Administrar a coisa pública exige muito bom senso e discernimento por parte do Gestor. A tal DISCRICIONARIEDADE que é afeta à função de prefeito, permite a ele decidir pessoalmente e individualmente aquilo que acha melhor para o seu governo e o que deve ou não deve ser implementado ou que tipo de políticas devem ser aplicadas na gestão.
A fiscalização de tais decisões cabe à Câmara Municipal, no caso de prefeitos. Bem como a propositura de leis e suas aprovações para serem implementadas. Quando isso não ocorre e os vereadores se submetem ao mando do prefeito, as distorções e desvios de finalidade acontecem à todo momento, se o Gestor não age com vistas ao interesse público.
Um exemplo dessa conduta é o que tem acontecido em Campos na gestão Pública nos últimos anos, como o uso de politicas sociais implementadas muito mais como moeda de troca por favores e votos. O cheque cidadão aqui em Campos, foi implantado exclusivamente com esse propósito de usar as carências da população mais marginalizada para cooptar seus votos e perpetuar o Poder.
Sabemos que o Poder traz dinheiro...
O cheque cidadão aqui em Campos, começou com R$ 100,00 em 2008, prometido para R$ 200,00 na campanha de 2012 e assim efetivamente feito ao longo dos últimos dois anos. o cadastro usado para sua concessão, ainda era o d 2008, algo entorno de 26.000 beneficiados (multiplique por três e verá o reflexo em votos). Naquele momento, foi impetrada uma AIJE a exemplo da de agora, e o TRE RJ julgou improcedente, sob o fundamento de tratar-se de ato de mera gestão da prefeita e de difícil identificação na relação entre o beneficiário e seu voto a favor do candidato do governo. Tenho certeza de que isso voltará a acontecer nessas novas AIJE's propostas pelo MPEleitoral em Campos, mantendo a absoluta impunidade dos criminosos e da prefeita.
E se forem condenados e aplicada a lei da Ficha Limpa pelo TSE (daqui a sei lá quantos anos), os candidatos, se eleitos, podem ter os seus diplomas cassados. Voto perdido.
Nessa eleições de 2016, NOVAMENTE o mesmo artifício voltou a ser usado em altas doses (falam em mais de 30.000 novos nas mãos dos candidatos da máquina) e ao que parece, com o mesmo propósito de cabrestar votos para os candidatos da máquina, tanto na de vereadores, quanto na de prefeito. Só que desta vez, como houve uma grande ação do MPEleitoral local e com explosiva divulgação em todas as mídias, isto acabou virando uma ferramenta de desgaste dessas candidaturas, trazendo um enorme prejuízo a todos, inclusive ao candidato a prefeito, tratado pelas midias sociais, como "dr. Checão", parodiando o seu nome de Dr. Chicão.
Parece que o FEITIÇO virou contra o FEITICEIRO !!! Quando achou que tudo podia, e podia mesmo, usando e abusando de seu Poder Discricionário, deu com os burros n'água





