Se a gente cresce...
22/01/2017 | 00h48

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"Se a gente cresce com os golpes duros da vida,

também pode crescer com os toques suaves na alma...

Pois a  verdadeira coragem é ir atrás de seus sonhos,

mesmo quando todos dizem que são impossíveis."

Poetisando com Cora Coralina...

Com afeto,

Beth Landim

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Apenas permita-se...
22/01/2017 | 00h48

Permita-se ter um dia pleno de energias renovadas,

com a luz do sol a brilhar na sua face e esquentar o seu coração.

Permita-se ser feliz sem amarras... com tudo que a vida lhe oferece...

E deixe que ela, a vida, em plenitude, te conduza pelos melhores caminhos...

Amores perfeitos para colorir o seu dia...

Com afeto,

Beth Landim

 
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Suas escolhas ...
22/01/2017 | 00h48
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Com afeto, 

Beth Landim

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Ainda bem...
22/01/2017 | 00h48

 

Vivemos dias difíceis... Parece-nos que o mundo está revolto. Assistimos à fuga em massa na Síria, e o desejo ardente de um povo que tem que deixar tudo para trás e seguir sem rumo, sem saber para onde ir, em busca de um abrigo e de dias melhores... Passamos por tempestades e enchentes, que tudo levam, lavam e sufoca de tanta água... ao passo que no outro extremo de nosso país a seca nos assola, nos definha, torrando as últimas sementes de esperança que insistimos em fazer brotar!

Presenciamos todos os dias dura violência física e moral, assustadora, cruel, que nos parece já incontrolável, nos fazendo acreditar que seremos a próxima vítima inerte... É hora de pararmos, dar um STOP! E não seguirmos esta máquina do tempo que nos consome e corre a velocidade da luz, de forma a destruir tudo e todos... É hora de parar a maior máquina... O HOMEM... Parar para pensar...

No mundo pós moderno em que vivemos, a grande questão são os LAÇOS HUMANOS. Hoje possuímos jovens que possuem 500 amigos no facebook. Eu, por exemplo, não chego à casa dos dois dígitos... E o que acontece então? O jovem de hoje já nasce no conceito da rede. Enquanto os jovens de outrora nasciam na comunidade. E qual é a diferença? A comunidade te precede – você nasce na comunidade. A rede é fruto de duas atividades: conectar e desconectar... Hoje o mais difícil não é fazer amigos on line. O mais difícil é fazer amigos off line... face to face, corpo a corpo, olho no olho, porque dá trabalho romper relações, explicar, se desculpar, não se sentir seguro, se doar, dar seu tempo, ter sentimentos... Ao passo que on line você clica e conecta ou desconecta, e resolve tudo instantaneamente. Isso mina os laços humanos, pois ter um amigo em quem confiar é se dedicar, se empenhar para o futuro, se comprometer... E ter compromissos e obrigações cria laços... E esta ambivalência, tem nos levado para este caos humanos em que vivemos...

Pessoas solitárias numa multidão de solitários... A falta de laços humanos...

Ainda bem...

Pensar que estamos sendo engolidos num sentimento desumanizador... pensar que estamos sem rumo... E isto é desolador... Pensar que podemos pensar... nos ajudar, trazer o sentimento, o coração para as relações e desta forma dar sentido a este mundo que nos causa estranheza... Perdemos a sensibilidade de apreciar, admirar, ver o belo e fazer de nossas relações, um lugar “em que o belo aconteça”... como nos diz Clarice Lispector... “Superar é preciso, seguir em frente é essencial, olhar para trás é perda de tempo. Passado se fosse bom era presente.” E sendo assim... é hora de descortinarmos o horizonte, encher nossos olhos e coração de esperança e atitudes... Sairmos da inércia e começarmos a mexer neste “caldeirão”, por nossa “pitada” de sal, faz toda a diferença no universo. Olhar sempre em frente, nos reinventarmos, e como ouvi outro dia... “deixar amolecer um pouco o coração”, sermos mais solidários, termos compaixão... que nada mais é do que nos colocarmos no lugar do outro. Tudo tem passado rápido demais... mas volto a insistir, somos os senhores do nosso tempo e desta forma, fazermos eternidade nos momentos de felicidade que estão no caminho...

Caetaneando... “És um senhor tão bonito, quanto a cara do meu filho, tempo tempo tempo tempo, vou te fazer um pedido... Compositor de destinos, tambor de todos os ritmos, tempo tempo tempo tempo, entro num acordo contigo, tempo tempo tempo tempo... Por seres tão inventivo e pareceres contínuos, és um dos deuses mais lindos. Que sejas ainda mais vivo, no som do meu estribilho, tempo tempo tempo tempo, ouve bem o que te digo... Peço-te o prazer legítimo e o movimento preciso, quando o tempo for propício... tempo tempo tempo tempo... De modo que o meu espírito ganhe um brilho definido e eu espalhe benefícios... O que usaremos pra isso fica guardado em sigilo, apenas contigo e comigo... E quando eu tiver saído para fora do teu círculo, não serei nem terás sido... tempo tempo tempo tempo... Ainda assim acredito ser possível reunirmos-nos, num outro nível de vínculo... Portanto peço-te aquilo e te ofereço elogios nas rimas do meu estilo...”

Como nos diz a música, que eu espalhe benefícios, fazer o bem sem olhar a quem, o que a mão direita faz, a esquerda não precisa saber...

Criar laços humanos, ter desprendimento, ter sentimento, penso ser o remédio milagroso do nosso século. Doses homeopáticas diárias, em cada um de nós, trariam uma cura irremediável para vários problemas do mundo... É preciso olhar para os lados, pra frente, para quem vem atrás, mas sobretudo é preciso olhar pra dentro de cada um de nós... E é difícil olhar para dentro, nos enxergarmos como somos, com nossas misérias e defeitos, mas só assim nos sentiremos livres para amar, para sermos inteiros e inteiros fazermos parte de tantas partes que constroem outras metades... Deixar sentir o vento no rosto, a liberdade soprar melodias aos nossos ouvidos, a brisa nos acariciar... sentir o cheiro do mar e o sentido das ondas no seu vai e vem... nos mostrando que tudo se reinventa, se renova, se dá outras chances e que na sua grandeza, o mar, é feito de gotinhas minúsculas... tenhamos olhos para ver e sentir... “Ainda bem que sempre existe outro dia. E outros sonhos. E outros risos. E outras pessoas. E outras coisas... Até onde posso, vou deixando o melhor de mim... Se alguém não viu, foi porque não sentiu o coração” Clarice Lispector.

Muitos são os homens que falam de liberdade, mas poucos são os que não passam a vida a construir amarras.

Cora Coralina nos dá uma boa receita... “Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça. Digo o que penso, com esperança. Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor. Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende. Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar, porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir.”

Ainda bem que existe você...

Uma linda e esperançosa semana...

Com afeto,

Beth Landim

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Correr riscos...
22/01/2017 | 00h48

potelindo

Essa semana li uma história muito interessante que gostaria de comentar com você. A partir dela podemos fazer uma reflexão, principalmente para mudarmos o curso de nossas ações e pensamentos neste fim do ano.

Leia e reflita: Se existem três sapos numa folha, e um deles decide pular da folha para a água, quantos sapos restam na folha? A resposta certa é: Restam três sapos. Porque o sapo apenas decidiu pular. Ele não pulou realmente. Agora pense: Nós não somos como o sapo, muitas vezes? Decidimos fazer isso, fazer aquilo, mas ao final acabamos não fazendo nada? Na vida, temos que tomar muitas decisões. Algumas fáceis... algumas difíceis... A maior parte dos erros que cometemos não se deve a decisões erradas. A maior parte dos erros se deve a indecisões. Temos que viver com a consequência das nossas decisões. E isto é arriscar. Tudo é arriscar. Ao contrário do que muitos apregoam, Aristóteles comentou certa vez que nós não somos somente o que pensamos ser e nem aquilo que falamos ser, mas sim aquilo que pensamos, falamos e, principalmente, fazemos repetidas vezes. Muitos de nós passamos a vida transferindo para o amanhã o que queremos fazer hoje e, assim, transferimos para um futuro incerto o anseio de nossa alma. Assim para sermos felizes é essencial correr riscos. Se não fizermos nada de diferente hoje, amanhã será igual. Você está satisfeito com a sua vida? Está feliz desta forma? Então continue! Mas se não está feliz, faça algo de diferente, pois só agindo, indo à luta, a vida poderá ser melhor ou pior.

Os riscos precisam ser enfrentados, porque o maior fracasso da vida é não arriscar nada. A pessoa que não arrisca nada, não faz nada, não tem nada, é nada. Ela pode evitar o sofrimento e a dor, mas não aprende, não sente, não muda, não cresce ou vive. Presa à sua servidão, ela é uma escrava que teme a liberdade. Apenas quem arrisca é livre. Mas enquanto alguns correm consideráveis riscos, em esportes radicais, por exemplo, pela busca de emoções fortes, de adrenalina, de desafiar os próprios limites, outros têm de fazê-lo pela simples necessidade de mudança. É a necessidade de avançar que faz-nos correr riscos e ao longo da história tem sido assim com os grandes empreendedores. Thomas Edison, por exemplo, quando Nova York vivia iluminada por lampiões a gás, correu o risco de falir ao apostar todos os recursos de que dispunha na criação da lâmpada elétrica e, assim, iluminar gratuitamente quarteirões inteiros, para provar que sua invenção viria para mudar definitivamente o mundo. Mahatma Ghandi, sem canhões e sem exércitos, só pelo exemplo de vida, arriscou-se anos a fio na luta para libertar o povo indiano das garras do Império Britânico.

A vida é, em si, o risco de enfrentar constantes mudanças. Mas alguns mudam para ficarem os mesmos de sempre. Como um rio. As águas passam, o rio não é mais o mesmo; mas é o mesmo rio de sempre. Viver é correr riscos. Foi assim com Deus. Por amor, Ele preferiu correr o risco de dotar o ser humano de livre arbítrio — para que pudéssemos fazer escolhas morais e optássemos por amá-lo ou não — do que não correr risco nenhum e vir a criar “robôs” programados apenas para acertar. Foi assim com Jesus. Por amor, Ele correu o risco de enfrentar a cruz e a morte, para vencê-los e, assim, oferecer sua vida por nós.

É preciso correr riscos, pois só entendemos direito o milagre da vida quando deixamos que o inesperado possa se manifestar. A cada dia Deus nos dá – junto com o sol – um momento em que é possível mudar tudo que nos deixa infelizes. Todos os dias procuramos fingir que não percebemos este momento, que ele não existe, que hoje é igual a ontem e será igual a amanhã. Mas, quem presta atenção, descobre o instante mágico. Ele pode estar escondido na hora em que enfiamos a chave na porta pela manhã, no silêncio logo após o jantar, no infinito do mar, nas estrelas que brilham, no barulho das ondas do mar, na lua que se põe todos os dias somente para iluminar a nossa noite, nos olhos que se encontram.... Este momento existe – um momento em que toda a força das estrelas passa por nós, e nos permite fazer milagres. Coitado daquele que tem ou teve medo de correr os riscos. Porque este talvez não se decepcione nunca, nunca se desiluda, nem sofra como aqueles que têm um sonho a seguir. No entanto, quando olhar para trás – porque sempre olhamos para trás – escutará seu coração dizendo: O que fez com todas as oportunidades que você teve? Pobre de quem escuta estas palavras. Porque então acreditará em milagres, mas os instantes mágicos da vida já terão passado.

FB_IMG_1445783519210 É essencial escutar nosso interior, se não desenvolvermos o olhar positivo para com a vida e perdemos a pureza da infância, não existirá mais sentido viver. A felicidade é o caminho... é uma conquista sempre... Dessa forma, tudo depende da forma que encaramos cada risco que corremos, cada decisão tomada, porque o pessimista, queixa-se dos ventos, o otimista espera que mudem e o realista, ajusta as velas para partir. Assim, a felicidade é proporcional ao risco que se corre. Quem se protege contra o sofrimento, protege-se contra a felicidade. Quem se torna invulnerável, torna sem sentido a existência. O homem feliz aceita ser vulnerável. O homem feliz aceita depender dos outros, mesmo pondo em risco sua própria felicidade. É a condição do amor e de todas as relações humanas, sem o que a vida não teria sentido.

FB_IMG_1445218587174 Permita-se correr riscos, lute para realizar seus sonhos, com certeza haverá momentos difíceis, mas tudo isso é passageiro, inevitável, e terminaremos nos orgulhando das marcas que foram deixadas pelos obstáculos. No futuro, poderemos olhar para trás com orgulho e fé, felizes por termos tentado.....

Uma boa semana para você!!!

Com afeto,

Beth Landim

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Parabéns professor!
22/01/2017 | 00h48

"Ensinar é um gesto de generosidade, humanidade e humildade. Ensinar é um gesto de amor..."

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Aquele professor, a gente nunca esquece.... 

Parabéns pelo nosso dia!!!

Com afeto,

Beth Landim

 
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hotéis de tirar o fôlego...
22/01/2017 | 00h48
 (Foto: reprodução)

Para quem procura por um lugar incrível, seja de verão ou inverno...

que têm em comum o poder de encantar até o mais exigente dos visitantes...

como os destinos montanhosos e restaurantes à beira-mar,

o oceano azul da Grécia e a eterna Paris...

vale a pena se deliciar com essas sugestões...  (Foto: reprodução)

 (Foto: reprodução)
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 (Foto: reprodução)
 (Foto: reprodução)
 (Foto: reprodução)
  
E então ...
Qual deles...
O melhor destino é a companhia certa...
Com afeto,
Beth Landim.
 
 
 
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Arquitetura na Patagônia...
22/01/2017 | 00h48
 
 (Foto: Macduff Everton)

Como já indica o próprio nome, o Hotel Remota, na Patagônia chilena, é um verdadeiro refúgio em meio à beleza das montanhas e geleiras de um dos pontos mais ao sul da América Latina. A estrutura baixa e comprida do prédio, revestido quase que totalmente de vidro, é fruto de projeto do arquiteto chileno Germán del Sol. A pouca altura do conjunto foi uma forma de alterar o mínimo possível a paisagem do entorno.

 (Foto: Macduff Everton)
 (Foto: Pablo Negri Edwards)
Em concordância com o espírito de simplicidade do lugar, o Remota segue uma linha de funcionamento ecológico – não há televisões ou Internet nos quartos, e a ventilação é natural. A comida do restaurante é feita de produtos frescos e orgânicos, selecionados pessoalmente pelo chef em pomares e portos das proximidades. Para quem deseja sentir na pele a tranquilidade e a sensação de bem-estar do espaço, há o spa - que conta com uma piscina aquecida cujas águas parecem se unir ao horizonte majetoso.
 (Foto: Pablo Negri Edwards)
 (Foto: Pablo Negri Edwards)
 (Foto: Pablo Negri Edwards)
 (Foto: Macduff Everton)
 (Foto: Valentine Atkinson)
 (Foto: Macduff Everton)
 (Foto: Pablo Negri Edwards)
 (Foto: Macduff Everton)

Caminhadas, passeios a cavalo e tours de bicicleta, todos acompanhados de guias especialmente treinados. Caso algum visitante queira um contato mais urbano durante sua estadia, o hotel fica próxima à cidade de Puerto Natales. Mas o que destaca o hotel não é apenas a localização privilegiada .... e sim a vista deslumbrante da região ...

Com afeto,

Beth Landim.

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Mário Quintana...
22/01/2017 | 00h48

Para recordar ...Recortes de Mario Quintana ... "O luar, é a luz do Sol que está sonhando...

O tempo não para! A saudade é que faz as coisas pararem no tempo...

...os verdadeiros versos não são para embalar, mas para abalar...

A grande tristeza dos rios é não poderem levar a tua imagem...

Quando eu for, um dia desses, Poeira ou folha levada No vento da madrugada, Serei um pouco do nada Invisível, delicioso...

Que faz com que o teu ar Pareça mais um olhar, Suave mistério amoroso...

Via você na noite, nas estrelas, nos planetas,

nos mares, no brilho do sol e no anoitecer...

Via você no ontem , no hoje, no amanhã... Mas não via você no momento...

Essas duas tresloucadas, a Saudade e a Esperança, vivem ambas na casa do Presente, quando deviam estar, é lógico, uma na casa do Passado e a outra na do Futuro. Quanto ao Presente - ah! -, esse nunca está em casa. "

 

 (Foto: Marcello Mariana)

Com afeto,

Beth Landim

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O menos é mais...
22/01/2017 | 00h48

Nos conta uma lenda que... Mais uma vez a águia chega com uma presa para alimentar seus filhotes. São tempos difíceis, o clima inconstante está afastando a caça, os pequenos animais agora permanecem mais tempo em seus abrigos, fugindo não apenas dos predadores, mas também do calor sufocante que destrói boa parte dos alimentos. Dessa vez, a águia teve dificuldades para encontrar um bom lugar para montar seu ninho. Os penhascos mais altos e próximos dos alimentos foram ocupados rapidamente, obrigando-a a ser ainda mais estratégica e persistente para criar um abrigo que acomodasse seus três filhotes. No começo, o ninho estava bastante seguro e confortável, e até mesmo a águia encontrava ali um bom lugar para repousar. Contudo, com o crescimento dos filhotes, o ninho começou a ficar pequeno e tornou?se comum a águia encontrá?los brigando entre si, muitas vezes com feridas provocadas pelas  bicadas mútuas. O tempo já estava dando seus sinais, e a águia sabia que estava chegando o momento de submeter seus filhotes ao ritual que significaria a continuidade de sua família. Seria o momento do primeiro grande vôo.

Num dia ensolarado a águia novamente se prepara para caçar seu alimento, mas antes olha diretamente para cada um de seus filhotes e, em um rápido movimento, os expulsa do ninho atirando?os pelo penhasco. Os instantes seguintes são tomados por uma tempestade de sentimentos contraditórios e confusos. Os filhotes, que até aquele momento conheceram apenas a proteção e os cuidados da mãe, estão em uma queda vertiginosa, com o vento forte espancando seu corpo. Nada, até aquele momento, demonstrava que a águia tomaria uma atitude tão radical. Para os filhotes, a sensação de rejeição e perplexidade se confundia com o medo e a angústia. Era a primeira vez que cada um deles experimentava uma realidade diferente e, julgando pela violência do que estavam sentindo, a vida fora do ninho era absurdamente desconfortável e agressiva. Qualquer um dos filhotes, naquele momento, teria o direito de questionar por qual razão a águia os havia trazido ao mundo – afinal, não deixa de parecer sádico dar a vida a um ser e depois atirá?lo para a morte certa na queda de um penhasco.

Durante a queda cada um procura em si mesmo algum recurso que possa eliminar o desconforto absurdo por que está passando. Gritar chamando pela águia é a primeira alternativa, mas demonstra não ter efeito algum. Agitar as pequenas garras, que muitas vezes foram fundamentais na disputa do alimento com os irmãos, não parece ser eficaz contra o vento. Além disso, enquanto cada filhote rodopia sem controle, um breve pensamento de acusação culpava a águia pela atitude insana.

Após infinitos segundos, uma força instintiva faz que cada filhote abra suas asas – descobrindo, assim, que podem controlar aquela situação sustentando seu corpo com a ajuda da velocidade que alcançaram durante a queda. O momento é único, eles ainda estão um pouco assustados com a súbita parada no ar. Enquanto voam, procuram entender o que está acontecendo e logo percebem que sempre puderam voar, apenas não sabiam disto. Depois de alguns momentos de vôo, percebem a águia voando atrás deles. Ela estava totalmente vigilante, cuidando para que a experiência fosse boa e sem acidentes irreparáveis. Ela se mostrou exatamente no momento em que os filhotes já estavam dominando a técnica de vôo e, sem perder tempo, fez uma manobra no ar, mergulhando em direção a um pequeno roedor. Com as garras prendeu o pequeno animal e em seguida, diferentemente do que sempre fazia, comeu a presa. Tudo ficou claro. A partir de agora, cada filhote deveria caçar o próprio alimento. E não foi só isso que mudou…

Quando os filhotes começam a voar de volta ao ninho, percebem o enorme esforço necessário para chegar até ele, como nunca antes tinham feito. Ao chegar ao alto do penhasco, notam que estão diferentes – com a abertura das asas, os músculos ficaram maiores e mais fortes – e já não cabem no ninho, por isso terão também de procurar um novo abrigo.

Aquela queda foi a primeira, a única verdadeira e sem dúvida a mais importante na vida dos filhotes. Nada mais seria igual depois dessa experiência. As lembranças do ninho da águia estarão sempre presentes e serão uma referência constante para a construção de seus próprios ninhos.

É dessa forma, sendo mães e pais suficientemente bons é que fazemos nossos filhos crescerem. Passei por todas estas fases, como filha e como mãe. Porém, a firmeza de impulsionarmos nossos filhos para suas conquistas, sem oferecermos nada gratuitamente, é que nos torna pessoas melhores, capazes de enfrentar todos os desafios com equilíbrio emocional. Até porque, o sabor da conquista supera infinitamente o sabor do que recebemos gratuitamente, sem nos esforçarmos.

Pensemos nisso, muitas vezes o “menos é mais” na hora de educar...

Com afeto,

Beth Landim

 
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Elizabeth Landim

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