A família educa. O professor ensina… português, matemática etc.
Há muita confusão atualmente nas redes de ensino, tanto pública quanto particular, a respeito do real status quo do docente na vida do discente, desde o berçário até o doutorado.
Como educadora infantil há mais de dez anos, comunicadora social e líder juvenil de 2013 a 2020, estou aqui hoje não somente para prestar homenagem aos professores, mas também para exortar os doutrinadores travestidos de mestres e os pais que tratam esses profissionais como responsáveis legais ou babás.
Meu professor favorito de Oratória, Dr. Andral Tavares
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Arquivo pessoal
Direito natural Os filhos pertencem aos pais, são propriedade. A família é uma sociedade. Quem tem autoridade sobre os filhos são os pais. Quem educa é o pai e a mãe. Por isso é incorreto chamar qualquer órgão — por exemplo, um Ministério Federal — de Ministério da Educação, ou também Secretaria de Educação e coisas afins. A educação é dos pais, da família, e não do Estado.
Direitos humanos A Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, em seu Artigo 26.3, diz que: “os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos”.
Portanto, o professor não educa: ele instrui. Instrui o quê? Matemática, Física, Português etc.
Essa base é muito utilizada, por exemplo, por pais que optam por escolas confessionais de algum credo ou proíbem seus filhos de participarem de algumas atividades escolares com as quais não concordem.
Também serve aos pais que optam por uma das modalidades mais antigas e bem-sucedidas de ensino: o ensino domiciliar, ministrado quer pela família, quer por preceptores, isto é, professores contratados.
Legislação brasileira O Código Civil Brasileiro, Artigo 1.634, I, estabelece expressamente que compete aos pais, quanto à pessoa dos filhos menores, "dirigir-lhes a criação e a educação" No entanto a Constituição Federal de 1988, feita por uma maioria de comunistas rancorosos, diz em seu Artigo 205 a Educação é algo solidário: "dever do Estado e da família". Embora no Artigo 229 complemente com o seguinte: "Os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores"
Intelectual Para o renomado professor, escritor, palestrante, polímata e divulgador científico ítalo-brasileiro Pierluigi Piazzi — famoso por suas palestras e livros sobre técnicas de estudo, neuroaprendizagem e desenvolvimento da inteligência —, o professor não ensina: ele explica e, portanto, não é o protagonista da aprendizagem do aluno:
“a aula é apenas o momento de exposição à informação e de tirar dúvidas (entendimento). O aprendizado real acontece depois, no estudo individual e ativo (o ‘estudo solitário’ ou a lição de casa), onde o cérebro realmente processa e fixa a matéria”.
Mais um excelente argumento para os pais que querem por direito divino, natural, estar acima do Estado na educação de seus filhos.
Minha experiência como discente Quando eu era aluna do primário e até do ginásio, era comum ver colegas, depois da escola, estudarem em casa de orientadoras. Algumas delas trabalhavam com número reduzido de alunos por turnos; outras iam até a casa da criança e davam aula particular.
Ora, isso também não é, de certa forma, um ensino domiciliar?
Minhas primeiras professoras no Jardim da Infância: Tia Cremilda e Tia Helena
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Arquivo pessoal
Minha experiência como “educadora” Se por um lado muitas famílias querem e até sofrem perseguição por exercerem seu direito divino, natural e humano de determinar a educação dos filhos, existem senhores responsáveis legais que querem justamente o oposto: delegar para a escola e para o docente o papel que lhes compete.
Lembro que, certa feita, nos tempos em que atuei no berçário, uma mãe chegou a escrever um bilhetinho chamando minhas colegas de trabalho e a mim de “babá de luxo”. Já aconteceu também de uma criança passar mal, a mãe ir buscá-la e pedir que uma funcionária a acompanhasse, deixando os outros alunos para trás, porque ela não sabia o que fazer no hospital como mãe.
Por essas e outras, uma colega de unidade escolar dizia que muitos desses responsáveis legais nos tratavam não como profissionais, mas como se tivéssemos a guarda compartilhada da criança.
E também houve algo que nunca esqueci: uma mãe chegou a me confessar que sua filha gostava mais de mim do que dela, que só me obedecia e não lhe era submissa em casa. Isso, infelizmente, ocorre quando os pais são obrigados, por motivos profissionais e outras particularidades, a matricularem seus filhos desde a tenra idade em muitas creches.
As crianças, até certa idade, não conseguem distinguir quem é quem e passam mais tempo com o funcionários do que com a própria família. Por isso, há de se ter cuidado com o ensino integral e também com a escolha de uma creche.
A família que coloca seu bebê, por exemplo, num berçário perderá seus primeiros passos, suas primeiras palavras e tantas outras conquistas lindas desta fase do desenvolvimento infantil em que o vínculo familiar deveria estar sendo construído.
Isso também, na minha opinião, é um fator de risco para que a criança seja mais vulnerável a abusos, porque, desde cedo, ela, de certa forma, passa por muitas mãos literalmente — seja no banho, na troca de fraldas etc. —, muitos funcionários, que muitas vezes se revezam. Isso abre lacunas para “estranhos”, “terceiros”, que elas podem pensar ser mais um “tio” ou “tia”.
E, por falar nisso, algo que me deixa muito indignada é quando o pai ou a mãe não sabe e nem procura saber quem é o professor de seu filho, e tampouco o ano escolar e a turma. Que descaso!
Experiência em creche
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Érica Viana
Meu conselho aos pais que matriculam seus filhos em unidades escolares: - Ensinem em casa o que é certo e o que é errado. Cuidem da saúde e da higiene de seus filhos; isso não é função de professor. - Conversem sobre o que acontece na escola. - Conheçam a turma, os pais dos outros alunos e os professores. Busquem conhecimentos mais profundos sobre essas pessoas. A convivência influencia. - Blindem seus filhos contra a falta de educação de colegas ou a doutrinação de professores. - Peçam para ver os livros que estão na biblioteca, folheiem todo o material escolar e, se houver algo com que não concordem, denunciem nos canais oficiais. - Montem grupos de pais e fiscalizem. Cobrem a direção e, no caso do ensino público, quem está acima da direção: os secretários e governantes. - Se os seus filhos estão na faculdade, ensinem a refutar doutrinadores e humilhá-los publicamente depois das notas lançadas, ou da conclusão do semestre ou curso, a depender da situação; Eu digo isto porque já o fiz na minha segunda faculdade e na pós-graduação, e os professores comeram com muita raiva na minha mão.
Meu conselho aos pais que optam pelo ensino domiciliar:
- exijam dos legisladores a regulamentação da atividade que já é um direito;
- Não é crime praticar HS, o STF já disse isto, claramente.
- Elejam ou infiltrem conselheiros tutelares que defendam a sua causa;
- Divulguem os grandes gênios da humanidade que vieram do ensino domiciliar;
- Tenham bons advogados e reconheçam seus limites;
- Munam-se de laudos, alíbis e provas concretas dos resultados positivos que estão obtendo. Inscrevam seus filhos em campeonatos científicos, por exemplo. Ou então, fujam para as montanhas;
- Infiltrem-se nos conselhos municipais, estaduais e federais relacionados à infância e adolescência;
- Busquem advogados favoráveis nas entidades de classe para tratarem do tema;
- Façam articulações políticas.
Aos professores Da rede pública: - Cumpram apenas o que prevê o edital de concurso. Não tirem um centavo do bolso para arcar com o que compete ao Estado. - Deem-se ao respeito para serem respeitados. - Arrumem-se bem; deem o exemplo de higiene pessoal e visual.
Da rede privada: - Eu sei que é difícil: muitos de vocês ganham menos que os da rede pública, embora os servidores reclamem mais. Na pandemia, muitos de vocês tiveram de sobreviver com auxílio emergencial, enquanto os concursados receberam integralmente.
- Vocês muitas vezes são humilhados e têm de engolir, porque a escola depende da mensalidade do aluno. Então seja criativo para retomar o domínio da turma sem ser demitido; - Apoiem as famílias que desejam o homeschooling e vejam nisto uma oportunidade de empreendedorismo na área do ensino exclusivo. É melhor um aluno que paga bem do que uma turma inteira que te trata mal, por um salário não tão bom e de CLT.