A realização da 33ª edição da Feijoada da Folha da Manhã, no dia 28 de junho, já esquenta os bastidores. Afinal, o evento também comemora os 48 anos de fundação do jornal e não deixa de ser mais um rito dentro do calendário de contagem regressiva para o meio século do impresso, que deu origem ao Grupo Folha: hoje formado também pela InterTV Planície (afiliada Globo), Rádio Folha FM, Folha 1, Rádio O Dia FM Macaé e Plena TV.
Em um ano com muitos feriados, Copa do Mundo e Eleições, a Feijoada da Folha, excepcionalmente, voltará a ser realizada em um domingo, como já adiantou o Blog Ponto de Vista, de Christiano Abreu Barbosa, quando a direção bateu o martelo da data.
A presidente do Grupo, Diva Abreu Barbosa, na linha de frente na preparação da festa para cerca de 900 convidados, pelaquarta vezno Rancho Gabriela, fala com entusiasmo da história da feijoada, da importância dos parceiros e, principalmente, do que lhe dá maior prazer:
“A melhor festa para mim é a entrega das toneladas - na última foram 900 - de alimentos às instituições de Campos e São João da Barra. O Superbom, nosso parceiro, prepara um café da manhã, que marca nosso rito de festa no melhor estilo. Podemos fazer isso, porque nossos convidados trocam as camisas-convites por cestas básicas e, no final, todos nós cumprimos nosso papel benemerente”, expressa.
O evento ainda movimenta a economia. O varejo de moda da cidade é sempre muito movimentado com a Feijoada da Folha, através do tradicional traje em preto e branco, cores que marcam o grupo de comunicação.
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Neste ano, a Copa do Mundo ocorrerá de 11 de junho a 19 de julho. Por isso, o dia 28 de junho é uma das raras datas de final de semana neste período onde não há hipótese de haver jogo do Brasil. A Folha em anos de Copa do Mundo ainda tem por tradição reunir grupo de convidados para assistir aos jogos.
Patrimônio: Feijoada nasceu de uma Peixada
Falar da Feijoada é lembrar do primeiro evento que deu origem ao grande evento, um dos mais aguardados do calendário social regional. A direção da Folha primeiro realizou uma Peixada, na praia de Farol de São Tomé, em 1992. O evento pode se dizer nasceu na Baixada Campista, passou pelo Sesc Mineiro, em Grussaí, praia de São João da Barra, até chegar aos melhores e mais luxuosos espaços de festas de Campos, conforme foi crescendo.
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Na cidade, a cada ano que Feijoada crescia, junto nascia a necessidade de buscar novos espaços. Ela já foi realizada durante alguns anos na CDL, no extintoJockeyClube de Campos, no Parthenon, no Espaço Sueth, na Estação Saúde, no Versalhes, na Usina Queimado e, agora, no Rancho Gabriela.
Ao longo dos anos, coube ao decorador João Ibrahim a decoração dos espaços, assim como, também teve, no decorrer, o trabalho de João Albernaz. Dois grandes talentos na cidade.
Alguns parceiros já estão confirmados para a grande festa são eles: o buffet ficará a cargo da Chicre Cheme, de Mônica Rangel e Leonardo Castro de Abreu, que há mais de uma década presta um serviço de excelência. O chope, gelado e de primeiríssima qualidade, será do Barril Cheio, de Ricardo Menezes. A cachaça será mais uma vez da Sete Engenhos, de Haroldo Carneiro. O DJ será Ricardo Sá.
O design da camisa é de Zé Ronaldo Araújo, porém, o tema deste ano ainda é surpresa. No ano passado, o cinema recebeu os holofotes, parte pela projeção do cinema nacional, com Oscar para o Brasil, para o filme “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles. “Ainda Estamos Aqui” estampou as produções dos convidados.
Rumo aos 50 anos
Com a aproximação, dia a dia, dos 50 anos do Jornal, responsável por informar os principais fatos de Campos, regional, nacional e do mundo, em suas páginas e redes sociais, é impossível não voltar no tempo.
Na área da Cultura, a partir da criação da Folha, o troféu “Felisminda Minha Nega” prestigiou o Carnaval de Campos.
Na década de 90, a Folha ainda apresentou aos seus leitores “A Garota Folha da Praia”, dentro de um folhetim no verão, e criou o Troféu Folha Seca, esse ainda entregue durante o show de fim de ano do jornal às personalidades campistas de projeção a nível nacional, em seus mais diversos segmentos.
No final, a Feijoada segue sendo um grande patrimônio da Folha e é certo dizer que todas as áreas ganham: cultural, econômica e social, em um “melange” (termo do francês mistura) como é o próprio cardápio da feijoada, um prato essencialmente brasileiro e plural! Essencialmente, democrático!