Casal é preso por suspeita de assassinar mulher em Campos
Rafael Khenaifes 03/03/2026 07:51 - Atualizado em 03/03/2026 13:08
Casal é preso por suspeita de assassinar mulher em Campos
Casal é preso por suspeita de assassinar mulher em Campos / Divulgação: Polícia Civil
Na manhã desta terça-feira (3), a Polícia Civil da Delegacia do Centro de Campos prendeu um casal suspeito de matar Greicy Kelly Gomes, que desapareceu desde o ano passado e o corpo ainda não foi encontrado. Segundo a delegada titular da 134ª Delegacia de Polícia, Carla Tavares, a vítima estava grávida de cinco meses. 
De acordo com a Civil, Greicy, de 31 anos, mãe de 5 filhos, desapareceu no dia 17 de novembro do ano passado. A família não teve mais notícias dela assim como não foram acessadas redes sociais ou movimentações bancárias da vítima, o que levantou a suspeita de homicídio.
Ainda segundo a Civil, a motivação do crime seria uma dívida de R$ 3.600 que Greicytinha com o indiciado, além de uma ação trabalhista que ela ajuizou contra a família dele. Segundo a delegada Carla Tavares, responsável pela investigação, essa ação trabalhista seria contra a segunda autora do crime de quando a vítima trabalhou como cuidadora do pai da acusada, e resultou numa quantia de R$ 52 mil. 
A delegada ainda informou que até então o crime não é visto como duplo homicídio já que até então não há confirmações de que os autores tinham planejado matar também o feto. Os acusados afirmaram que não sabiam da gravidez. 
Delegada Carla Tavares em coletiva sobre o caso
Delegada Carla Tavares em coletiva sobre o caso / Foto: Rafael Khenaifes
"Os suspeitos foram ouvidos e narraram toda a dinâmica do fato. Então, segundo o autor, que foi o executor, ele vinha já premeditando este crime. A partir do momento que eles receberam a notificação dessa ação trabalhista, ele falou para a mulher que acabaria com a vida da vítima. E veio pensando em como ia fazer isso. Então, na manhã do crime, ele se dirigiu até a residência da vítima, com um galão de gasolina dentro do veículo e foi até a residência da vítima. Chegando lá, ele encontrou com a vítima e ela, por conhecê-lo, prontamente se dirigiu a ele, cumprimentando de forma cordial. Ela pediu mais uma vez dinheiro emprestado a ele, que aproveitou essa oportunidade e falou pra vítima que não tinho dinheiro, mas que tinha uma pessoa que estava devendo, 'vamos lá para a gente pegar o dinheiro'", explicou a delegada durante coletiva de imprensa.
Vídeo da coletiva:
Depois disso, o acusado relatou que levou Greicy até o Parque Califórnia, nas proximidades da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), e a estrangulou depois de saírem do veículo, colocando fogo no corpo dela em seguida. O corpo não foi encontrado, mas, segundo a delegada, um corpo carbonizado foi encontrado no dia 30 de novembro e será realizado um exame de DNA para saber se é o cadáver da vítima. 
“Ia fazer agora quatro meses. Eu não desejo isso a ninguém porque esse período todo e a gente sem paz. Sempre questionando o que aconteceu, como foi e hoje vamos ter que conversar com o filho dela, que vai precisar de um exame. É remoer uma dor que já estamos há meses vivendo, é um luto que sofremos esse tempo todo”, lamenta Larissa Costa do Nascimento, prima de Greicy.
A mulher presa junto com o executor do crime sabia de todo o planejamento do assassinato e ainda ajudou no álibi do acusado, além de corroborar com a narrativa contada por ele. Após a finalização do crime, o homem chegou a ligar para a companheira para contar que havia realizado o crime. Já a mulher disse em sede policial que não participou do crime e que não autorizou o fato. 
Durante as investigações, foi realizada a quebra de sigilo telefônico, o que auxiliou em toda a comprovação dos fatos. Há ainda a possibilidade do acusado ser agiota, mas o caso não foi confirmado. Caso seja confirmado, ele poderá responder também por mais este crime. O Juízo da 1ª Vara Criminal decretou a prisão temporária do casal, que foi cumprida nesta terça por policiais da 134ª DP. 

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