Quando a prefeita aproveitou-se da fragilidade da representação sindical dos servidores municipais de Campos e mandou na lata, através de seu representante garotinho, até porque não tem coragem de se apresentar mais, a proposta de escolha entre uma ou outra alternativa, sabia que dificilmente a "CATEGORIA" lotaria o SIPROSEP para defender seus direitos. Sabia de ante-mão que resolveria bem a questão conforme queria. Não deu outra: o sindicato, por absoluta falta de participação de seus afiliados servidores na fatídica assembléia, mas com poderes plenos dados por aqueles presentes, e ausentes, bateu o martelo com o desgoverno rosáceo.
Tanto assim que, o "ilustre" edil Altamir Bárbara, "defensor do servidores municipais", bradou lá na sessão da Câmara em alto e bom som, por mais de uma vez, que nenhum servidor rebelara-se lá naquela assembléia, onde era o lugar e a hora de ser contra. Calaram-se. Lá, lugar sagrado, campo de defesa, trincheira do servidor municipal, era, E É , o lugar de discutir, votar e decidir seus interesses e futuro. E vejam que o atual presidente do SIPROSEP já está ensaiando busca por vaga em partido político que lhe abra a possibilidade de sair candidato a candidato a prefeito em 2016...em oposição ao atual poder minguado dos garotinhos.
Aliás, todos os vereadores da base e presentes na sessão, votaram a favor do projeto da prefeita. Apenas o Rafael Diniz, o Fred Machado, o Marcão e o José Carlos votaram contra essa sandice da prefeita (o).
Agora, depois do leite derramado, depois da mais absoluta apatia, o servidor, no seu todo em em parte dele, sentido prejudicado, quer ir às ruas fazer passeata, reclamar que saiu no prejuízo. Nem na Câmara, no ato da votação, fizeram-se presentes.
Tudo bem. Eles têm direito ao berro. Sim. Mas de que forma, no meu entender? Qual será uma das maneiras de tentar reverter o que já está feito? Eles mesmos, caso o presidente não queira, reunirem-se em nova assembléia especialmente convocada na forma de seus estatutos, que sempre é soberana, e rediscutir as propostas que foram consideradas na outra assembléia e tentar anular a decisão e o acordo então firmado. Isso, se tiverem união, espírito de luta, como demonstram os aliados no Poder local, e, na última hipótese, além do legítimo e constitucional direito de greve, recorrerem ao Judiciário do Trabalho para fazer valer os direitos inegociáveis, quer queira ou não o (a) prefeito.
Isto vale pros médicos, professores, guardas municipais e todas as demais categorias funcionais da prefeitura de Campos dos meus amores.




