Agente da PRF lotado em Campos matou a namorada comandante da Guarda de Vitória com arma de trabalho, diz polícia
O policial rodoviário federal Diego Oliveira de Sousa, que assassinou a namorada Dayse Barbosa, comandante da Guarda Municipal de Vitória, na madrugada desta segunda-feira (23), usou a arma de trabalho para cometer o crime. Diego era lotado na Delegacia da PRF de Campos. Segundo o chefe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, delegado Fabrício Dutra, a arma usada no crime era a mesma que o PRF utilizava no trabalho, uma pistola Glock 9MM G17.
O assassinato aconteceu na casa onde ela morava com o pai e a filha de 8 anos, no bairro Santo Antônio, em Vitória. Depois do crime, Diego foi até a cozinha e tirou a própria vida. Havia contra ele um processo administrativo disciplinar instaurado pela própria PRF em meados de 2025, após a denúncia de tentativa de estupro contra uma colega de corporação.
O assassinato aconteceu na casa onde ela morava com o pai e a filha de 8 anos, no bairro Santo Antônio, em Vitória. Depois do crime, Diego foi até a cozinha e tirou a própria vida. Havia contra ele um processo administrativo disciplinar instaurado pela própria PRF em meados de 2025, após a denúncia de tentativa de estupro contra uma colega de corporação.
"A arma foi apreendida, como todos os outros objetos relacionados à dinâmica criminosa. Foi recolhida e encaminhada à perícia criminal no setor de balística para fazer a comparação dos projetis que foram encontrados no corpo da comandante Dayse", explicou o delegado Fabrício Dutra.
De acordo com o delegado, a arma será devolvida à Polícia Rodoviária Federal somente após o trâmite judicial. "Mesmo tendo óbito do autor, somente um juiz poderá devolver esta arma à PRF", completou. A polícia ainda investiga se Diego tinha outras armas de registro particular.
Segundo informações da Prefeitura de Vitória, o crime aconteceu por volta de 1h de segunda-feira, na casa da vítima, no bairro Caratoíra. Dayse foi baleada cinco vezes na cabeça. De acordo com o delegado chefe do Departamento Especializado de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), Fabrício Dutra, tudo indica que o caso se trate de um feminicídio. Dayse foi a primeira mulher a comandar a Guarda da capital e deixa uma filha.
Após o conhecimento de uma denúncia de tentativa de estupro, a PRF instaurou um processo administrativo disciplinar contra Diego e adotou medidas administrativas para manter o distanciamento entre os dois agentes no ambiente de trabalho. "A apuração, que poderia resultar na demissão do servidor, está em fase final de conclusão", afirmou a PRF em nota.
Fonte: G1