Foto: Rodolfo Lins[/caption]
Em 2014, ano eleitoral, o governo Rosinha chegou ao mês de dezembro com dificuldade financeira, mesmo com o maior orçamento da história de Campos (R$ 2,5 bilhões). Na época, apelou pela primeira vez para a "venda do futuro", antecipando R$ 250 milhões e pagando R$ 50 milhões de juros.
De lá pra cá foram só histórias tristes. Cortes, demissões, servidores sem plano de saúde, empresários sem receber, instituições filantrópicas e hospitais com convênios atrasados e obras paradas. A coisa estava tão feia que o governo precisou de mais um empréstimo no final de 2015 (R$ 200 milhões) e apelou para um terceiro empréstimo neste mês de maio (R$ 367 milhões).
Porém, faltando apenas quatro meses para a eleição, é hora de deixar as histórias tristes de lado e anunciar bondades de todos os tipos. Nos últimos dias, representando a prefeita Rosinha Garotinho, sempre ao lado dos prefeitáveis Chicão Oliveira (PR) e Mauro Silva (PSDB), o secretário de Governo Anthony Garotinho (PR) anunciou: Carnaval fora de época, pagamento dos convênios com hospitais, renovação de convênio com escolas particulares, mil casas para os servidores, prometeu uma "caixa de saúde", assumiu o Restaurante Popular, pagou as parcelas atrasadas das entidades filantrópicas, um pacote de obras de R$ 50 milhões, entrega do novo camelódromo e do Hospital São José até dezembro.
A meta do governo rosáceo, pendurado no "cheque especial", é oferecer as "bondades" até o fim das eleições.
Depois, a nova gestão não vai ganhar um "pacote de bondades", mas uma herança maldita.


