Caixa Econômica anuncia greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira
Matheus Mesquita 08/09/2026 12:08 - Atualizado em 08/09/2026 12:15
A Caixa Econômica Federal anunciou uma greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira (10) após a proposta apresentada aos empregados ser rejeitada pela maioria das bases sindicais. A informação foi confirmada pelo Sindicato dos Bancários da região Norte Fluminense. Em Campos, a agência da Caixa localizada no Centro já conta com avisos informando os clientes sobre a paralisação.

Sindicatos de bancários de todo o país realizaram, na quinta-feira (3) e sexta-feira (4), assembleias para deliberar sobre as propostas para a nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria e os novos Acordos Coletivos de Trabalho (ACT) específicos de cada banco.

Na Caixa, a proposta foi rejeitada pela grande maioria das bases sindicais. Ao todo, em 93 bases, os empregados decidiram pela deflagração de greve por tempo indeterminado a partir do dia 10 de setembro. Em outras 35 bases que também rejeitaram a proposta, a decisão foi pela retomada das negociações. Nas demais bases, a proposta foi aprovada.

A principal insatisfação dos trabalhadores está relacionada à falta de avanços nas negociações, especialmente em questões envolvendo o Saúde Caixa. Com a decisão pela greve, os sindicatos devem seguir os trâmites legais e comunicar formalmente os bancos sobre a paralisação.
Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários de Campos e Região, Rafanele Alves Pereira, a proposta também foi rejeitada pela categoria na região. Ele destacou que uma das principais questões envolve o reajuste do plano de saúde.

“As funcionárias e funcionários da Caixa Econômica Federal rejeitaram a proposta da Fenaban na maioria das bases sindicais, inclusive a de Campos dos Goytacazes e Região. As bancárias e os bancários da Caixa têm uma questão específica com o reajuste do plano de saúde, que vem sufocando o salário da categoria. A greve foi aprovada em assembleias para começar no dia 10 de setembro em todo o Brasil e permanecer por tempo indeterminado. Sabemos da importância do banco público para o desenvolvimento social do país e, por isso mesmo, suas trabalhadoras e seus trabalhadores devem ser valorizados. As próximas negociações é que vão dizer os próximos passos”, afirmou Rafanele.

A nova Convenção Coletiva de Trabalho, negociada em mesa única com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), foi aprovada pela quase totalidade das assembleias realizadas no país. Entre os sindicatos das capitais, apenas Boa Vista (RR) rejeitou a proposta. Outras quatro entidades de bases menores também votaram contra: Frederico Westphalen (RS), Blumenau, Chapecó e São Miguel do Oeste (SC).

Com a aprovação, a assinatura da nova CCT está prevista para esta quarta-feira (9), a partir das 14h, em São Paulo.
Em nota, a Caixa informou que mantém aberto o diálogo com as entidades representativas dos empregados e segue empenhada na construção de uma solução para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), "pautada pela valorização dos empregados, pela sustentabilidade da instituição e pelo compromisso com a continuidade dos serviços prestados à sociedade".

Banco do Brasil

No Banco do Brasil, 39 sindicatos aprovaram a proposta, entre eles o sindicato de Campos e Região, além de entidades de São Paulo, Curitiba, Campo Grande, Niterói (RJ) e Jundiaí (SP).

Outros 60 sindicatos rejeitaram a proposta, mas optaram pela retomada das negociações. Entre eles estão os de Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis.

Já 27 sindicatos rejeitaram a proposta e decidiram pela greve por tempo indeterminado a partir do dia 10 de setembro, entre eles os de Belo Horizonte, Bahia, Ceará e Piauí.

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