Presídio feminino Nilza da Silva Santos
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Divulgação
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio do programa de Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional (PNAISP), vem realizando uma série de ações nas três unidades prisionais de Campos (Cadeia Pública Dalton Crespo de Castro, Presídio Carlos Tinoco da Fonseca, ambos no bairro da Codin, e Presídio Feminino Nilza da Silva Santos, no Centro).
No Presídio Feminino, iniciativas desenvolvidas no âmbito da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade vêm criando espaços inéditos de escuta e elaboração emocional. Por meio de cadernos individuais, mulheres encarceradas têm encontrado uma forma de nomear sentimentos, revisitar memórias e reconstruir suas próprias histórias, algo raro em um sistema que, muitas vezes, silencia subjetividades.
Outro projeto é a biblioterapia, prática que utiliza a leitura como instrumento de cuidado emocional. Durante os encontros, as participantes leem e discutem obras da escritora Amanda Lovelace, que abordam temas como dor, resistência, identidade e reconstrução feminina. O projeto terá duração de seis meses.
“Os resultados já se mostram significativos: fortalecimento emocional, construção de vínculos entre as participantes e abertura para novas formas de compreender e ressignificar a própria trajetória”, destacou o coordenador do PNAISP, Bruno Cordeiro.
Já nas unidades masculinas, durante o mês de março, marcado pelas ações de Conscientização e Combate à Tuberculose, cerca de 30 internos foram capacitados como multiplicadores de saúde.
O treinamento abordou sinais e sintomas da tuberculose, como tosse persistente, febre e perda de peso, além de ações de educação em saúde. “A proposta é que esses multiplicadores auxiliem na identificação precoce de casos suspeitos dentro das galerias, contribuindo para o encaminhamento à equipe de saúde e para a redução da transmissão da doença”, finalizou Bruno.