Entre os produtores da região, apenas SJB recebe royalties de setembro com leve alta
29/09/2026 10:05 - Atualizado em 29/09/2026 11:36
Plataforma de petróleo
Plataforma de petróleo / Divulgação
Entre os municípios produtores de petróleo e gás do Norte Fluminense, apenas São João da Barra recebeu o repasse de royalties pelo regime de concessão e partilha do mês de setembro com uma leve alta. O depósito foi feito nesta terça-feira (29).
São João da Barra recebeu neste mês R$ 27.088.005,99, enquanto em agosto o repasse foi de R$ 26.819.320,22, mostrando uma alta de 1,0% neste mês. Em setembro de 2025, o repasse foi de R$ 16.088.529,33.
Nos cofres da Prefeitura de Campos, foram depositados R$ 57.936.489,62, valor 8,0% inferior aos R$ 62.944.544,81 de agosto. Em comparação com setembro de 2025, quando foram depositados R$ 46.564.452,06, o repasse deste ano foi 24,4% maior.
Já para Quissamã, o repasse apresenta queda de 2,1%, com o valor de R$ 16.338.759,11. Em agosto de 2025, o repasse foi de R$ 11.014.139,78.
Detentor da maior parcela de royalties entre os municípios da região, Macaé registra queda de 3,8% no depósito deste mês (R$ 142.708.086,10) sobre o pagamento de agosto (R$ 148.350.578,09). Em agosto de 2025, o município recebeu R$ 78.077.055,81.
Ainda no Norte Fluminense, Carapebus recebe R$ 14.178.933,09 neste mês, enquanto em agosto o repasse foi de R$ 14.183.436,32. Já São Francisco de Itabapoana registra queda de 0,1% neste mês (R$ 10.630.427,61), em comparação com agosto (R$ 10.638.940,24).
Para São Fidélis, o repasse de setembro teve queda de 3,5% em comparação com agosto. Neste mês foram depositados R$ 3.256.571,35 e no mês passado foram R$ 3.373.474,96.
"Os repasses de royalties creditados neste mês mostram queda para a maioria dos municípios, resultado da combinação entre produção, preço brent que teve queda no mês de julho, câmbio e critérios específicos de distribuição. Na comparação entre junho e julho, houve alterações na produção distintas: Búzios, Roncador e Jubarte apresentaram crescimento, enquanto Sapinhoá e, principalmente, Complexo de Marlim recuaram. Na Bacia de Campos, Roncador ainda merece atenção com a P-52 parada, embora P-55 e P-62 tenham sustentado recuperação da produção. Este cenário ajuda a explicar reduções mais fortes em municípios como Campos, Rio das Ostras, Cabo Frio, Niterói e Macaé. Já no Espírito Santo, o avanço de Jubarte contribuiu para aumentos em municípios como Marataízes, Itapemirim e Presidente Kennedy", analisou o superintendente de Petróleo e Gás da Prefeitura de SJB, Wellington Abreu.
Em relação a São João da Barra, Wellington destaca que o resultado de setembro também deve ser analisado considerando sua composição diferenciada de receitas. "São João da Barra registrou crescimento próximo de 1%, resultado que também deve ser analisado considerando sua composição diferenciada de receitas, inclusive pelo enquadramento como município detentor de IED (Instalação de Embarque e Desembarque), que recebe constantes demandas judiciais para menos ou para mais. O quadro reforça que royalties precisam ser analisados campo a campo e município a município. A produção nacional pode crescer, mas a distribuição regional depende diretamente do desempenho das áreas que compõem a receita de cada beneficiário", disse.
O superintendente também fez um alerta ao gestores públicos. "Além da possibilidade de retomada, após as eleições, do julgamento sobre a distribuição dos royalties, vivemos um cenário externo extremamente volátil, com oscilações no petróleo e no câmbio diante do conflito no Golfo e das incertezas geopolíticas. Mesmo com uma expectativa favorável aos produtores, cautela e planejamento devem ser palavras de ordem. Uma mudança judicial, uma queda brusca do Brent, uma valorização cambial ou uma interrupção operacional relevante na produção, podem alterar receitas de forma rápida", concluiu.

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