Eraldo Leite - Copa pode ter as maiores goleadas da história
- Atualizado em 01/05/2026 08:18
Divulgação
A Copa do Mundo da Fifa tomou proporções gigantescas, dado o grau imperialista da entidade, que faz de tudo para abraçar o mundo e unir os seis continentes do planeta. Ela (Fifa) está longe de querer no seu torneio só as melhores seleções – não consegue proteger a Itália, por exemplo – mas quer alcançar pessoas de norte a sul, de leste a oeste do globo terrestre. Só não conseguiu ainda atingir a Antártida, mas deve ter isso em mente. E este modo imperial de governar faz a Copa menos interessante, na medida em que provoca jogos de seleções inexpressivas que não têm nenhuma chance contra potências do futebol mundial. Só de estreantes teremos quatro seleções jogando nos Estados Unidos, México e Canadá: Cabo Verde, Curaçao, Jordânia e Uzbequistão.
E países em sua segunda Copa veremos Panamá, Congo e Iraque. Deste modo, dá para imaginar que acontecerão grandes goleadas ao vermos os confrontos: Brasil x Haiti; Alemanha x Curaçao; Espanha x Cabo Verde; França x Iraque; Argentina x Jordânia; Portugal x Congo; Inglaterra x Panamá. De cinco a zero pra cima, dá para apostar. Aliás, apostadores vão adorar fazer perguntas do tipo: “Quem vai dar a maior goleada da Copa?” Ou: “Qual seleção conseguirá fazer dez gols num só jogo?” Pela primeira vez a Copa terá 12 grupos (de 4 seleções cada) e uma fase a mais de disputa, dezesseis-avos (antecedendo as oitavas-de-final). Nenhuma das grandes seleções deixará de se classificar na primeira fase, dada a oferta de jogos fáceis de vencer.
A Copa como imaginamos, o maior torneio de futebol do mundo, vai começar para valer nas quartas-de-final, quando as grandes seleções começarão a se enfrentar. Em termos de favoritismo não dá para fugir das tradicionais: França, Argentina (em primeiro plano), Espanha, Brasil, Portugal (a seguir), com Alemanha e Inglaterra (correndo por fora). Por mais que possamos ter por aqui torcedores céticos, pessimistas, dado os resultados das últimas copas, o fato é que a camisa amarela do Brasil ainda impõe respeito aos adversários. E isso a torna capaz de estar no rol das favoritas.
Histórias de Copa do Mundo
Presidentes da Fifa não costumam dar entrevistas, mas, quando se trata de Copa do Mundo, fazem de tudo para aparecer. Tive a oportunidade de entrevistar 3 presidentes: o brasileiro João Havelange na Alemanha em 1990, quando ele anunciou que iria levar a sede da Copa pela primeira vez para a África (o que só ocorreu em 2010). O suíço Joseph Batter, na Alemanha em 2006, quando fiz uma saudação em espanhol e ele me disse com simpatia: “pode perguntar em português, meu jovem”; e o ítalo-suíço Gianni Infantino, atual presidente, na Copa de 2022 no Catar, durante a homenagem aos jornalistas mais longevos em cobertura de copas do mundo.

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