Homem que matou uma pessoa e feriu outras sete em Macabu é condenado a 88 anos de prisão
Gabriel Torres - Atualizado em 19/03/2026 15:10
Foto: Reprodução


O Tribunal do Júri da Comarca de Campos julgou nesta quarta-feira (18) o acusado de matar uma pessoa e ferir outras sete durante um ataque a tiros em Conceição de Macabu, ocorrido em 2023. Ruan Gabriel Nobre da Costa, conhecido como “Ruanzinho”, foi condenado a 88 anos de prisão por homicídio qualificado e sete tentativas de homicídio. O Tribunal reconheceu que o crime foi cometido por motivo torpe, relacionado à rivalidade entre facções criminosas.
O réu foi responsabilizado pela morte de Yuri da Silva Estevão e por balear outras sete pessoas durante o crime, que aconteceu em 24 de setembro de 2023 em uma choperia localizada na região central do município. Ele também foi condenado a pagar, por danos morais, R$ 30 mil ao filho de Yuri e a uma das feridas; R$ 15 mil a três vítimas do ataque; e R$ 10 mil a outros três feridos.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o condenado fez um gesto alusivo à facção criminosa à qual pertencia momentos antes do crime, em conjunto com outro homem que conduzia a motocicleta utilizada na ação. Em seguida, ambos retornaram na contramão para executar o ataque.
Após os disparos, os criminosos fugiram do local. Além de Yuri, que morreu na hora, outras sete pessoas ficaram feridas, sendo imediatamente socorridas no Hospital Ana Moreira e, posteriormente, transferidas para o Hospital Público de Macaé (HPM).
Segundo o MP, durante o julgamento foi acolhida sua tese de que o crime foi cometido por motivo torpe, relacionado à rivalidade entre facções criminosas, com emprego de meio que gerou perigo comum, mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas e com uso de arma de fogo de uso restrito.
Além disso, o julgamento também considerou que os disparos foram realizados em via pública movimentada, em horário noturno, colocando em risco diversas pessoas que transitavam pelo local, o que reforçou a gravidade da conduta. Na sentença, o juízo destacou ainda a multiplicidade de vítimas e o contexto de violência ligado ao tráfico de drogas na região, reconhecendo a continuidade delitiva nas tentativas de homicídio.
Com informações MPRJ

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