Olhem só o tamanho do absurdo![/caption]
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Os tradicionais permissionários do Mercado ficarão definitivamente emparedados pelo Camelódromo, quando uma praça poderia humanizar e dar nova vida ao local[/caption]
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A divulgação evita imagens frontais, mostrando apenas a lateral, apesar de deixar ver um tipo de emparedamento do Mercado[/caption]
Para os populistas da Lapa, que seguem cegamente a esférica doutrina do vale tudo para se manter no poder, o patrimônio histórico e arquitetônico de Campos, pelo jeito, não vale nada.
Foram iniciadas as obras do maior monumento à ignorância e o descaso e à nossa história, já erigido no município, um paquidérmico “Camelódromo” de dois andares que irá, sem dó nem piedade, cobrir totalmente a fachada do belo Mercado Municipal de Campos, atropelando seus 95 anos de existência.
A estranha obra, de fortes contornos eleitorais, com parecer contrário do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural, só está sendo retomada praticamente às vésperas das eleições municipais, vai trazer prejuízos irrecuperáveis para todos os campistas, em favor do continuísmo no poder de um grupo político, o mesmo que é responsável por quebrar e endividar o município por décadas.
Ainda que se queira favorecer "empresários" particulares em um logradouro público utilizando verbas públicas, e em desfavor do comércio legalmente estabelecido, e tradicionalmente pagador de impostos, não haveria outro local para instalar os camelôs?
É preciso que a Justiça tire a venda dos olhos e impeça de vez esse descalabro, que será lamentado por muitas e muitas gerações de campistas.
Comentário do Leitor nos Estados Unidos:
Nao gosto de comparar, mas terei que comparar, aqui na cidade onde vivo, temos um mercado lindo, ha 10 anos estava completamente abandonado, vivo no estado de Ohio nos EUA um dos estados que mais sofreu com a crise dos anos 70, a cidade e menor do que Campos, 300 mil habitantes, pobre comparada a Campos e sem petroleo, a cidade vive de impostos, ha 10 anos a prefeitura resolveu restaurar o mercado, restaurado o mercado agora e uma das maiores atracoes turisticas da cidade, ao redor foram construidos pracas e muitos restaurantes, hoje o bairro do mercado e um dos bairros mais movimentados da cidade, o movimento e tao grande que o mercado ate 2015 funcionava 3 dias/ semana e agora funciona ate os domingos, qual a dificuldade de Campos para fazer igual? ou melhor? ( abaixo o mercado daqui)
Sem nenhum outro motivo que justifique, a não ser o maior comodismo dos taxistas, e a complacência dos responsáveis por aquele logradouro público, a área de embarque e desembarque do Shopping Estrada (nossa rodoviária), tem a sua utilização, para quem chega de carro, totalmente bloqueada com a utilização com cones, inclusive, avançando na via de circulação, o que provoca uma situação perigosa para os condutores de veículos e para quem precisa desembarcar com bagagens, também dificultando ou impedindo o embarque e desembarque de deficientes físicos. Os usuários, para quem foi construída a rodoviária, que se virem...
Levados ao desespero pelo descaso oficial, comerciantes reagem e derrubam tapumes deixando a vista mais problemas (Foto do Face de Ralph Braz)[/caption]
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A derrubada dos tapumes revelou mais problemas (Foto do Face de Ralph Braz)[/caption]
O alerta desse blog sobre os grandes prejuízos e o alto risco causado pela paralisação das obras da absurda tentativa de empachamento o Mercado Municipal de Campos com um paquidérmico Camelódromo de dois andares, sem que a prefeitura tomasse as providências adequadas para evitar os prejuízos dos comerciantes e o forte risco de incêndio no lixão em que o canteiro de obras havia se transformado, fez com que os comerciantes reagissem e tombassem os tapumes (AQUI), revelando que, além dos riscos já citados e do prejuízo para o patrimônio histórico e arquitetônico de todos os campistas, existe um grave risco de saúde para a população, com os grandes buracos cheios de água parada, criadouros férteis para as lavras do Aedes Aegypti, transmissor da Dengue e da Zica, que levando o país a um epidemia de microcefalia.
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Criadouro Municipal de Aedes (Foto do Face de Ralph Braz)[/caption]
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O espaço público livre poderia ser aproveitado para uma praça que serviria a toda a população ((Foto do Face de Ralph Braz)[/caption]
Que sirva de exemplo para todos os campistas que, de uma forma ou outra, são prejudicados por decisões oficiais equivocadas.
A passividade é cúmplice dos desmandos.
Uma oportunidade de dar água na boca. Mais de 30 restaurantes estarão participando do 1º Festival Gastronômico de Campos (Edição Pelinca), a partir da sexta-feira, dia 16, até o dia 2 de novembro. O Madame Z estará oferecendo deliciosas Paellas de frutos do mar (Marineras) a 25 reais a porção. No almoço de domingo, especialmente no clima do festival, será oferecida uma grande Paella Caipira, com os ícones da culinária mineira, ao mesmo preço. Vale a conferida. Contra a crise, a prefeita Rosinha parece estar apelando para toda a sua criatividade. A famosa Praça do Liceu, um dos principais cartões postais de Campos, patrimônio histórico e arquitetônico do município, parece estar sendo palco de uma experiência que poderá economizar milhões para os cofres públicos. A utilização de cavalos para poda da grama e da vegetação.
A tarefa, normalmente entregue a uma empresa terceirizada, que cobra milhões ao erário pelo trabalho, está sendo realizada por um tranquilo quadrúpede que não cobra mais do que a forragem suficiente para encher o bucho.
Observem nas fotos, batidas por um atento leitor do blog, que ele “trabalha” lado a lado com um funcionário da empresa terceirizada e, segundo observadores, bem mais rápido e eficientemente. Além de oferecer outras vantagens, como não pedir férias, ou fazer greve ou intervalo para refeições, e também, ao mesmo tempo em que poda, aduba fartamente o jardim da praça a custo zero...
Parabéns à prefeita Rosinha pela iniciativa sustentável que poderá ser aplicada em toda a cidade, sob o slogan “Minha Cidade Meu Amor”, com grande economia para os cofres da viúva, e que também deverá servir a galope de exemplo para os municípios da região.
Olha só o tamanho do absurdo...[/caption]
E aquele terrenão da Barão de Amazonas e seu canteiro central devastados para construção do elefântico Camelódromo em frente ao Mercado Municipal de Campos? Já passou da hora da prefeita admitir o absurdo de se construir tal trambolho ali e aproveitar a falta de caixa para fazer uma praça, uma obra inofensiva ao patrimônio histórico e arquitetônico da área, e bem mais barata e democraticamente útil para todos os campistas. Poderia até render mais votos do que os dos camelôs...
Para quem já estava achando ótimo o Festival Gastronômico, que fortalece a economia de Búzios fazendo a festa dos turistas e do comércio, também será realizada simultaneamente a 1ª Exposição de Orquídeas de Búzios (dias 3 e 5, 10,11 e 12), na Rua das Pedras, com aval do Orquidário Imperial. Enquanto isso, em Campos, as flores são outras...
Pedra no Scarpin I
O MPE está se tornando uma pedra no scarpin de Rosinha. O promotor Leandro Manhães ajuizou uma ação contra a prefeitura que mete o dedo na ferida do atraso nos repasses de verbas aos hospitais, acatada pelo juiz Ralph Manhães, da 1ª Vara Cível de Campos, que deu dez dias para a prefeitura se explicar. Uma dureza para quem não gosta de dar explicações a ninguém...
Pedra no Scarpin II
Mas os problemas de Rosinha com o MPE podem não ficar restritos à área local. Como Maomé não foi à montanha, o Observatório Social de Campos quer trazer a montanha a Maomé, e encaminhou recurso ao Conselho Superior do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro solicitando a reabertura do Inquérito 156/2014, sobre as obras eleitoreiras que interferem diretamente na preservação do Mercado Municipal de Campos, um patrimônio arquitetônico e histórico de todos os campistas, para favorecer apenas a alguns com lojas grátis em um novo Camelódromo.
Já mataram o Carnaval de Campos há muito tempo, precisamente há 6,5 anos, agora só falta enterrar. Mas isso não será problema, apesar do Cepop de 100 milhões, até o carnaval fora de época, e de propósito, não deverá ser mais realizado. Garotinho já sugeriu a suspensão, e a mídia alinhada anda fazendo coro com o chefe dizendo que realizar o Carnaval em tempos de crise seria como “entrar em um velório cantando samba”. Como já disse, depois do velório, é só enterrar... Sobre o autor
Esdras
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