Macaé é única cidade fora da capital do RJ a oferecer caneta emagrecedora
- Atualizado em 20/08/2026 15:23
Marilza de Oliveira emagreceu 20 kg com tratamento
Marilza de Oliveira emagreceu 20 kg com tratamento / Divulgação
Macaé é a única cidade do Estado do Rio de Janeiro, além da capital, a oferecer gratuitamente pelo serviço público a semaglutida, medicamento popularmente conhecido como "caneta emagrecedora". O município mantém uma clínica especializada no tratamento da obesidade, com cerca de 800 pacientes cadastrados, e o atendimento combina medicação, reeducação alimentar e suporte multidisciplinar.

Entre as pessoas beneficiadas está Marilza de Oliveira Nascimento Rodrigues. Com o acompanhamento da Clínica da Obesidade da Prefeitura de Macaé, ela reduziu o peso de 150 para 130 quilos, voltou a se movimentar melhor, recuperou a autoestima e transformou sua relação com a comida.

O resultado foi alcançado por meio de mudanças na alimentação e do uso de medicação. Refrigerantes e o consumo excessivo de açúcar deram lugar a escolhas mais saudáveis. Para Marilza, o serviço também tornou possível um tratamento que não caberia no orçamento familiar.

— Sem a clínica, eu não teria condições de pagar pelo tratamento e pelos medicamentos. Hoje tenho mais mobilidade, minha autoestima está melhorando e aprendi a cuidar da minha alimentação. Para quem está começando, digo que não desista. É preciso persistir e aprender a dizer não às tentações — contou.

O serviço recebe pessoas encaminhadas por nutricionistas da rede municipal com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 40 ou superior a 35 associado a comorbidades, como diabetes, hipertensão e problemas cardíacos.

Segundo a nutricionista Ludmila Gobo Meirelles, o atendimento reúne profissionais de Nutrição, Endocrinologia, Psicologia, Cirurgia Bariátrica e Assistência Social. O tratamento combina consultas individuais, atividades coletivas, reeducação alimentar e mudanças no estilo de vida.

— Nosso objetivo é promover a autonomia do paciente e ajudá-lo a ressignificar sua relação com a comida. O tratamento busca não apenas a perda de peso, mas também a manutenção dos resultados e a melhora da saúde e da qualidade de vida — explicou.

O uso da semaglutida não é automático: depende de pelo menos seis meses de acompanhamento e do cumprimento dos critérios estabelecidos pelo protocolo clínico. De acordo com a avaliação de cada caso, o paciente também pode ser encaminhado para cirurgia bariátrica.

A entrada no programa começa pelo atendimento com um nutricionista da Estratégia de Saúde da Família (ESF) ou da Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência.

A coordenadora da Clínica da Obesidade de Macaé, a nutricionista Gabriella Coelho, destaca que o serviço oferece um cuidado contínuo e integral, que vai muito além da perda de peso. "A proposta é acolher cada paciente de forma individualizada e oferecer as ferramentas necessárias para mudanças que possam ser mantidas ao longo da vida", disse.

A medicação e a cirurgia são ferramentas importantes e podem auxiliar no tratamento quando devidamente indicadas, mas, de forma isolada, não garantem resultados consistentes e duradouros. Por ser uma doença crônica, a obesidade exige acompanhamento contínuo, atuação multiprofissional e estratégias de cuidado a longo prazo.

— Nosso trabalho busca ir além dos números da balança, promovendo autonomia, saúde e qualidade de vida. Mais do que perder peso, queremos que cada paciente compreenda a importância de cuidar da saúde de forma contínua e sustentável — afirmou Gabriela.
Fonte: Prefeitura de Macaé

ÚLTIMAS NOTÍCIAS