Fred diz que Conselho de Ética da Câmara será formado até terça-feira
Aldir Sales 03/05/2019 21:15 - Atualizado em 06/05/2019 14:21
O presidente da Câmara Municipal de Campos, Fred Machado (PPS), confirmou que os membros do Conselho de Ética do Legislativo serão definidos até a próxima sessão, na terça-feira (7). Esta foi uma das promessas de Fred em entrevista à Folha da Manhã na edição do dia 3 de fevereiro. O assunto foi comentado no plenário na última semana e o presidente ressalta que, além dos integrantes, também serão conhecidos o presidente e vice.
O assuntou voltou à tona depois de mais um entreveiro entre a bancada governista e de oposição na sessão do último dia 24 de abril. Na ocasião, o vereador José Carlos (SD) subiu à tribuna e criticou os oposicionistas: “Todo projeto do governo eles vêm falar algo ruim. Quando era Rosinha (Garotinho) a prefeita, ela demitiu 500 servidores da Fundação Municipal da Infância e Juventude para fazer política. Quando a oposição era governo, não falava assim, agora vêm aqui pagar de bons moços, com as falas mansas”.
Na sequência, Josiane Morumbi (PRP), Alvaro Oliveira (SD) e Renatinho do Eldorado (PTC) repudiaram a fala e Renatinho ainda pediu a abertura do Conselho de Ética, ao que Fred respondeu que os últimos acertos estavam sendo realizados.
Vigilantes - Na última quinta-feira, a Câmara publicou no Diário Oficial a homologação da licitação para a contratação de empresa especializada nos serviços de vigilância e segurança patrimonial, outra promessa de Fred, após a polêmica sobre os 31 porteiros que faziam o serviço anteriormente, mesmo sem capacitação.
De acordo com a publicação no DO, a empresa vencedora do pregão foi a Linfort Serviços de Segurança e Vigilância Patrimonial e o contrato fechado entre as duas partes é no valor de R$ 1.575.017,04. A licitação começou a ser feita em 2017, ainda durante o período da presidência de Marcão Gomes (PR), que atualmente ocupa a secretaria municipal de Desenvolvimento Humano e Social.
— Marcão não contratou vigilantes. Não eram pessoas armadas. Ficou o nome de porteiro, mas no fundo, eles também faziam a segurança do plenário sem arma. Mas temos que fazer o que a Justiça manda. Ele, infelizmente, na mesma hora que recebeu a notificação, exonerou todos. Isso mostra sua obediência à decisão judicial. Já existe licitação para vigilante. Temos que cortar os custos de carro, lanche para também suportar essa demanda que vou ter. E vou chamar a empresa que ganhar a licitação para diminuir o número de postos. Não existe condição orçamentária para que a gente fique com 38 postos — disse Fred durante a entrevista à Folha.
Marcão dispensou os 31 porteiros depois que a Polícia Federal foi à Câmara, no dia 10 de dezembro do ano passado, para notificar o Legislativo sobre os contratados por Recibo de Pagamento Autônomo (RPA) que exerciam a função de vigilantes sem autorização da corporação, o que é proibido por lei.
O então presidente da Câmara reiterou, ainda, à época, que a segurança e vigilância patrimonial era realizada com apoio da Guarda Civil Municipal.

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