Lionel Messi parece mesmo interminável. Ele acaba de superar Ronaldo Fenômeno, o alemão Klose e o Rei Pelé, tornando-se o maior artilheiro da história da copa do mundo, com 18 gols marcados. Ele que quase não veio pra copa, em razão de seus 38 anos de idade e de estar jogando numa liga de menor exigência técnica.
Da infância pobre para a fama
Messi passou por muitos desafios. Aos 13 anos deixou seus pais na argentina para se aventurar na base do Barcelona da Espanha. Cresceu, foi profissionalizado, aprendeu com grandes mestres – entre eles Ronaldinho Gaúcho – e se tornou o melhor jogador do mundo. Oito vezes. Conquistou a Champions League quatro vezes com o Barcelona, mas faltava alguma coisa. Em sua terra diziam que não repetia na seleção o brilhantismo de seu time, e que era mais espanhol do que argentino. Machucava.
A volta por cima
Depois da copa da Rússia achou que era hora de parar. Entretanto aquela coisa que faltava ainda martelava seus pensamentos. Rendeu-se e aceitou o chamado para jogar a copa do Catar, em 2022. E o título mundial veio, os desafios estavam superados.
Até às vésperas da convocação para esta Copa nos Estados Unidos, México e Canadá Messi relutava em jogar. Afinal já tinha atingido o topo. Torcedores duvidavam que ainda tivesse motivação. Messi veio. No primeiro jogo Argentina 3x0, três gols dele. No segundo 2x0, outros dois gols do craque, com o requinte de correr conduzindo a bola aos 49 minutos do segundo tempo e chegar na área para finalizar. Estaria Messi visando ser o artilheiro desta copa?