Projeto Siminino lança documentário no IFF-Centro na próxima terça-feira
O projeto Siminino, desenvolvido no Instituto Federal Fluminense (IFF), campus Campos Centro, acaba de ganhar um novo desdobramento artístico e pedagógico. A novidade é o lançamento do documentário “Siminino: Teatro na Planície”. A produção audiovisual estreia no próximo dia 3 de março, às 18h, no Auditório Reginaldo Rangel, no IFF Centro.
A obra propõe um olhar de dentro: mostra como o teatro e a educação podem caminhar juntos de forma sensível, coletiva e criativa, transformando o aprendizado em experiência viva.
O Siminino foi criado por Peterson Feroli, Marco Pinheiro e Anna Luiza Bonati, todos estudantes da Licenciatura em Teatro. No contexto do documentário, ele acompanha o projeto de extensão nas reuniões de planejamento, momentos de avaliação, jogos teatrais e aulas, revelando os bastidores da prática extensionista e os encontros humanos entre os participantes, dentro do próprio universo dos estudantes.
A coordenadora do projeto, Maria Siqueira, destaca que a iniciativa nasceu de forma simples, mas com bases sólidas:
“O projeto começou com muita modéstia: uma turma infantil, uma para jovens e 3 bolsistas. Até hoje o que nos guia não é a quantidade de participantes, mas a consistência do trabalho artístico-pedagógico. Os números não refletem a profundidade de uma busca honesta pela promoção da autonomia, da criticidade e da justiça social.”
Muita história em 8 anos
Ao longo dos 8 anos de existência, o Siminino consolidou-se como espaço de democratização da linguagem teatral, articulando ensino, pesquisa e cultura. Entre suas contribuições estão o desenvolvimento de metodologias próprias, a sistematização de jogos teatrais e a formação prática de futuros docentes-artistas.
Ao longo dos 8 anos de existência, o Siminino consolidou-se como espaço de democratização da linguagem teatral, articulando ensino, pesquisa e cultura. Entre suas contribuições estão o desenvolvimento de metodologias próprias, a sistematização de jogos teatrais e a formação prática de futuros docentes-artistas.
Para Anna Luiza Bonati, bolsista e uma das roteiristas do documentário, o projeto marcou profundamente sua formação.
— Estar nesse projeto realmente transformou minha trajetória na faculdade. Eu percebo que, por meio do Siminino, eu aprendi, como licencianda em Teatro, a estudar aquilo que realmente fazia sentido para sala de aula, porque o projeto permite que a gente esteja na prática docente e, através dessa prática, possa refletir sobre aquilo que tem se levantado como temáticas imperativas para pesquisarmos.
O grupo já tem obra premiada. No caso, o filme “Absurdo” de 2025. Segundo o grupo, “Absurdo” foi premiado duas vezes como Melhor Filme. Quanto o novo projeto, o documentário “Siminino: Teatro na Planície”, é viabilizado pela Lei Paulo Gustavo no município. Uma peça importante, reconhece o grupo, para o fortalecimento e a inserção dos discentes no audiovisual. O projeto, ainda, reafirma o protagonismo de jovens realizadores no interior do Rio de Janeiro.
Marco Pinheiro, que assina a direção documentário ao lado de Peterson Feroli, destaca o caráter coletivo do processo:
“Foi nossa primeira experiência desenvolvendo um documentário. Nós somos atores e já conhecemos a sala de aula por sermos estudantes de licenciatura, mas estar do outro lado da câmera, atentos, vulneráveis e disponíveis para registrar tudo o que acontecia, isso tornou a filmagem ainda mais autêntica.”
Por sua vez, Peterson Feroli, que integra o projeto desde 2023, ressalta o desejo de ampliar o alcance da iniciativa. “Fazer esse documentário é deixar registrada a memória, e existência, de um projeto que utiliza da arte para transformar. Espero que com o ‘SIMIDOC’ outras pessoas tenham oportunidade de conhecer a importância que uma simples aula de teatro pode ter na vida das pessoas”, explica.
Com informações de assessoria.