A ciência caiu na tinta: arte de campista ganha exposição em Campos
- Atualizado em 10/08/2026 17:44
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A ciência vai ganhar cores, formas e interpretações artísticas a partir desta terça-feira (11), com a abertura da exposição “A Ciência Caiu na Tinta”, do artista plástico campista Itamar Crispim. A vernissage acontece às 18h, no auditório principal do Palácio da Cultura, onde funciona o Centro Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação (Cetec).

Promovida pela Subsecretaria de Ciência e Tecnologia da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct), a mostra reúne mais de 30 obras e poderá ser visitada pelo público nos dias 12 e 13 de agosto, das 10h às 16h.

Multiartista, Itamar é designer gráfico, artista plástico, fotógrafo e tecnólogo em saúde pública. Autodidata nas artes plásticas, ele nasceu em Campos dos Goytacazes e construiu uma trajetória de mais de três décadas ligada à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), onde desenvolveu trabalhos nas áreas de design, fotografia e comunicação científica.

Suas pinturas são marcadas por cores fortes e carregam influências de diferentes movimentos e artistas, entre eles o surrealismo de Salvador Dalí, o impressionismo de Vincent van Gogh e o cubismo de Pablo Picasso. A partir dessas referências, Itamar desenvolveu uma linguagem própria para transformar conceitos científicos em imagens.
  
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A proposta da exposição é justamente aproximar ciência e arte, mostrando que o conhecimento científico também pode ser apresentado por meio de uma linguagem capaz de despertar sensações, curiosidade e interesse em públicos diversos.

“Para mim, não existe ciência sem arte. A ciência anda junto com a imagem, anda junto com a arte. Sem a ciência não há vida, sem a ciência, a humanidade não existe. E esse é meu objetivo: levar a informação da ciência a todo canto, a quem não tem acesso”, afirma Itamar.

Segundo o subsecretário de Ciência e Tecnologia, Henrique da Hora, a mostra busca contribuir para a popularização da ciência e ampliar o diálogo entre o conhecimento científico e a sociedade.

“Em suas obras, Itamar Crispim traduz conceitos científicos em uma expressão visual singular, marcada por traços e cores vibrantes que sensibilizam, inspiram e aproximam públicos de todas as idades, origens e contextos culturais”, destacou.

Para a gerente de Popularização e Difusão de Ciência e Tecnologia da Seduct, Carla Salles, a exposição também propõe uma reflexão sobre o papel do conhecimento científico no desenvolvimento humano, na sustentabilidade e na qualidade de vida.

“Mais do que uma mostra artística, essa exposição constitui um espaço de inspiração e conscientização, reafirmando a ciência como elemento essencial para a construção de uma sociedade mais justa, crítica e preparada para os desafios do futuro”, afirmou.

Trajetória internacional

A relação de Itamar com a arte e a comunicação científica começou ainda no início de sua carreira. Formado em Desenho Industrial e Programação Visual no Rio de Janeiro, ele ingressou na Fiocruz após a graduação e participou da criação do Departamento de Design Gráfico (Multimeios).

Entre os trabalhos que marcaram sua trajetória estão ilustrações para o livro “Parasitologia”, do cientista Luiz Rey, referência internacional na área.

Na década de 1990, Itamar levou sua experiência para a Fiocruz Salvador, onde participou da implantação de uma estrutura semelhante de suporte gráfico e artístico. Em 1996, mudou-se para o Japão, onde trabalhou como fotojornalista e designer gráfico na imprensa japonesa.

Durante os dois anos em que viveu em Tóquio, também criou a produtora Manga Rosa Entertainment, responsável pela divulgação da música brasileira no país e pela realização de turnês de artistas como Jorge Aragão, Dudu Nobre, Grupo Revelação, Neguinho da Beija-Flor, Falamansa e Milton Nascimento.

A experiência internacional não interrompeu sua produção artística. Ao contrário, Itamar continuou desenvolvendo projetos de artes plásticas, exposições e atividades voluntárias, além de participar do Carnaval de Tóquio.

Em 2008, retornou à Fiocruz Paraná, onde passou a atuar novamente como designer gráfico, fotógrafo e artista plástico. Foi nesse período que criou o primeiro painel “DNArt”, dando origem ao projeto que se transformaria na exposição itinerante “A Ciência Caiu na Tinta”.

Agora, anos depois, a mostra chega a Campos, cidade natal do artista, aproximando o público campista de uma trajetória que tem a ciência como matéria-prima e a arte como forma de comunicação.
Com informações Secom-Campos.

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