Significado de Placebo (dicionário eletrônico)
1 Substância neutra administrada em vez de um medicamento, como controle num experimento, ou para desencadear reações psicológicas nos pacientes.
PLACEBO (DICIONÁRIO MICHAELLIS) pla.ce.bo sm (lat) Substância ou preparado inativo, outrora receitado para comprazer ao doente, agora também usado em estudos controlados para determinar a eficácia de substâncias medicinais.
Dois sinônimos para uma palavra muito em uso na ciência médica por todo o mundo. Às vezes nós também abusamos de seus sinônimos na vida comum para denominar ou definir diversas situações e fatos. Essa é exatamente a função fonética dada à operação realizada pelo Ministério Público Federal esta semana em Campos e Região, em todos os Hospitais administrados pelos municípios e que usam as verbas federais a eles destinada pelo Governo Federal para a aplicação na Saúde.
Todas as vezes que ações desse tipo são efetuadas por esses Órgãos Públicos, são realizadas diversas diligências por seus agentes nas Instituições de Saúde, como Hospitais e postos de Saúde locais, em regra tentando identificar aquilo que a mídia já expõe diariamente em suas publicações como é o caso do Jornal Folha da Manhã aqui em Campos, que os cidadãos prejudicados postam nas redes sociais, que os servidores públicos também reclamam, como Sindicatos de médicos e de enfermeiros denunciando toda sorte de falta de responsabilidade dos Gestores Públicos com o respeito e a dignidade da população.
Por outro lado, os ditos Gestores bem sabem que essas ações, parecidas e até espalhafatosas em sua maioria, e que aparentemente não foi o caso dessa que estamos vendo ser realizada pelo MPF local, via de regra não dão em nada mesmo. Quando muito, um famigerado T.A.C. - Termo de Ajustamento de Conduta, rotineiramente desdenhado por esses Gestores, porque sabem como ninguém que, descumprindo-os sempre, ou quase sempre, nada lhes acontece.
QUERO MUITO ESTAR REDONDAMENTE ENGANADO !!!
Nenhuma punição, nenhuma multa, nenhuma condenação maior, nenhuma tipificação penal, nenhuma ação por improbidade administrativa para nenhum dos Prefeitos, responsáveis diretos pela prestação do serviço público de Saúde, nem dos presidentes das respectivas Câmaras Municipais, pela OMISSÃO do dever legal de fiscalizarem os atos de seus "patrões" , e ainda que ambos detenham o ônus da responsabilidade objetiva, via de regra nunca são denunciados por descumprirem as Leis, a exemplo da isenção dada aos Secretários de Saúde, Chefes de serviços hospitalares como no caso do diretor do HFM em Campos, e dos Prefeitos, quem deveriam de fato, serem responsabilizados porque eles, os Prefeitos, de fato e de direito detêm eles o MUNUS PÚBLICO conferido pelo povo através do voto.
Eles, OS PREFEITOS e os PRESIDENTES e VEREADORES DAS CÂMARAS, deveria sempre serem os destinatários finais das punições penais e administrativas, mas não. Via de regra, os peixes pequenos é que são responsabilizados criminalmente ou administrativamente por seguirem ordens e não poderem contestar nada, sob pena de serem afastados ou mesmo demitidos, como no caso dos 6 servidores que foram presos na Delegacia de Campos por terem sido responsabilizados pela guarda de medicamentos fora da validade no Hospital.
Pobres coitados servidores públicos, bois de piranha do sistema. Teriam eles autoridade para mandarem descartar tais medicamento, pergunto?.
Só espero que essa operação denominada de PLACEBO, não tome o mesmo destino dos sinônimos da palavra que foi usada para defini-la, que chegue a algum resultado concreto, que tente punir os PEIXES GRANDES e responsáveis finais, prefeitos, presidentes e vereadores das Casas de fiscalização, que estes, e somente estes, sejam os destinatários finais das possíveis tentativas de tipificação penal e administrativa.
E porque tal descrença no sistema? Porque eu, lá em 04/06/2.014, já havia protocolizado REPRESENTAÇÃO CRIMINAL junto ao Ministério Público Estadual em Campos (Processo nº MPE RJ 201400558609) sobre esse descaso e irresponsabilidade na gestão da Saúde na nossa cidade, DENUNCIANDO ESSES E MUITOS OUTROS CRIMES MAIS, que ocorrem diuturnamente na rede pública municipal de Campos, mas, infelizmente, nada aconteceu até agora. Tivesse tipo resposta eficaz do Órgão fiscalizador, muitas vidas teriam sido salvas, muitos pacientes teriam tido melhor sorte que não aquela agora novamente denunciada pela fiscalização placebo.
Eles (todos) bem sabem que não correm nenhum tipo de risco ou perigo. Os processos, quando ajuizados, demoram tanto que seus crimes, se eventualmente condenados, prescrevem e eles sabem que nunca o serão por toda a sorte de influência que parecem possuir nos meios legais e Judicais e ATÉ MESMO NESSES ÓRGÃOS DE FISCALIZAÇÃO DO POVO, QUE, MUITAS DAS VEZES, FINGEM NADA VER OU OUVIR.
Também contam com a pachorrice ou leniência do sistema legal para perpetrarem todo tipo de sandices contra o povo.
Aliás, "a leniência dos legisladores e da Justiça é que incentiva o crime. ( Min Luís Fux - STF)
E VIVA O PODER POLÍTICO, O PODER ECONÔMICO !!!


