Foi só iniciarem-se as aulas para que os esperados problemas e dificuldades começassem a pipocar em todas as Escolas e , principalmente nas Creches do município de Campos dos Goytacazes. As mães necessitam das Creches para acolherem seus filhos pequenos, para que possam trabalhar. Como fazer isto sem terem onde deixar seus filhos?
O primeiro grande problema encontrado por elas, é o das vagas em unidades próximas de suas residências, ou porque o número de vagas é pequeno e não consegue atender às demandas locais, ou porque muitas estão em obras perpétuas e não podem funcionar plenamente. O que fazer então? Como trabalhar sem ter onde deixar os filhos. Se só conseguirem vagas em unidades longe de suas residências, como levar e buscar os seus filhos?
O segundo grande problema é o horário de funcionamento dessas Creches. No ano passado, a maioria delas só funcionaram meio expediente: ou turno da manhã, ou turno da tarde. Outras que funcionaram durante todo o dia, encerravam sua atividades lá pelas 16hs (quatro da tarde), obrigando as muitas mães a sairem de seus empregos mais cedo para poderem buscar os filhos, gerando um enorme transtorno pra todas elas, ou simplesmente deixarem de trabalhar (ainda bem que contam com o BOLSA-TUDO né?), mas nem todas a têm. Agora ainda correm o risco de perderem o famoso e eleitoreiro CHEQUE-CIDADÃO.
O terceiro grande problema foi causado pelo programa Morar Infeliz, porque muitas famílias foram desagregadas, separadas de seus parentes próximos e que moravam perto uns dos outros, e que foram transferidos para conjuntos residenciais muito distantes de seus antigos endereços, impedindo "aquela ajuda providencial para ficar com os filhos" , e nesses conjuntos Morara Infeliz não se construíram escolas ou Creches para atender a nova demanda deles próprios (???).
Agora, o quarto grande problema e talvez o pior deles. A prefeitura dispensou TODOS os prestadores de serviços que ajudavam a fazer funcionar, mesmo precariamente, as Escolas e Creches do município, sob a alegação de que aqueles contratos terminaram, como afirmou na Rádio 107.5 FM, o secretário-radialista e porta-voz da sumida prefeita, todos foram dispensados porque os contratos acabaram e será necessário fazer novas licitações.
Ora, a prefeita, e ele mesmo, já não sabiam disso??? Claro que sabiam. E porque não fizeram as licitações a tempo de resolver tudo no momento certo??? Ou porque não renovaram aqueles contratos até poderem fazer novas licitações, ainda que fossem para dar legalidade aos mesmos de sempre e não prejudicar tantas famílias e crianças?
Responda você, leitor.
Agora, como fazer funcionar essas unidades apenas com os professores e orientadores concursados, que são muito poucos, porque não é pratica dessa gestão contratar por concurso público, preferindo os contratos terceirizados, que permitem de um tudo politicamente falando?
Como transferir a responsabilidade da "guarda" desses infantes aos poucos professores e cuidadores, como o caso das professoras aqui mostrados e tirados de suas postagens nas redes sociais:
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(PRESERVADO). Tb trabalho em creche e com BERÇÁRIO . Na minha unidade estamos sem auxiliares,sem porteira,sem vigias,e hoje para completar o caos,uma das 2 cozinheiras foi demitida. Gostaria que algum gênio pudesse me informar como trabalhar com 15 (eu disse qinze) bebês de 1 (um) ano sem auxiliar???? Eu peço muito barulho e aplausos para os seres que se dizem pensantes ,gestores,surpevisores,superintendentes . Pq todos citados estão cientes da situação e " não sei pq motivos" jogam os professores nesta situação. Gostaria que a Veteadora Auxiliadora Freitas se manifestasse, pq ela tb esta a par da situação ,além de ser educadora."(PRESERVADO). Na creche em que trabalho, também não tem mais Porteiro; só contamos com UMA Auxiliar de Serviços Gerais (não preciso nem explicar que não dá conta); NINGUÉM na Lavanderia (quem vai lavar as inúmeras toalhas de banho, lençóis que muitas das vezes sujamde urina e fezes enquanto as crianças dormem pois é comum vazar da fralda? Quem vai lavar as fronhas pois é comum os bebês "golfarem"? E o que fazer com 15, 20 crianças quando acontece de uma vomitar em sala de aula? Você abre a porta da sala e não tem a quem recorrer!!!!! Como trabalhar o Pedagógico, sem NENHUMA ESTRUTURA??? Como cuidar da integridade física sem NENHUMA ESTRUTURA??? Como que o Professor vai ao banheiro? Abandonando 20 incapazes para cair, bater a cabeça, prender os dedinhos na porta e por aí vai...? Como não adoecer psicologicamente vivenciando esses horrores diariamente? Mente sã, corpo são... Se adoeço, tenho que enfrentar outro martírio que é o novo protocolo da perícia que te dá poucas horas (se considerarmos que estamos doentes), para levar a efeito a legalização da sua ausência no trabalho; e, ainda assim, ser punido pela perda da Regência (se, ao menos, fosse um desconto proporcional aos dias de afastamento... só que não!); como ir para o trabalho sem o Rio Card? Como Planejar sem 1/3 da Carga Horária para Planejamento? Na verdade, nem sala de Professores temos... Planejar onde? no corredor? Sem internet? Sem mesa? Sem estrutura??? Meu caro (PRESERVADO) e demais amigos deste espaço, a coisa é muito mais feia do que se pode imaginar...
E Se ocorrer um acidente fatal com qualquer daquelas crianças sob os cuidados desses profissionais? Quem responderá criminalmente pelo ocorrido? A prefeita? Até entendo que sim, pelo fato de assumir o risco iminente que está assumindo. Mas...quem certamente irá pagar o pato, serão os servidores públicos que tem sob sua guarda e responsabilidade cuidar daquelas crianças.
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E o SIPROSEP??? O que tem a fazer em defesa de seus servidores?A prefeita rosa (minúsculo mesmo) precisa vir a público para explicar tantos desmandos, e resolver urgentemente mais esse grave problema de gestão aparentemente irresponsável, colocando em risco a integridade e a vida de tantas crianças e bebês.CADÊ VOCÊ, PREFEITA ???



