Presença de cobras assusta moradores do bairro Alphaville II, em Campos
Matheus Mesquita 03/03/2026 16:40 - Atualizado em 03/03/2026 16:49
Vídeo: Reprodução
Moradores da Rua Willian Ibraim Khenaifes, no bairro Alphaville II, em Campos, denunciam o frequente aparecimento de cobras e outros animais silvestres na região. Segundo relatos, a situação tem gerado medo e insegurança, especialmente entre famílias com crianças pequenas e animais domésticos.

O artista Dodó Cunha, um dos covers oficiais de Cazuza e morador do bairro, afirma que a área apresenta uma “cadeia alimentar absurda”, com presença de aranhas, répteis de diferentes portes e até serpentes de grande tamanho. “Tem gatos na vizinhança que estão sumindo, filhotes inclusive. É réptil grande, do tipo jiboia, píton. É bem perigoso, principalmente sendo uma área residencial”, relatou.


Segundo ele, o terreno onde os animais estariam se abrigando já foi notificado pela Prefeitura, mas o proprietário não teria adotado providências. “Tem crianças no bairro, tem bebê recém-nascido. A gente fica com medo. Do jeito que está, é um absurdo”, desabafou.

Dodó também criticou o que considera descaso do poder público com a manutenção urbana. Ele cita o acúmulo de resíduos orgânicos de árvores nas calçadas, buracos na via e cobranças elevadas de IPTU. “A Prefeitura faz capinagem no fim do ano e depois manda uma conta alta para os moradores. O lixo orgânico das árvores vai se acumulando e ninguém recolhe. A gente quer fazer uma reclamação conjunta e cobrar providências”, afirmou, defendendo ainda a criação de legislação específica para a coleta desse tipo de resíduo.

Em nota, a Prefeitura informou que, de acordo com a Guarda Municipal, o Grupamento Ambiental não está habilitado, no momento, para realizar o resgate de animais silvestres devido à ausência de convênio específico que autorize esse tipo de procedimento. A corporação esclareceu que avalia a possibilidade de regularizar a situação, mas que, para a retomada do serviço, é necessária a formalização de convênio tanto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) quanto com uma instituição médico-veterinária.

Ainda segundo a Guarda Municipal, após o resgate, o animal precisa passar por avaliação técnica e, se necessário, receber atendimento adequado antes de ser devolvido em plenas condições ao seu habitat natural. O processo envolve trâmites legais e técnicos que garantem a segurança dos animais e o cumprimento das normas ambientais vigentes.

Moradores afirmam que seguem apreensivos e cobram medidas urgentes para garantir segurança e melhores condições de infraestrutura no bairro.

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