"Foram quase quatro horas de vida ou morte", diz enfermeira vítima de sequestro em Campos
Ingrid Silva e Júlia Alves 18/06/2026 10:47 - Atualizado em 18/06/2026 12:12
Coletiva de imprensa com a presença da vítima de sequestro
Coletiva de imprensa com a presença da vítima de sequestro / Foto: Júlia Alves
Uma coletiva de imprensa foi realizada na manhã desta quinta-feira (18), na sede da 134ª Delegacia de Polícia, no Centro de Campos, para dar maiores informações sobre o caso de sequestro e roubo que teve início dentro do estacionamento do Partage Shopping, na planície goitacá. A enfermeira de 42 anos, Rita Paes Barros, esteve presente e falou sobre os momentos de terror que passou durante o crime, além de ressaltar que ainda está em um momento de choque. 
Rita contou, durante a coletiva, que teve dificuldade de pagar o estacionamento porque caiu a rede do Sistema de pagamento dos dois guichês e pediu ajuda para funcionários do shopping, que liberaram a passagem após a dificuldade. E, assi, quando ela entrou no carro, já foi amordaçada pelo bandido.
“Quando eu entrei no carro, eu fui amordaçada, já fui amarrada com arma na cabeça, pediram para ir para o banco de trás, ameaçando minha vida, ameaçando dar uma facada no meu cachorro, e ele me pediu o cartão de saída do estacionamento e eu expliquei para ele de forma desesperada que eu não tinha o cartão de saída porque eu tinha sido liberada pela dificuldade da internet do shopping, pela portaria central e ele achou que eu tivesse de mentira com ele, ficou completamente irritado, dando ré no carro ali, sem saber dirigir direito, ficou tenso, mais irritado e mais ameaçador, e pegou o caminho atrás de um outro carro. Então, ele falou que ele aproveitou a saída de um outro carro e foi junto. Me ameaçava o tempo inteiro (…) Com todo medo de responder de algum jeito e ele me dizia que qualquer mentira minha estava valendo a minha vida, então que era para eu responder a verdade o tempo inteiro. Foram quase quatro horas de vida ou morte, eu tendo que responder a verdade para uma pessoa que eu estava entregue e ele ameaçava o meu cachorro sim, mas o meu cachorro saiu bem”, explica. 
Confira na íntegra a entrevista com a vítima:
O suspeito foi preso em Rio das Ostras no início da noite dessa quarta-feira (17), quase 24 horas depois do crime, que aconteceu por volta das 19h30 de terça. O delegado Carlos Augusto Guimarães, responsável pelo crime, falou sobre o caso, relatando que todos os indícios apontavam para o preso, incluindo um notebook encontrado na casa dele. Antes dele ser encontrado, o carro da vítima utilizado no crime pelo homem foi encontrado ainda em Campos. 
"Pouco menos de 24 horas, no final do dia, as diligências culminaram com a prisão desse indivíduo. Identificações de outras pessoas para quem algumas transferências bancárias foram efetuadas. Inicialmente esse rapaz foi preso, um flagrante, até porque as diligências foram interruptas. Tão logo a vítima esteve aqui e contribuiu informações de extratos bancários, extratos telefônicos. Identificamos uma das pessoas para quem esse PIX foi efetuado. Essa pessoa esteve aqui, falou inicialmente que só havia prestado a conta, o que pode no futuro caracterizar a prática do delito de cessão de conta laranja. E essa pessoa foi ouvida, forneceu indicativos de quem seria o autor. O autor foi reconhecido pela vítima por fotografia. E na residência desse rapaz, os policiais encontraram, logo de cara, o computador da vítima, a chave do veículo. E nas imediações da residência dele, ali o próprio veículo da vítima", disse o delegado, que ressaltou que a arma utilizada no crime não foi encontrada. 
Confira a entrevista em vídeo do delegado:

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