Doze novos blocos poderão entrar em operação na Bacia de Campos nos próximos anos
- Atualizado em 13/10/2026 11:52
Bacia de Campos
Bacia de Campos / Foto: Petrobras
Novos campos petrolíferos poderão entrar em produção na Bacia de Campos nos próximos anos, a partir das áreas arrematadas no 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão (OPC), realizado no dia 7 de outubro, no Rio de Janeiro, pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Dos 19 blocos ofertados no leilão, 12 estão localizados na Bacia de Campos e foram arrematados pela Petrobras sem sócios, pelo valor total de R$ 2,97 bilhões em bônus de assinatura.

Quatro blocos concentram a maior parte desse investimento, somando R$ 2,77 bilhões. A Petrobras ofereceu R$ 754,2 milhões por cada um dos blocos C-M-115 e C-M-161 e cerca de R$ 629 milhões pelos blocos C-M-163 e C-M-216. Todos estão localizados no setor SC-AUP1. O ágio apresentado nesses blocos variou entre 17.821% e 21.026% em relação ao bônus mínimo estabelecido no edital. Os outros oito blocos arrematados pela estatal na Bacia de Campos — C-M-111, C-M-113, C-M-159, C-M-165, C-M-214, C-M-281, C-M-283 e C-M-352 — representam investimentos de R$ 200,5 milhões em bônus de assinatura.

Para o subsecretário municipal de Energia e Inovação, Marcelo Neves, os novos blocos ampliam as perspectivas de continuidade da atividade petrolífera na Bacia de Campos e podem ter relação futura com o município de Campos. Ele observa que, caso sejam identificados indícios de hidrocarbonetos, os blocos certamente terão confrontação com o município. A partir da confirmação de potencial comercial, as áreas avançam para a fase de desenvolvimento da produção, num processo que leva em média de quatro a seis anos, dependendo das características de cada área e, principalmente, da proximidade com estruturas e sistemas de produção já existentes.

“São muito boas perspectivas para o futuro. O resultado do leilão mostra que ainda temos muito petróleo para ser produzido na Bacia de Campos. Embora esses novos blocos comecem a apresentar resultados comercialmente exploráveis a médio prazo, o sucesso no leilão mostra que há boas perspectivas em relação ao futuro da bacia”, observa o secretário executivo da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro), Marcelo Neves, destacando que haverá impacto positivo para todos os municípios da organização que são confrontantes com os novos campos.

O subsecretário destacou que o prefeito Frederico Paes, que preside a Ompetro, está empenhado em dialogar com a Petrobras e empresas do setor de óleo & gás para atrair novos investimentos à Bacia de Campos — o que se traduzirá em empregos e no desenvolvimento de Campos e da região. Em paralelo, como presidente da Ompetro, ele também mantém a mobilização junto aos municípios produtores para evitar a redistribuição dos royalties, cujo processo tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).

Para o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Energia e Inovação, Felipe Knust, o volume de recursos comprometido pela Petrobras demonstra que a Bacia de Campos permanece estratégica para a indústria de petróleo e gás, mesmo diante da maturidade de diversos campos da região. “A pedido do prefeito Frederico Paes, vamos acompanhar esse processo de perto e continuar defendendo mais investimentos na Bacia de Campos. Mais petróleo significa mais empregos, mais indústrias e mais receita para os municípios produtores”.
Com informações da Secom Campos

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