Dora Paula Paes
03/09/2026 14:44 - Atualizado em 03/09/2026 15:11
Divulgação
Músicos das bandas que participaram do Rock Goitacá 2026 promovem um movimento nas redes sociais para obter informações da Prefeitura de Campos quanto ao pagamento dos cachês. De acordo com os artistas, o contrato estipulava um prazo de 60 dias — já vencido — para o repasse do valor de R$ 6 mil por banda.
O credenciamento das atrações foi realizado pela Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, e as apresentações ocorreram nos dias 26 e 27 de junho, no Cais da Lapa.
As bandas credenciadas para a edição de 2026 foram: Oh I Kill, Blues Band Vidro, Gralha, Produto de Rock, Papercut Project, Playmoboy, Bonde Punk, Evolução da Espécie, Angelo Nani e Eixo Nacional.
Segundo o músico Davi, da banda Bonde Punk, que integra a mobilização, o município não informa quando o repasse será efetuado. "A Prefeitura não nos dá informação, não entra em contato, não responde à classe artística do rock and roll campista", afirmou, questionando quando os artistas serão pagos e valorizados.
O músico Japona Pereira, da banda Papercut, concorda com Davi, faz o mesmo questionamento e lembra que é o segundo ano consecutivo que o problema ocorre. "O triste é isso: precisar usar as redes para cobrar a Prefeitura ao invés de estar mostrando nossas músicas", ressaltou.
O Rock Goitacá integra o calendário oficial de eventos culturais do município e é garantido pela Lei Municipal nº 8.479, de 9 de outubro de 2013. A legislação foi criada para incentivar e valorizar músicos, compositores e bandas de rock de Campos dos Goytacazes. A iniciativa também presta homenagem ao músico campista Luizz Ribeiro (1953-2010), fundador da banda Avyadores do Brazyl e uma das principais referências do rock local.
A Folha da Manhã encaminhou uma demanda à Prefeitura com o questionamento e ainda aguarda resposta.