Ao longo de quase três anos, o espetáculo “Menina Mojubá” manteve-se vivo de forma independente e consolidou-se como um verdadeiro fenômeno de público, lotando salas de teatro. A peça, que já foi vista por mais de 15 mil pessoas, atualmente está em circulação pelo Sesc RJ. Agora, o espetáculo chega ao Sesc Campos nesta sexta (15), às 19h. O ingresso é gratuito. Em cena, Marcela Treze (atriz e dramaturga) e Gabriel Gama (ator e diretor) dividem o palco com a apresentação musical, que nesta sessão contará especialmente com a participação de Beà Ayòóla, vencedora do Prêmio Shell na categoria “Música”.
Desconstruindo estereótipos e convidando o público a uma reflexão mais sensível e humanizada sobre as religiões de matriz africana, “Menina Mojubá” oferece uma nova perspectiva sobre a figura da pombagira Menina. A montagem também proporciona uma experiência imersiva que inclui música ao vivo, aromas de ervas e elementos da ritualística de terreiro.
Peça "Menina Mojubá"
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Divulgação
“A gente espera despertar identificação, pertencimento e até nostalgia em quem vive essa realidade. E empatia em quem não vive. Queremos provocar interesse pelas narrativas de axé e lançar um novo olhar sobre essa figura tão marginalizada na nossa sociedade. Que as pessoas percebam a força dessa figura feminina”, explica a atriz e dramaturga.
Segundo Marcela, o caminho até aqui foi construído com persistência: “As primeiras apresentações de ‘Menina Mojubá’ tinham cinco pessoas. Já fizemos temporadas com cerca de 30 espectadores por sessão. A conta não fechava. Tudo isso poderia ter nos feito desistir, mas tivemos muita força para continuar. O que mais me orgulha é termos acreditado e mantido o projeto vivo.”
Este projeto é realizado através do Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar, iniciativa do Sesc RJ que incentiva a produção artística e cultural em suas diversas manifestações.
Sinopse - Uma criança brasileira cresce nas ruas e descobre carregar consigo uma força ancestral. Se torna uma pombagira após seu trágico falecimento, tornando-se uma figura poderosa no mundo espiritual, capaz de proteger e livrar todos que tenham caminhos semelhantes aos seus. A história entrega um verdadeiro presente ancestral, apresentando ao espectador os elementos de relevância da ritualística de terreiro: sons do tambor, o aroma das ervas e os pontos cantados. Assim são apresentadas as entidades e suas características de vestimenta e trejeitos, com dança, música e muita energia feminina, oferecendo ao espectador uma experiência única de teatro.