[Por Thaís Tostes/Mídia Ninja/Na Lata]
Após ser preso, nessa quarta-feira (16), pela Polícia Federal (PF), o ex-governador do Estado do Rio de Janeiro e atual secretário de Governo de Campos dos Goytacazes-RJ, Anthony Garotinho (PR), foi transferido, no final da noite desta quinta-feira (17), para o Presídio José Frederico Marques, no complexo prisional de Gericinó, em Bangu, onde está o também ex-governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB). Garotinho não foi direto para Bangu na quarta-feira porque passou mal na Superintendência da PF, e foi encaminhado pro Hospital Souza Aguiar. Ontem à noite, ele saiu gritando do hospital, afirmando que correria riscos ao estar ao lado de "bandidos" em Bangu. Cabral, seu inimigo, está em Bangu 8 (complexo inaugurado pelo próprio Cabral, em 2008), onde ficam os presos com ensino superior. A prisão de Garotinho foi matéria principal nos maiores jornais do país, está inserida num espetáculo midiático e também representa a crescente do sentimento de poder de encarceramento - que vigora na sociedade.
Garotinho, que já foi secretário de Segurança Pública do Rio [no período em que as milícias mais teriam crescido na cidade], foi preso pela Operação Chequinho, da Polícia Federal (PF), que investiga compra de votos, para as eleições de 2016 em Campos, por meio do programa social "Cheque Cidadão". Ele estava em seu apartamento no Flamengo, Rio, quando foi preso. A prisão de Garotinho pode ser considerada a cereja do bolo da operação da PF, que já enquadrou vários vereadores de Campos acusados de envolvimento na compra de votos com o Cheque Cidadão. Todos os acusados que foram presos já estão soltos. A PF segue na operação, cumprindo mandados de prisão temporária, de busca e apreensão e de condução coercitiva.



