Wladimir e Rodrigo Bacellar: quem dará primeiro passo para conversar?
Dora Paula Paes 30/06/2021 08:51 - Atualizado em 30/06/2021 15:07
Rodrigo Bacellar (SD), deputado estadual licenciado e secretário estadual de Governo, tem uma resposta ao convite do prefeito Wladimir Garotinho (PSD), que o chamou para uma conversa, após o prefeito pedir em vídeo, no fim de semana, por “chega de guerrinha”. Segundo o secretário de Cláudio Castro (PL), o chefe do Executivo de Campos sabe onde ele mora, guarda mágoa pelo seu grupo político ter se colocado contrário ao projeto que reajusta tributos e nega que suas ações administrativas possam parecer que existe um governo municipal paralelo.
No final de semana, Wladimir disse: “Deputado um recado a você e a todos os vereadores da Câmara, que o senhor liga no dia de sessão para votar contra meu governo que só está começando. Vamos parar de guerra, de picuinha. Quem está perdendo no meio dessa guerrinha, que vocês querem criar, é o povo de Campos. Se o senhor quer mesmo ajudar a cidade está feito o convite. Te espero no meu gabinete”.
A motivação do vídeo foi as obras que vão ocorrer no Hospital Geral de Guarus. Rodrigo não deixou sem resposta: “Ele (Wladimir) sabe muito bem onde eu moro, pois quando ele precisou ganhar a eleição de Caio (Viana), ele chegou bem rápido na minha casa mesmo sem marcar. A mágoa pode ter a ver com dificuldade para aprovar aumento de impostos na Câmara de Campos, já que vereadores aliados de Bacellar se posicionaram contra. Nesse caso dos impostos eu estou ao lado da população. Não tem cabimento discutir qualquer tipo de medida nesse sentido em plena pandemia”, avaliou.
O secretário lista algumas lutas: “volta do restaurante popular, estamos articulando a vinda da Italac para gerar centenas de empregos em Campos, buscamos viabilizar recursos e equipamentos para a Saúde, diversas ações do DER-RJ para sinalizar vias públicas e estamos trabalhando para anunciar grandes projetos em várias áreas. Isso é querer guerra com alguém? A cidade está acima das nossas diferenças políticas”, comentou Bacellar.
Os dois políticos - Bacellar e Wladimir - têm acesso direto ao governador, que atendendo a um, praticamente atende a outro já que as pautas acabam por conscidirem em alguns pontos. Bacellar, no entanto, nega que no caso da sua ação possa parecer que existe um governo municipal paralelo. “Jamais pensaria nesse sentido, até porque a eleição já passou e meu candidato (Bruno Calil - Solidariedade) não logrou êxito, então é pensar no povo e ajudar o prefeito desde não seja matéria contrária à sociedade”, disse.

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