PÃO, CIRCO E CÍRCULO
08/02/2014 | 12h01
Pão, circo e círculo Foi prática, na Roma antiga, a política – que em nossa terra até hoje se perpetua - de desviar a atenção da população de a dureza do cotidiano. O chamado “pão e circo” é um recurso maquiavélico. É do mal. Pelos antigos romanos, foi largamente empregado ao presentear comida e diversão ao povo, com o objetivo de aplacar a insatisfação popular contra os governantes. Garantia-se o relaxamento das tensões sociais com espetáculos sangrentos, como os combates entre gladiadores, também com animais ferozes, ou ainda com apresentações de palhaços, artistas de teatro e bandas. Nos estádios – enormes arenas - qualquer semelhança com a nossa atualidade não é mera coincidência – os regalos do “pão e circo” monitoravam a fome e o tédio. A popularidade do imperador entre os mais humildes ficava consolidada. Os séculos passaram e a tecnologia presente, garante um pão sem risco de bolor:  o cartão magnético. Além das arenas modernizadas inventamos as gigantescas estruturas metálicas: o mega palco. Distanciado e suspenso, com parafernália de luzes em constante movimento e som nas alturas. Parece que a fórmula do atraso veio para ficar em Campos. Caiu no gosto da administração pública. Recentemente a mídia local e os blogs trouxeram à tona a gastança desenfreada da prefeitura de Campos, com shows (no Farol e demais distritos) que na propaganda oficial é apelidada de Verão da Família. Como os royalties são depósitos fartos e certeiros, nenhuma preocupação em aplica-los para garantia futura do desenvolvimento de sua gente. Os shows do Verão da Família, só no primeiro mês da estação, consumiram algo como R$ 2,5 milhões. São quantias que nos preocupam, para não pegar mais pesado. Com aluguel de banheiros químicos, a prefeitura vai gastar - dos royalties - R$ 651.500,00. Também dos royalties, já foram gastos meio milhão de reais (R$ 566 mil) para eventos de luta – MMA – duas edições do Jungle Fight e uma edição do Pink Fight.  Com os buffets  para os “eventos culturais, artísticos e comemorativos” foram publicados no Diário Oficial, dois Extratos de Contratos, que totalizam até aqui  260 mil reais. Vamos citar apenas o valor individual de dois shows no mês de janeiro: o da banda de Axé, Jammil, R$ 193 mil e o rodeio Tony Nascimento, R$166.560,00,  na Festa de Santo Amaro. Fevereiro começou sem ainda, neste dinheirão, estarem contabilizados os gastos que serão feitos até o fim da temporada sob o critério do “pão e circo”. A incultura do desperdício é o nosso círculo vicioso. Makhoul Moussallem                Médico, Conselheiro do CREMERJ e do CFM
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RECEITA DE VINÍCIUS
20/08/2013 | 04h22
[caption id="attachment_6850" align="aligncenter" width="600" caption="divulgação"][/caption]

 

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Teatro municipal cancela Orquestras para dar vez à falação de Garotinho
12/07/2013 | 10h56
Assim tem sido tratado o equipamento público de cultura em Campos. Desde quando é prioritário uma reunião de fim de semana, com caráter eminentemente político, que envolve o batalhão abaixo de cargos comissionados do executivo municipal, desmarcando de última hora a apresentação das Orquestras da ONG Orquestrando a Vida. [caption id="attachment_6669" align="aligncenter" width="600" caption="Fonte. Facebook"][/caption]

Aumentaram em muito os cargos comissionados ligados à cultura, sem nenhuma contrapartida visível em fomento cultural. O que tem sido visto é o mesmo do mesmo. As mesmas cabeças, pouca criatividade, nenhum arrojo, a mesma perseguição a quem se atreva questionar, exclusão dos que postulam espaço.

A fusão feita das três secretarias municipais, esporte, cultura e educação em uma só foi um retrocesso absurdo, tanto para a Cultura quanto para o Esporte. São duas áreas da vida humana  em que o homem rompe barreiras, tangência o inimaginável, cria paradigmas outros.  Tratar Cultura como educação é cortar as asas de um setor que por gênese veio para tirar da comodidade e incomodar. Nunca que a Arte terá voz nesse aleijão administrativo. Basta comparar o orçamento municipal da Cultura e da Educação ( mantida por repasse de razoáveis verbas federais). [caption id="attachment_6671" align="aligncenter" width="600" caption="Organograma da Cultura de Campos e valores."][/caption]

 

Foi uma semana dura, mas, emblemática para o setor cultural de Campos. Como crises geram soluções, observemos o desenlace. Veja a reportagem completa no blog do jornalista Ricardo André, aqui.  
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Afinal, quanto custou o Carnaval da Prefeitura de Campos??
02/07/2013 | 02h51
Só agora a PMCG divulga os valores dos shows que tanto encheram a boca do esposo ao criticar outras administrações passadas e presentes, em Campos e alhures onde tenha um adversário que queira vencer eleitoralmente. O que causa mais espécie é que nas barbas da justiça e do MP  divulga os valores quase seis meses após a realização dos mesmos. E o valor total gasto do pacotão carnavalesco de Campos? Vai ficar para ser divulgado no Natal?!
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Depois da Primeira Mão
07/06/2013 | 08h01
A programação completa da Excess Tour, durante a 54ª Expoagro, no Parque de Exposições da Fundação Cultural. (lá do blog de Fabio Abud, aqui) [caption id="attachment_6453" align="aligncenter" width="520" caption="Divulgação"][/caption]

Aqueles shows caros de final de noite que impediam a população, em particular as famílias, de frequentar o parque, foram suspensos. Em minha opinião, o formato novo do evento está melhor, foca as atividades rurais, o agronegócio. Foi recuperado o selo de exposição estadual, é então a 37ª Feira Agropecuária Estadual. Ao longo do ano, o que não falta em Campos e região é oportunidade de assistir a shows gratuitos e shows pagos.

Algumas pessoas, por desconhecerem, comparam a Expoagro de Campos com outras festas rurais gratuitas. Impossível, a nossa não é bancada pelo poder público municipal, tampouco o parque local é publico. A nova diretoria (assumiu em novembro de 2012) não encontrou facilidades, pelo contrário. Sobravam inúmeras dívidas; água e luz cortadas por atraso no pagamento, demissão de funcionários. Encararam o financeiro quadro caótico com valentia e seriedade, fazem um esforço para recuperar o interesse do campista cada vez mais afastado da vida rural. Em 2013, a balada da noite é para quem é da balada. São vários ambientes, atendem as variadas vertentes. Para a Excess Tour serão vendidos passaportes. Adiante divulgaremos mais!  
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De olho no presente
05/06/2013 | 10h38
Começa no dia 3 do próximo mês, julho, a 54ª ExpoAgro, Exposição Agropecuária e Industrial do Norte Fluminense e 37ª Feira Agropecuária Estadual. São cinco dias do evento que mais traduz a cultura do município. Ainda que na última década Campos tenha se direcionado para o setor de serviços, é de lá do interior, onde tiramos as marcas da nossa personalidade de município com larga extensão de terras. Para deixar evidente o desejo de resgatar a tradição rural, a diretoria nova – assumiu em novembro de 2012 com uma mulher à frente na presidência, Lívia Siqueira – optou por não realizar mais aqueles mesmos shows abertos caríssimos. É um novo modelo de festa agropecuária, busca criar o clima próprio ao ambiente do agronegócio, perdido nas edições passadas e que afastaram a família campista do parque de exposições. — A festa volta a ser rural e estamos encontrando boa aceitação da população. Vamos colocar mil animais no parque, trazer a família, apoiar a atividade rural. Temos o único parque de exposições privado do Estado do Rio de Janeiro, é o quarto maior parque particular do Brasil. A nossa feira é a terceira mais antiga do país e a Fundação Rural de Campos é patrimônio de nossa terra. Faremos uma exposição mais de acordo com o bolso da população. O ingresso será de R$10 e estudante R$ 5. Quem quiser frequentar a exposição durante a noite, para visitar os estandes, ver os animais, se entreter nos bares e restaurantes, poderá voltar a fazê-lo. Tanto a população rural como o comércio campista já abraçaram a proposta de resgatar o evento — frisa Lívia Siqueira. [caption id="attachment_6434" align="aligncenter" width="600" caption="ft. Divulgação"][/caption]

 

Para quem, no entanto, além da programação geral da EXPOAGRO curte uma balada, bailão ou um show fechado, a boate Excess, dos empresários Sérgio Ribeiro e Leonardo Silva, montará uma estrutura itinerante profissional de primeira linha. São dois espaços de dimensões diferentes: o maior comporta quatro mil pessoas e o menor para mil e quinhentas. Cada um com vertente de gostos diferentes. O maior, Excess Tour, abre a programação já na quarta 03/07, às 23h, com um show gospel: Bruna Carla, a pastora Ludmila Ferber e DJ também no mesmo estilo. A Excess Tour conta com dois palcos. A noite segue como deve ser, nenhum intervalo, no revezamento dos palcos Gold e Shine. Terá atrações nacionais como a revelação pop do momento, Anitta, a funkeira melody, sucesso com o hit “Show das Poderosas”. Anitta se apresenta na casa, na noite de quinta, 04/07. Segundo Fábio Abud, colunista da Folha da Manhã e assessor de imprensa da Excess Club, nas cinco noites, a boate abre às 23h sem hora de acabar. Serão vendidos passaportes. Na sexta, 05/07, a noite é com Preta Gil, no lançamento do novo CD “Sou como Sou”. “É esperada uma explosão de público com a performance sucesso. Ela é uma unanimidade que agrega todos, do axé para o pagode e o pop”, diz Fábio Abud. Sábado, 06/07, é voltada para o pop rock, com a banda Os Detonautas fazendo o revival do show “Ao Vivo Multishow”. E para fechar, no domingo, às 22h, uma atração surpresa, em fase final de contratação voltada ao sertanejo... Fábio faz certo suspense, mas, deixa escapar: a dupla é de Minas Gerais, e vem para terminar no alto a programação. O outro espaço menor da boate se chama FRC Country, funcionará todas as noites com atrações locais e regionais: Gabi e Moretti, Junior e Gustavo, Julio e Maycon, Glauco Zulu e Edson Anderson, farão a diversão do público. Luciana Portinho
Capa da Folha Dois, hoje, 05/06,
 
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Luciana Portinho

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