Não adianta defender a democracia para só depois decidir o que fazer com ela. Para a maioria do povo, a democracia não é um fim em si mesmo, mas um meio para alcançar a dignidade. Não tem essa de primeiro lutar contra o autoritarismo de Bolsonaro para depois pensar em um projeto nacional de desenvolvimento.
Nada contra os manifestos amplos, a frente ampla. Mas frente ampla sem projeto nacional é fraca e logo se torna estreita.
A frente ampla tem que ser ousada. No final da ditadura militar, a frente democrática, para agradar os antinacionalistas, retirou a soberania nacional de suas bandeiras. O mesmo aconteceu com os dois partidos fundados em São Paulo em 1980 e em 1988: para agradar os liberais, a banderia do nacionalismo foi tratada como entulho militar e varguista.
Soberania nacional precede à democracia e os direitos. Existem países soberanos sem democracia e sem direitos de cidadania no sentido amplo. Mas não existem países democráticos e com direitos de cidadania sem soberania no sentido amplo.