Fosso
19/05/2014 | 05h12
Leio hoje (19/05) com preocupação, reportagem de O Globo sobre a persistência do trabalho infantil em nosso país, apesar de todos os esforços, leis e estatutos restritivos. Lembramos que até 14 anos é totalmente proibido o trabalho no Brasil. Pois bem, segundo o Pnad de 2012, 81 mil crianças de 5 a 9 anos ainda trabalhavam e 473 mil de 10 a 13 anos também. No mesmo caderno de economia, na segunda página, outra realidade humana. Na Suíça, país da Europa, sexta maior renda per capita do mundo, a população acaba de rejeitar de forma democrática, por referendo popular, o piso salarial de R$ 10 mil. Pasmem, 76% da população disseram não ao piso nacional proposto que garantiria esse mínimo aos 10% que ainda não o atingiram. Os suíços preferiram deixar do jeito que está, entregue à concorrência do mercado de trabalho, pelo medo de aumentar o desemprego que no país é baixo, 3,2%. País desigual, mundo desigual.
Comentar
Compartilhe
ULTRAJADOS
04/06/2012 | 04h37
O Globo, edição de hoje, página 3, traz reportagem dramática para a condição humana. Sob o título "Exploração de Sonhos" que nada mais é do que o anacrônico e abjeto tráfico de pessoas, de gente, de mím e de você. Sim, assim estamos: AVILTADOS. [caption id="attachment_4021" align="aligncenter" width="400" caption="Ft. Google"][/caption] Do que se trata? De aliciar homens e mulheres para o trabalho escravo, a retirada de orgãos e a prostituição. Esses são recrutados em shoppings, motéis, boates e bares, agências de emprego (falsas) e até em casamentos. O objetivo é sórdido. É a exploração em trabalhos forçados, a escravidão, a exploração sexual e a remoção de órgãos. E, os meios acontecem pela força, coerção, engano e abuso da vulnerabilidade da vítima. Entre os anos de  2010 e 2011,  temos 120 casos nas mãos da Polícia Federal. Os inquéritos foram instaurados em quase todos os estados. As rotas são do conhecimento das autoridades brasileiras. Duas, as comissões parlamentares de inquérito (CPIs) em curso na Câmara e no Senado. O tráfico de pessoas é classificado como ainda mais degradante do que o contrabando de pessoas. Este último pressupõe consentimento, o aceite em ser objeto. Já, no tráfico de pessoas, após a chegada no destino, revela-se - nua e crua - a exploração da vítima pelos traficantes, em busca do lucro. Na ânsia da realização do sonho, de prosperar na vida, de se fazer alguem de respeito, jovens caem em esparrelas.  Das embaixadas com a  bola à escravidão. Das palmas  nas passarelas ao cárcere privado da exploração sexual.  
Comentar
Compartilhe
Trabalho Infantil.
09/09/2011 | 07h04
Deixo no ar notícia incômoda que supostamente envolve trabalho infantil. Veio através de comentário interno. Vamos a ela. LP [caption id="" align="aligncenter" width="400" caption="Ft. Google"][/caption]

______________________________________________________________________

Ontem (quinta-feira), novamente, às 19:45hs, todos estavam lá na calçada novamente… Em nome de Deus. Vamos esquecer isso! Agora, uma outra denúncia. Há uma lotada (Boxer), da linha Nova Brasília-Centro, nº 186, devidamente autorizada pela EMUT (com faixa), colocando menores para trabalhar como “papagaios” (cobradores de lotadas). Eles ficam pendurados na porta aberta, anunciando seus itinerários, em troca de 10 reais diários. Mão-de-obra barata e abundante (Ainda tem gente que defende, dizendo que é melhor ele estar ali, trabalhando, do que roubando ou cheirando cola). A princípio, pensei que fosse filho de um motorista (isso também não justifica), no entanto, tenho percebido que há um revezamento de crianças no serviço. Isso não seria exploração de trabalho infantil? Que eu saiba, a lei prevê o trabalho infantil a partir dos 14 anos, mesmo assim, na condição de aprendiz de alguma profissão, estou errado? Porém, no caso da lotada, vi um moleque que não tinha mais do que 12 anos!!! Será que esse menino também foi cadastrado na EMUT? Cadê a fiscalização da EMUT? Cadê o Conselho Tutelar? Com sua omissão, a Prefeitura torna-se conivente com esse crime. Minha cidade, meu amor. João Carlos
Comentar
Compartilhe
Sobre o autor

Luciana Portinho

[email protected]

Arquivos