Surpresas e decepções na Copa do Mundo
Eraldo Leite 17/07/2026 11:06 - Atualizado em 17/07/2026 11:09

Análise das seleções na Copa do Mundo

Ao observar as seleções que chegaram à Copa com expectativa de brigar por vaga na final e até pelo título, é possível separar o torneio em grupos bem diferentes. A leitura passa por decepções, campanhas acima do previsto e equipes que confirmaram o favoritismo, com destaque para oito nomes: Brasil, Portugal, Alemanha, Uruguai, Inglaterra, França, Argentina e Espanha.

As maiores decepções do torneio

Entre as frustrações, o Uruguai aparece como a maior decepção por ter ficado ainda na fase de grupos. A Alemanha, mesmo renovada e tradicionalmente forte, também ficou abaixo do esperado: avançou na primeira fase, mas caiu nas oitavas de final para o Paraguai, após empate no tempo normal e derrota nos pênaltis. Para a análise, foi uma eliminação precoce e decepcionante, embora não tão impactante quanto a uruguaia.

O Brasil também entrou na lista de decepções. A equipe oscilou em sua proposta, Ancelotti não conseguiu manter durante toda a competição o futebol agressivo que mais funcionou nos melhores momentos. Vinícius Júnior começou bem, mas não conseguiu sustentar sozinho a responsabilidade ofensiva, enquanto Neymar não chegou em sua melhor condição física após a lesão. O resultado foi a eliminação nas oitavas.

Inglaterra e Portugal foram além do esperado

A Inglaterra, apesar do descrédito inicial e das críticas às convocações de Thomas Tuchel, conseguiu ir longe. Com um elenco modificado e sem Alexander-Arnold, Palmer e Foden, a seleção avançou até a semifinal, mas acabou eliminada e fez o técnico ser muito contestado pela imprensa e pela torcida.

Portugal também teve uma campanha de superação, ainda que tenha parado antes da Inglaterra. Havia expectativa de chegada ao grupo das quatro melhores seleções, impulsionada por uma nova geração de jogadores e pela ideia de dar a Cristiano Ronaldo uma despedida marcante da Copa. No entanto, a equipe caiu nas oitavas de final, com críticas fortes às escolhas do treinador e às substituições durante os jogos.

França confirma força, mas tropeça no favoritismo

A França surge como a grande decepção entre as favoritas mais consolidadas. Mesmo com elenco forte e condição de brigar pelo título, a seleção esbarrou em seus próprios erros e na sensação de soberba, como se pudesse vencer qualquer partida a qualquer momento. A eliminação para a Espanha reforçou essa leitura, e alguns jogadores reconheceram depois que o time pagou caro por sua postura.


Já a Espanha apareceu como uma das grandes favoritas da reta final, ao lado de Argentina e França. O time espanhol chegou com uma seleção renovada e competitiva, sustentada por talento, organização e capacidade de crescimento durante o torneio. Ainda assim, a discussão central ficou entre a força coletiva da Espanha e o peso individual de suas principais peças.

Argentina, Messi e a final contra a Espanha

A Argentina avançou com muito esforço e, sobretudo, com o talento de Lionel Messi. O time foi montado para potencializar o craque, que passou a ser o grande desequilíbrio ofensivo da equipe sempre que recebia a bola perto da área adversária. A seleção argentina chega à decisão com essa dependência bem assumida e com a confiança de quem sabe explorar ao máximo a genialidade do camisa 10.

Do outro lado, Lamine Yamal simboliza a Espanha nesta Copa como uma apresentação ao mundo, mais do que como um jogador já pronto para carregar a seleção. A expectativa é que seu auge venha em 2030, quando estiver mais maduro e consolidado. Na final, porém, a promessa já pode ganhar um capítulo importante em um duelo que promete equilíbrio e grande nível técnico. No fim, a aposta é em um grande jogo, com a esperança de que vença o melhor futebol, mesmo sabendo que nem sempre isso acontece em Copa do Mundo.

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