Campos dos Goytacazes, 20/03/2026 18:46
Diante da divulgação do tamanho da dívida da Uenf (9 milhões de reais até novembro de 2015, uma “Herança Maldita” das administrações anteriores para a nova reitoria), o pesquisador de engenharia civil Fernando Saboya de Albuquerque Júnior, que atuou ativamente na administração do reitor Raimundo Braz, quando foram plantados os “ovos da serpente” de outras desastrosas administrações que o sucederam, utilizou o grupo de discussão da Uenf, onde deveriam ser debatidos apenas assuntos de relevância científica e educacional, para agredir moralmente esse blogueiro. Como se diz por aí, na falta de argumentos, o professor partiu para ofensas.
O professor Saboya, exímio cavaquinista, função que dizem exercer muito melhor que a de pesquisador, ao perceber que havia “atravessado o samba”, expondo-se a uma Ação de Reparação por Danos Morais, que está sendo estudada por meus advogados, simulou uma mal enjambrada retratação, onde diz que “talvez”, confira abaixo, tenha usado um termo não adequado. Nota-se claramente que não houve aí a menor intenção de uma verdadeira retratação.
O cavaquinista é apontado como amigo íntimo do ex-reitor Almy Jr. que ao saiu pela porta dos fundos da reitoria daquela universidade com o seu “telhado de vidro” estilhaçado sob uma verdadeira saraivada de procedimentos investigativos do Ministério Público para apurar os fortes indícios de irregularidades cometidas durante a sua gestão, como a milionária aquisição de centenas de TVs, as estranhas obras paralisadas do “bandejão” e, também, autor de outras coisinhas nada éticas, como a utilização de placas falsas em carro da reitoria. Pelo que se vê, o professor parece ter tomado as dores das administrações anteriores que levaram a Uenf ao fundo do poço em que está.
Diz o professor que “a dívida existiria ainda que fosse o mesmo Reitor. Isso é a realidade há 23 anos. Ano após ano, independente de quem ocupa o cargo.” Tenho lá as minhas dúvidas, e acredito que a maioria dos docentes da Uenf também as tenham. Afinal, tantos erros não justificam outros.
Percebe-se que o, agora irado, cavaquinista, talvez (termo que ele gosta de usar) tenha mesmo muito mais intimidade com o seu instrumento musical predileto do que com as coisas afetas à administração e à construção civil. Já que a famosa Centrífuga Geotécnica da Uenf, sob seus auspícios, comprada por 750 mil dólares em 1995, só saiu das caixas onde estava em 2002, entrando realmente em operação cerca de dez anos após terem sido adquiridas. Parte desse atraso foi creditado ao fato de o prédio construído especificamente para ela não ter suportado o seu funcionamento, apesar de o professor Saboya ser pesquisador de engenharia civil.
Mas, uma coisa é certa, o cavaquinista está se dando muito mais importância que, talvez (olha o termo que ele gosta aí de novo) realmente tenha. Melhor faria dedicando-se ao seu mister no cavaquinho, pois a música acalma o espírito até dos mais estultos.
O blog está à disposição para publicar a sua réplica, caso queira, e tenha argumentos que não sejam ofensivos. (Leia abaixo os textos anteriores do professor Saboya)
Textos do professor Saboya
A canalhice jornalística não tem mesmo limites:
Isso nunca foi herança da administração anterior. A dívida existiria ainda que fosse o mesmo Reitor. Isso é a realidade há 23 anos. Ano após ano, independente de quem ocupa o cargo. Cabe ao atual Reitor se dirigir ao Jornalista da Folha da Manhã e corrigir essa informação leviana de "herança maldita da administração anterior", caso não queira ser cúmplice de uma leviandade.
Fernando Saboya Junior
Retratação mal enjambrada
É talvez vc tenha razão quanto ao termo que usei já que não conheço o jornalista, e aqui me retrato pois tratou-se de uma ofensa pessoal e eu não poderia ter usado esse termo. Se ele me interpelar, me retratarei.
Mas a minha crítica ao teor leviano da reportagem eu mantenho! Sabemos quem é sua fonte!
Aliás, o mato tá subindo que é uma beleza!!!
A Uenf, apesar de continuar sendo considerada uma das melhores universidades brasileiras, ocupando a 15ª posição do ranking do MEC das melhores instituições de ensino de graduação no país, não está recebendo o devido retorno por parte do governo do Rio de Janeiro.
O montante de dívidas deixadas para o novo reitor Luís César Passoni é da ordem de R$ 9 milhões, apenas considerados pagamentos não realizados entre os meses de agosto a dezembro de 2015.
Como as obrigações de janeiro já estão em curso, este valor deverá crescer ainda mais, caso o governo Pezão não comece a cumprir com as suas obrigações.
Bolsa furadas
Um aspecto especialmente preocupante para o funcionamento da Uenf é o atraso no pagamento de bolsas acadêmicas, inclusive as recebidas pelos alunos cotistas. O fato de existirem débitos em todas as modalidades de bolsas de graduação e pós-graduação sinaliza problemas graves para a continuidade das atividades de ensino, pesquisa e extensão. Na falta do pagamento das bolsas muitos estudantes terão que reduzir suas atividades ou mesmo abandonar a Uenf.
Educação X Cerveja
A situação que a Uenf vive é ainda mais difícil de entender quando se compara o custo do investimento que é necessário para manter as suas contas em dia e as generosas isenções fiscais que estão sendo concedidas pelo governo Pezão.
O exemplo mais recente que veio a público foi a concessão de isenções fiscais, em torno de R$ 687 milhões para a Cervejaria Petrópolis, cujo proprietário, o empresário Walter Faria, é sócio da família do deputado Jorge Picciani, presidente da Alerj, numa pedreira que fornece brita para as obras que estão sendo realizadas para os Jogos Olímpicos de 2016, que acorrerão na cidade do Rio de Janeiro.
Sem vigilância
Em dezembro de 2015, a empresa K9 Vigilância foi contratada para substituir em caráter emergencial a Hopevig nos serviços de segurança patrimonial na Uenf, após uma intervenção do ex-deputado Domingos Brazão, agora conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, que considerou as estimativas preparadas pela universidade para embasar o valor do edital de licitação para a celebração de um novo contrato em caráter permanente. Ao exigir que novos cálculos fossem feitos, Domingos Brazão obrigou a celebração de um contrato temporário que não deixasse a Uenf desprotegida até que a licitação venha a ocorrer.
O problema é que agora a K9 está ameaçando suspender a prestação de serviços por ainda não ter recebido sequer a primeira parcela que lhe cabe por estar oferecendo segurança patrimonial à Uenf.
Essas pendências milionárias estão deixando a Uenf à deriva no turbulento mar das incertezas quanto ao seu futuro.
Observem nos relatório (clique nas imagens para ampliar), a que o blog teve acesso e publica, o preocupante quadro das dívidas da Uenf, só até novembro de 2015 9.168 milhões.
ATUALIZAÇÃO - 25/01/16
Somos surpreendidos por uma estranha revelação: docentes de instituições públicas estaduais de Campos, como a Uenf, contratados em regime de Dedicação Exclusiva, andam prestando serviços a cursos de pós-graduação no Paraguai, numa flagrante violação dos seus contratos trabalhistas. Se denunciada aos canais certos, a prática, apelidada de CHM, promete dar xabu e até demissão. Assim caminha a humanidade...
O que diz a lei:
Para estimular que docentes coloquem todos os seus esforços na formação dos alunos, as universidades públicas brasileiras decidiram pagar um extra de até 50% sobre o salário-base. É a chamada dedicação exclusiva (DE). E, para garantir que não existam distorções nessa função tão nobre, uma série de regras foi criada.
O artigo 14 do decreto presidencial 94.664 de 1987 estabelece, por exemplo, que o professor de carreira do Magistério Superior submetido à dedicação exclusiva tem como obrigação "prestar quarenta horas semanais de trabalho em dois turnos diários completos e impedimento do exercício de outra atividade remunerada, pública ou privada".
Palavra chave
Nesse caso de Pudim x Garotinho, a palavra chave é ingratidão: “qualidade de quem não reconhece o bem que lhe foi oferecido nem a ajuda que lhe foi concedida”. Nesse caso, note bem, depois de tanto puxarem o tapete do fiel escudeiro, não seria Pudim o ingrato, já que ser fiel não é ser capacho...
Dúvida
Mas ainda há quem duvide de pés juntos da veracidade desse racha e garanta que tudo não passa de uma cortina de fumaça para descolar a imagem de Pudim da de Garotinho e eleger outro do mesmo desgastado grupo para a prefeitura de Campos. Só o tempo dirá.
Palavra chave 2
No caso das últimas pesquisas analisando o governo Rosinha, são duas as palavras chaves. A primeira é “desapontamento”: “Condição de quem se desapontou; que não teve suas vontades e/ou expectativas concretizadas; decepção ou desilusão”. A segunda, consequência direta da primeira, é “queda”: “movimento de um corpo que cai; desabamento; ruína; perda de influência ou de poder”.