Mídias sociais digitais: aliado na luta contra o ócio e um meio de distração
17/12/2019 | 08h38
Favorecer o acesso do idoso ao convívio social pelos diversos meios disponíveis é um direito regulamentado pelo Estatuto do Idoso que, em seu Artigo 3, prevê a viabilização de formas alternativas de participação, de ocupação e de convívio de pessoas da terceira idade com as demais gerações. Assim, o Artigo 21, Parágrafo Primeiro, garante que os cursos especiais para idosos incluirão conteúdo relativo às técnicas de comunicação, computação e demais avanços tecnológicos para a sua integração à vida moderna (Lei Federal nº 10.741, 2003). 
 
Por conseguinte, promover ações comunitárias e políticas públicas de inclusão digital aos idosos de todas as classes sociais é uma forma não apenas de atender à legislação vigente, mas um meio de oportunizar a eles a possibilidade de interação com os demais grupos etários, usufruindo, assim, da gama de conhecimento que, na atualidade, está disponível por meio da internet, através de revistas, jornais, portais acadêmicos, blogs, redes sociais etc.
Dentro dessa realidade, a internet não se apresenta apenas como uma ferramenta voltada para o lazer, mas é totalmente viável para a aquisição de aprendizados e inserção social. Frente a esse novo contexto, a informática assume um papel no auxílio cotidiano aos idosos, pois proporciona a eles a vitória sobre seus medos e desafios com relação à utilização de equipamentos eletrônicos (computadores, notebooks, tablets, smartphones, caixas eletrônicos etc.).
Com isso, o usuário idoso alcança uma nova consciência, passa a ser capaz de resgatar a importância do “eu” em detrimento da visão inadequada de pessoa improdutiva e esquecida, seja por si próprio ou pela sociedade que o rodeia, despontando, dentro de si, uma nova maneira de auto-compreensão do mundo e do futuro.
 
* Com informações do site isaúde
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Não ironize seus pais por ter que ajudá-los a usar o computador, eles lhe ensinaram a usar a colher!
31/08/2019 | 09h49
Mundo virtual: um universo que se descortina à frente. É assim que os especialistas que trabalham na orientação de idosos para o uso da tecnologia costumam definir o que acontece com seus aprendizes quando estes passam a usar as redes sociais e seus smartphones. Os especialistas também descrevem os benefícios e dificuldades da imersão dos idosos no mundo da tecnologia. Eles começam a fazer parte de algo novo no qual todos os outros membros da família já estavam inseridos, menos eles!
O número de idosos conectados tem crescido. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2008, apenas 5,7% das pessoas acima dos 60 anos eram internautas. Em 2013, o número aumentou para 12,6%. Em 2015, do total da amostra, 86% disseram que o celular é o dispositivo mais usado e 78% deles possuem um smartphone; 76% usam o Facebook e somente 9% não utilizam nenhum serviço de comunicação. No entanto, apesar de serem consumidores de tecnologia, a pesquisa mostra que eles não se sentem incluídos no mundo digital. Os entrevistados disseram sentir-se menosprezados pelas empresas de tecnologia e tratados como analfabetos digitais, principalmente pela própria família.
Seus pais te ensinaram a usar a colher. Porque, agora, falta paciência para ensiná-los a usar o smartphone, tablet ou notebook?
A inclusão digital é apenas uma consequência. O maior contato com amigos e familiares – ainda que à distância e de forma virtual – diminui a solidão. Segundo uma pesquisa do Pew Research Center, entidade norte-americana, 50% dos idosos que utilizam a Internet melhoram o contato familiar, social, comercial (por meio da leitura de notícias) e até educacionais – para além do aprendizado da tecnologia, os idosos também passam a realizar pesquisas, a ver filmes e a fazer cursos on-line. Outra grande vantagem na retomada do aprendizado é a atualização cultural e o aumento da autoestima.
O uso das redes sociais amplia o contato e a interação com a própria família, já que muitos passam a se comunicar com maior efetividade e constância com os filhos e netos por meio do smartphone e seus aplicativos de troca de mensagens.
A preferência, de acordo com pesquisas, é clara pelo uso do Facebook e do WhatsApp – sempre no celular. Este último tem uma imensidão de aplicativos, mas os idosos não usam a maioria deles. A principal justificativa é “que não sabem para que serve”.
O aprendizado novo estimula o cérebro, portanto, há inúmeros benefícios cognitivos, afastando os riscos de demência ou doença de Alzheimer. Segundo um estudo da Clínica Mayo, dos Estados Unidos, que acompanhou 1.929 pessoas com mais de 70 anos durante quatro anos, utilizar o computador ao menos uma vez por semana reduz em 42% a probabilidade de o idoso ter problemas de memória e raciocínio. Em comparação, ler revistas reduz em 30%, enquanto trabalhos manuais, como tricô e crochê, em 16%. Os ganhos, portanto, são muitos e vale a pena vencer as barreiras inicias para obtê-los.
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Relacionamento promissor: idosos e tecnologia
21/07/2019 | 11h15
Idosos e a tecnologia
Idosos e a tecnologia
Internet: palavra ainda considerada "estranha" para muitos idosos. Quando o assunto é tecnologia, logo nos vêm à mente os jovens. Porém, especialistas já registram um crescimento do uso da tecnologia em uma população que até bem pouco tempo era considerada excluída: os idosos. Esqueça aquela ideia de uma pessoa velha, sem expectativa de futuro e com mobilidade limitada. Eles estão chamando atenção pela rápida adesão ao mundo digital. Buscam informação, diversão e encontrar pessoas com objetivos em comum.
Em uma rede social bastante popular, uma página destinada a idosos, soma com quase meio milhão de seguidores. E os números não param de crescer. As mulheres são maioria. O espírito curioso e desbravador as levam ao mundo virtual em busca de dicas de saúde, atividades físicas e culinária. Já os homens preferem usar a grande rede para a leitura de jornais, livros e revistas.
O fato é que a tecnologia ajuda a manter ativa a mente, permite fugir da solidão e da depressão, oferecendo atividades simples como jogos online, ler e se comunicar com outras pessoas pelas redes sociais.
Quando questionados sobre o que mais fazem nas redes sociais, as dicas de saúde ficam logo abaixo do contato com as famílias. Isso significa que os idosos estão usando a tecnologia em prol da saúde. Os idosos de Campos, por exemplo, tiveram a oportunidade de instalar em seus smartphones, no final do ano passado, um aplicativo de saúde que não teve custo nem para o município tampouco para os usuários. O Medex monitora remotamente a saúde do idoso. Ao inserir determinados dados no aplicativo, como glicose e pressão arterial, o idoso recebe orientações valiosas e, em alguns casos, é orientado a procurar um médico.
Em suma, a tecnologia tem mudado para melhor a vida dos idosos.
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Sobre o autor

Helô Landim

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