
“A última manifestação foi garantida no acordo lá dentro, que seria entregue para a gente, via ofício, uma tabela de vencimento no magistério, onde a gente conseguiria ver se a carreira dos professores estaria sendo respeitada ou não. Eles pediram para o sindicato mandar o ofício e não responderam. Então, sem acesso à tabela, a gente não pode garantir aos professores que eles irão receber essa carreira, que é uma lei municipal”, afirmou.
Elaine também explicou que a mobilização foi unificada com os agentes de saúde. “Aproveitamos e unificamos a luta dos agentes comunitários de saúde e agentes de combate de endemias, que estão há dois anos sem receber a carreira também. Então, é uma luta pela carreira de servidores públicos dessas três categorias”, disse.
De acordo com ela, os valores referentes ao piso dos agentes são provenientes de recursos federais, enquanto a carreira é uma obrigação municipal. “Só esse ano já entrou R$ 12 milhões para o pagamento deles. Então, piso, salário, pago por verba federal, e a carreira tem que ser paga por verba municipal, que é uma lei municipal e não está sendo pago”, afirmou.
“Essa é a pauta principal, mas tem outras pautas também que estão associadas a ela. No caso do piso, é porque o piso não está sendo respeitado. A gente recebe um valor, não é corrigido na tabela de vencimento, a gente recebe uma complementação”, explicou.
Denilson afirmou ainda que os reajustes acabam não representando aumento efetivo para os servidores que recebem a complementação. “Quando a gente recebe um reajuste, como nós recebemos agora de 4,5%, a nossa complementação diminuiu e aumentou a base. Resumindo, não ganhamos nada, ficamos no zero a zero, só trocou de lado (...) A gente precisa que seja corrigida a tabela de vencimento porque piso não é teto. Estão colocando o piso como teto, está prejudicando a gente”, completou.
Representando o Sepe, Andressa Lopes afirmou que os profissionais da educação realizam uma paralisação de 24 horas e também cobram o cumprimento do acordo relacionado à tabela salarial.
“A continuidade da paralisação é porque a prefeitura não cumpriu com o acordo que foi feito de emitir uma tabela para saber como que ficaria essa complementação do piso, porque não está sendo incorporado no início do salário e sim apenas para alguns profissionais”, afirmou.
Andressa também apontou uma segunda reivindicação relacionada ao pagamento da hora extra e do tempo de planejamento dos professores. Segundo ela, a mudança na forma de contabilização teria provocado uma redução de aproximadamente R$ 2 mil para alguns profissionais.
“Eles estão contabilizando somente o tempo trabalhado dentro da sala de aula e ignorando o tempo de planejamento que é um tempo exigido pela prefeitura. Então, se exige o trabalho pelo planejamento, é preciso pagar. Foi retirado esse dinheiro e a luta hoje também é para que seja pago tempo em sala e tempo de planejamento”, concluiu.