Morre, aos 68 anos, Oscar Schmidt
17/04/2026 16:55 - Atualizado em 17/04/2026 17:38
Arquivo da Folha da Manhã
Lenda do basquete brasileiro, o ex-jogador Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos. Conhecido como "Mão Santa", ele eternizou a camisa 14 da seleção brasileira. Oscar chegou a ser levado ao Hospital Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba (SP), após ter um mal-estar, mas não resistiu.

Segundo postagens mais recentes de familiares, ele já estava com a saúde debilitada após uma cirurgia. No começo de abril, o filho de Oscar, Felipe Schmidt, recebeu homenagem no lugar do pai no Comitê Olímpico Brasileiro (COB). 
Ícone do esporte internacional, integrou o Hall da Fama da Fiba e, de forma inédita, também o Hall da Fama da NBA, mesmo sem nunca ter atuado na liga. Reconhecido por sua genialidade e impacto global, foi eleito um dos 100 maiores jogadores de basquete de todos os tempos.
O Brasil viveu um dos capítulos mais marcantes da sua história no basquete em 23 de agosto de 1987, quando venceu os Estados Unidos por 120 a 115, na decisão dos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, disputada na Market Square Arena. Aquela foi a primeira derrota da seleção norte-americana em casa em competições oficiais.

O grande protagonista daquela conquista foi Oscar Schmidt. Com 46 pontos, o ala-armador liderou a virada brasileira em uma atuação histórica, especialmente no segundo tempo, consolidando seu nome entre os maiores do esporte mundial.

Nascido em Natal (RN), em 1958, Oscar construiu uma carreira marcada pela precisão nos arremessos de longa distância e pela impressionante regularidade. Disputou cinco edições dos Jogos Olímpicos, brilhou no basquete europeu — principalmente na Itália — e se tornou o maior pontuador da história das Olimpíadas, além de referência global na modalidade.

Em nota, o Clube de Regatas do Flamengo lamentou a morte do ídolo:
O Clube de Regatas do Flamengo lamenta profundamente o falecimento de um dos maiores ídolos da história do nosso basquete e do esporte mundial: Oscar Schmidt. O eterno Mão Santa honrou o Manto Sagrado com sua genialidade, paixão e arremessos inesquecíveis, marcando época na Gávea e enchendo de orgulho a Nação Rubro-Negra. Seu legado absoluto transcende as quadras e inspirará gerações eternamente. Nossos mais sinceros sentimentos aos familiares, amigos e a todos os fãs neste momento de imensa dor. Descanse em paz, lenda
Com informações da CNN

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