Eraldo Leite - Começa a caminhada do hexa
Eraldo Leite - Atualizado em 13/06/2026 08:15
CBF
Pela primeira a seleção brasileira fala italiano... ou “portunhol”, numa copa do mundo. Começa hoje a caminhada pelo sonhado hexa, enfrentando a quarta melhor seleção do mundo na copa anterior, a do Marrocos.
O que há tempos poderia parecer uma heresia, hoje é real afirmar que o favoritismo do Brasil neste jogo ficou reduzido a migalhas. O Brasil tem time pra vencer, mas uma derrota não significará o fim do mundo. Até porque, se lembrarmos 2022, a Argentina perdeu na estreia para a Arábia Saudita e acabou campeão do mundo no Catar. Mas vencer na estreia é fundamental para pavimentar o caminho, livrar o estresse do primeiro jogo e dar a famosa injeção de ânimo no time e no torcedor.
Natural que haja desconfiança – afinal são 24 anos sem o título mundial (mesmo intervalo de tempo entre o Tri e o Tetra), mas o que não se pode negar é o potencial deste grupo de jogadores.
Quando questionamos que Vinícius Júnior e Raphinha ainda não jogaram na seleção o futebol que jogam no Real Madri e no Barcelona, respectivamente, estamos admitindo que se jogarem tudo o que podem o Brasil se torna imbatível.
O favoritismo nesta copa é da França, apontam quase todos os jornalistas (e estou nessa também), mas é por isso que a zebra espera, para pegar o melhor time não o mais famoso. Da fase de grupos para o mata-mata todas as grandes seleções passarão, porque apenas as 12 piores, dentre as 48 em performance serão eliminadas.
Mas a copa vai começar a derrubar times fortes a partir da fase dezesseis avos de final. É possível um confronto Brasil x Holanda, por exemplo, o que eliminaria alguém da prateleira de cima.
Então, como gostam de dizer os jogadores, quem quer ser campeão não escolhe adversário. Melhor mesmo é acreditar nessa máxima do futebol e sonhar com nossos craque rendendo 110% de sua capacidade.
Histórias de Copa do Mundo
Minha décima-segunda cobertura de copa do mundo, presencialmente, e no primeiro dia no centro de imprensa foi muito agradável reencontrar amigos de todas as partes do Brasil e do mundo que já viveram comigo grandes momentos em outras copas. Márcio Bernardes e Ângelo Ananias (ex-companheiros de Rádio Globo, eles de São Paulo, eu do Rio), Cristina Cubero (jornal Mundo Deportivo de Barcelona), a interminável Kiomi, japonesa que cobre a seleção brasileira desde que Zico foi pro Japão em 1991. Compartilhamos sorrisos, abraços, relembramos histórias.
José Miguel, amigo jornalista chileno, garantiu torcer para o Brasil, já que seu país está fora da Copa. A festa maior do futebol está só começando.

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