigou um monastério, uma empresa e até parte do Departamento de Justiça italiano. O restauro recente deixou para trás o passado sóbrio do espaço. Agora, bar, luz indireta e obras de arte conferem uma atmosfera de diversão ao lugar...
A poucos minutos da Piazza Navona, a Basílica de São Pedro e o Castelo S. Angelo, suas suítes têm vista para a Via Giulia. A centenária rua reúne oficinas de artesãos, antiquários, bares de vinho e ateliês de artista. Como se não bastasse, arqueólogos escavam em frente à entrada principal em busca dos estábulos de Augusto, que datam do 1º século da Era Cristã.

Os interiores, restaurados segundo o projeto do arquiteto Antonio Girardi, ganharam aparência de uma casa aristocrática.
As paredes de tijolinhos e os tetos de madeira ficaram expostos. Eles funcionam como pano de fundo para os móveis de design italiano, fotografias de Man Ray e Bert Stern, além de três obras originais de Andy Warhol.
Essas peças contemporâneas contrastam com itens como os blocos de mármore com inscrições religiosas da Renascença, adquiridos da Igreja de Santa Lucia del Gonfalone.























E então ...
Com afeto,
Beth Landim
Hotel em Manhattan ...

Nova York é a capital da cultura, glamour e negócios. O WestHouse, permite hospedar-se perto das atrações.
O mais gostoso é o ambiente aconchegante, como da nossa casa...
Os 172 quartos ficam a meio quarteirão da Broadway e a 3 do Central Park...
O pulmão verde da cidade... ótimo para passear, fazer exercício ou simplesmente apreciar o verde...
Quem desce duas quadras chega rápido à Quinta Avenida, onde se concentram lojas maravilhosas .
E basta caminhar 2 minutos para chegar à casa de espetáculos Carnegie Hall, que aliás é maravilhosa...

A decoração idealizada pelo escritório Jeffrey Beers International cumpre a tarefa de transmitir acolhimento aos hóspedes.
A proposta foi criar uma ambientação com cara de casa e toques da elegância dos anos 1920.













O arquiteto Sidney Quintela procurou tirar proveito de duas situações que, em um primeiro momento, poderiam ser encaradas como limitações a serem superadas.
O terreno está no limite de uma área de proteção ambiental. A construção deveria acontecer respeitando essa condição, sem comprometer a exuberante vegetação. O terreno também tinha um declive acentuado, o que levou à implantação da casa em níveis. A entrada se dá pelo nível superior, onde há um vestíbulo com acesso às suítes.

Diante de um entorno tão privilegiado, Quintela criou uma casa de linhas leves, com aberturas voltadas para o verde. O partido adotado também trouxe vantagens com relação ao conforto térmico, algo importante em uma cidade conhecida pelo sol escaldante e pelas altas temperaturas.


As grandes esquadrias em vidro favorecem a ventilação e iluminação nas orientações sudeste, sul e sudoeste. A Para o design de interiores a intenção foi criar uma decoração leve, jovial, que refletisse a personalidade dos proprietários. "Buscamos o equilíbrio entre o clássico e o contemporâneo, com uma pegada de bom humor", resume Quintela, ressaltando que todas as decisões foram tomadas em sintonia fina com os clientes.









Cercar-se de arte e bela arquitetura é um dos maiores prazeres de viajar à capital francesa. No caso do The Peninsula Paris, a experiência tem início da porta para dentro. Uma seleção de obras complementa a transformação do edifício centenário que a abriga.
A começar pelo lobby do hotel, onde a instalação Dancing Leaves, do ateliê checo Lasvit, cria uma cortina do teto ao piso. As 800 peças de vidro soprado simulam as folhas das árvores na rua. Uma das galerias foi dedicada à escultura Moon River, executada pelo espanhol Xavier Corberó. Já o restaurante recebe o domo refletivo The World Belongs to Me, escultura da dupla Ben Jakober e Yannick Vu. A arte continua na área íntima: todos os quartos trazem trabalhos de técnica mista assinados por Patricia Erbelding.

O restauro trouxe de volta a decoração rica em mármore, estuque, madeira trabalhada, revestimentos de ouro e pinturas. Construir três níveis subterrâneos permitiu criar um spa, piscinas e academia de ginástica. As leis de patrimônio proíbem mudanças na fachada de 10 mil m². Trazer de volta sua glória original exigiu o trabalho de 20 profissionais especializados.
O arquiteto de Hong Kong Henry Leung, do escritório Chhada Siembieda, encabeçou o design de interiores, em parceria com a equipe da rede hoteleira. O restauro foi orquestrado por Richard Martinet .
Construído no século 19 e aberto ao público em 1908, o prédio testemunhou a efervescência cultural e política dos próximos 30 anos - época em que Picasso, Dalí e Hemingway circulavam pela cidade-luz. Em uma de suas suítes George Gershwin compôs o poema sinfônico An American in Paris, que daria origem ao musical homônimo.Aprecie cada detalhe... apreciar arte traz o belo aos nossos olhos...























Com afeto,Mais uma vez o Papa Francisco nos dá um exemplo de simplicidade e amplitude ...
Conviver com o diferente,respeitar a diversidade cultural e religiosa, mas acima de tudo
preservara a vida ... Ter um coração aberto ao outro, ser presença de encontro ...
Vale a pena ler alguns trechos de sua visita ....

O papa Francisco e o patriarca ortodoxo Bartolomeu I pediram na Turquia, à comunidade internacional que "dê uma resposta apropriada" aos ataques contra cristãos em países do Oriente Médio.
Ambos protestaram contra o que denominaram "um Oriente Médio sem cristãos" em alusão à violência cometida contra os fiéis dessa religião em conflitos nos países da região.

"Não podemos nos resignar com um Oriente Médio sem cristãos, que professaram o nome de Jesus ali durante dois mil anos", disseram os líderes religiosos em uma declaração conjunta assinada em Istambul.
Os dois manifestaram concretamente preocupação com os atos de violência contra cristãos "no Iraque, na Síria e em todo o Oriente Médio".

E disseram: "muitos de nossos irmãos e irmãs estão sendo perseguidos e foram expulsos com violência de seus lares. Parece inclusive que se perdeu o valor da vida humana, que a pessoa humana já não importa e que pode ser sacrificada por outros interesses".
"E, de maneira trágica, tudo isto choca com a indiferença de muitos", afirmaram o papa e o patriarca.
Eles exigiram portanto que a comunidade internacional dê "uma resposta apropriada para acabar com a terrível situação dos cristãos e de todos os que sofrem no Oriente Médio".
A assinatura da declaração aconteceu depois de ambos abençoarem os fiéis desde a sacada do Palácio Patriarcal após assistirem a divina liturgia na catedral ortodoxa de São Jorge.
Durante a cerimônia ambos fizeram curtos discursos em que apoiaram a unidade entre católicos e ortodoxos e o papa disse que a Igreja Católica 'não imporá exigências' para isso.

Francisco lembrou que não era a primeira vez que assistia a uma divina liturgia ortodoxa, pois já havia acompanhado uma quando era arcebispo de Buenos Aires, mas disse que a oportunidade de fazê-lo hoje em Istambul era uma "graça singular" de Deus.
Com afeto,
Beth Landim
Deixo-lhes hoje duas pequenas estórias que nos fazem refletir sobre a nossa caminhada…
“Uma senhora chinesa já idosa, carregava dois vasos grandes, cada um pendurado na ponta de uma madeira que se apoiava em seus ombros. Um dos vasos tinha uma rachadura, e o outro era perfeito e sempre levava todo o seu conteúdo de água. No fim do longo percurso o vaso defeituoso chegava sempre com metade do seu conteúdo. E foi assim por dois longos anos, a senhora idosa levava para casa um vaso e meio de água. O vaso perfeito era orgulhoso, pois cumpria sempre a sua obrigação. O vaso defeituoso ao contrário envergonhava-se da sua imperfeição, perdia sempre metade do seu conteúdo. Depois de dois anos, reconhecendo seu defeito durante um trajeto, falou com a senhora idosa: “Sinto muito, que por causa do meu defeito perca metade do meu conteúdo.” A senhora idosa sorriu e disse: Já reparaste nas flores que estão do teu lado? Enquanto no outro lado não. Isto porque eu sempre soube que em ti havia uma rachadura, então plantei sementes do teu lado e a cada dia que fazia este trajeto tu regavas as sementes. Por dois anos recolhi estas maravilhosas flores para decorar a nossa mesa. Sem ti e a tua maneira de ser, não seria possível esta beleza para alegrar a nossa casa. Cada um de nós tem o seu defeito particular… Mas são as rachaduras e os defeitos que fazem as nossas vidas assim interessantes e gratificantes. Devemos aceitar as pessoas como são, procurando ver nelas aquilo que têm de melhor.”
Na revolução da alma, Aristóteles, filósofo grego, escreveu este texto no ano 360 A.C. e é eterno… “Ninguém é dono da sua felicidade, por isso não entregue sua alegria, sua paz sua vida nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém. Somos livres, não pertencemos a ninguém e não podemos querer ser donos dos desejos, da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja. A razão da sua vida é você mesmo. A tua paz interior é a tua meta de vida, quando sentires um vazio na alma, quando acreditares que ainda está faltando algo, mesmo tendo tudo, remete teu pensamento para os teus desejos mais íntimos e busque a divindade que existe em você. Pare de colocar sua felicidade cada dia mais distante de você. Não coloque objetivo longe demais de suas mãos, abrace os que estão ao seu alcance hoje. Se andas desesperado por problemas financeiros, amorosos, ou de relacionamentos familiares, busca em teu interior a resposta para acalmar-te, você é reflexo do que pensas diariamente. Pare de pensar mal de você mesmo, e seja seu melhor amigo sempre. Sorrir significa aprovar, aceitar, felicitar. Então abra um sorriso para aprovar o mundo que te quer oferecer o melhor. Com um sorriso no rosto as pessoas terão as melhores impressões de você, e você estará afirmando para você mesmo, que está “pronto” para ser feliz. Trabalhe, trabalhe muito a seu favor. Pare de esperar a felicidade sem esforços. Pare de exigir das pessoas aquilo que nem você conquistou ainda. Critique menos, trabalhe mais. E, não se esqueça nunca de agradecer. Agradeça tudo que está em sua vida nesse momento, inclusive a dor. Nossa compreensão do universo, ainda é muito pequena para julgar o que quer que seja na nossa vida. A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las.”
Estas estórias nos fazem refletir sobre a nossa caminhada: dias melhores, dias piores, dias ensolarados, dias cinzentos, dias de chuva, dias com brilho, dias sem brilho, mas… todos são dias a serem vividos por nós e no cômputo do nosso tempo, todos eles farão parte desta conta. Então nos resta com grande propriedade darmos o melhor de nós a cada dia, buscando sempre a forma mais equilibrada de convivência com todos que nos cercam, ao longo das experiências do caminho.
Saint-Exupéry nos diz: “Os homens cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim e não encontram o que procuram. E, no entanto, o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa”. Realmente, assim somos nós humanos, buscadores eternos de realidades longínquas, muitas vezes insatisfeitos e incompletos, com os olhos vendados diante de tanto amor, de tantas realizações e de tantas oportunidades que se renovam a cada dia em nossas trilhas… Buscando num canteiro de cinco mil rosas que cultivamos o que está dentro de nós mesmos… e não somos capazes de encontrar, de cultivar, de multiplicar… para reforçar os nossos laços com o divino que vive em nós. Recomeçar sempre, recebendo das planuras do céu o sol que nos ilumina e nos convida a termos forças e coragem. Recomeçar com energia positiva, com confiança em dias melhores que sempre chegam, nos mostrando que as pedras e as quedas são condições sine qua non para o nosso crescimento espiritual, como seres humanos voltados para a luz. Recomeçar fazendo dos “vasos quebrados” que surgem na nossa convivência diária, oportunidades de burilamento da nossa paciência, da nossa fé renovada, da nossa reflexão, do nosso entendimento de que somos imperfeitos também e, portanto necessitamos de compreensão, de perdão, de braços que nos abracem nos mostrando que apesar de tudo estamos caminhando no sentido da luz, da iluminação pessoal, da busca constante de florir caminhos por onde possamos passar junto com todos que conosco caminham rumo ao divino, reconhecendo sempre que a felicidade não só está dentro de nós, mas pelo caminho e não somente no topo da chegada. Vivamos estes momentos intensamente e então eles se tornarão eternos.
Por fim, é preciso entender o que você busca, para encontrar o que você precisa…
Uma boa semana para todos!!!
Com afeto,
Beth Landim
Sobre o autor
Elizabeth Landim
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