Justiça marca novo júri do caso Ana Paula Ramos para 18 de novembro
Maria Fernanda Toledo (estagiária) 09/07/2026 15:26 - Atualizado em 09/07/2026 15:39
Ana Paula Ramos
Ana Paula Ramos / Foto: Arquivo
O julgamento do caso da jovem Ana Paula Ramos, morta aos 25 anos em Campos, tem nova data para acontecer. A sessão foi marcada para o dia 18 de novembro, às 10h, na 1ª Vara Criminal do Tribunal do Júri, no Fórum Maria Tereza Gusmão de Andrade. O crime aconteceu em 2017, no Parque Rio Branco, em Guarus.
A remarcação foi definida após a 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) anular o julgamento realizado em julho de 2021. Na decisão, os magistrados consideraram que a imparcialidade dos jurados foi comprometida durante a sessão, o que levou à determinação de um novo julgamento pelo Tribunal do Júri. Com isso, os réus Luana Barreto Sales (mandante) e Igor de Souza (autor) respondem em liberdade.
Réus do caso Ana Paula Ramos
Réus do caso Ana Paula Ramos / Foto: Arquivo Folha da Manhã


Na ocasião, os acusados apontados como executores do crime e a mulher denunciada como mandante haviam sido condenados a penas que iam de 13 a 24 anos de prisão. Marcello Henrique Damasceno, apontado pela investigação como intermediário do crime e julgado separadamente, permanece preso enquanto aguarda a análise de um recurso apresentado pela defesa.

Relembre o caso
O crime ocorreu no dia 19 de agosto de 2017, em Guarus. A universitária Ana Paula Ramos, de 25 anos, foi morta a tiros após ser atraída para uma emboscada. Segundo as investigações, a jovem foi chamada por sua cunhada, Luana Barreto Sales, de 24 anos. Confiando na relação, Ana Paula foi até o local combinado, em Guarus, onde foi surpreendida em uma falsa tentativa de assalto. Ela foi atingida por três disparos, sendo um na cabeça e outro no tórax. Ana Paula estava noiva e tinha casamento marcado para outubro daquele mesmo ano.
Luana Sales e Ana Paula Ramos / Divulgação
Luana Sales e Ana Paula Ramos / Divulgação


A polícia apontou que o crime foi premeditado. Luana foi acusada de ser a mandante. Igor de Souza foi identificado como o autor dos disparos. Wermisson também teria participado diretamente da execução, mas morreu posteriormente em um acidente. Já Marcelo Damasceno foi apontado como intermediário na ação. Os envolvidos foram denunciados por homicídio triplamente qualificado, incluindo motivo torpe, pagamento pela execução, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio.

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