Lendo as matérias veiculadas no jornal Folha da Manhã (30/03/14) sobre a crise econômica anunciada (coluna Panorama Econômico-fls 10 e do jornalista Guilherme Belido-fls 04 folha Domingo) que abordam exatamente as perspectivas sombrias para a economia brasileira, cujas notas foram recentemente rebaixada pelas Agências internacionais (S&P) como sendo de riscos porque o desgoverno PT-LULA/ Dilma não mudou os fundamentos econômicos implementados pelo PT do Lulismo paz e amor, em épocas de vacas gordas na economia mundial e na farta aplicação de capital externo no Brasil, onde seus programas de cheques e bolsas-tudo e anestesia da população por essas benesses, agora sem aquelas mesmas fontes de financiamento usam os recurso dos impostos, nos deixa preocupados com o futuro breve.
Os números da economia brasileira vem piorando nesses últimos anos e nada está sendo feito pra mudar esses cenário: preços de combustíveis, tarifas de eletricidade entre outros, subsidiados pelo Tesouro Nacional, preços públicos congelados, um BNDES que privilegiou grandes grupos empresariais, a exemplo do que ocorreu no governo militar, privatizações do patrimônio público como o pré-sal e as áreas de produção de petróleo, as artimanhas contábeis nas contas públicas, despesas crescentes mais do que o PIB, aumento da arrecadação fiscal pelo aperto da máquina arrecadadora e sem aumentar os investimentos produtivos e na infraestrutura, os escândalos do mensalão, da refinaria de Pasadena (EEUU) entre outros escândalos da Petrobras, os investimentos de recurso públicos em refinaria na Venezuela, uma das maiores produtoras de petróleo do mundo e abaixo apenas da Arábia Saudita, refinaria na Bolívia e em Cuba, estão deixando claro a ocorrência de um processo de desarrumação da economia brasileira, sem chances de mudar no curto prazo, pela proximidade das eleições de 2014.
Enquanto a economia mundial patinava e estava em recessão, o dinheiro especulativo mundial migrou para os chamados “BRICs”, que, com a superação dessa crise e a retomada de crescimento e segurança nessas economias, voltou ao berço seguro do capitalismo, com sua debandada destes países.
Como os ricos petrodólares da Venezuela, segunda maior exportadora de petróleo do mundo, não foram aplicados no seu desenvolvimento, mas sim nos programas sociais chavistas, a ponto de não produzir sequer verduras para a população, a economia lá, como cá, anda na corda bamba. A gasolina nas bombas no Brasil é vendida mais barata do que se paga por ela na importação e a maioria dela está sendo importada e não produzida no Brasil. Preço artificial e que vai estourar no bolso da população logo após as eleições de 2014, porque absolutamente insustentáveis como hoje.
Gasolina a R$ 4,00, energia com mais de 30% de aumento, transporte público pelo mesmo caminho de 30% apesar dos protestos de ruas, inflação à vista e próxima dos dois dígitos para 2015, a exemplo da Argentina, Bolívia, Venezuela e etc, chamados países “Bolivarianos”, porque são políticas sociais populistas e insustentáveis no longo prazo sem uma política econômica positiva. Mudar isso não é tarefa para a Dilma ou o Lula, populistas por excelência. O Brasil já está colocado como o segundo país mais vulnerável do mundo, atrás apenas da Turquia.
É preciso que os Governos Estaduais e Municipais bem como o empresariado de modo geral e em especial daqui de Campos, estejam antenados para cobrar e ajustar a condução e forma de gastar os ainda disponíveis recursos públicos, porque eles podem minguar, e muito, nos próximos anos pela inação do governo Federal.
Campos deveria ter muita responsabilidade com a política econômica hoje praticada pelo gestor municipal no gasto da arrecadação total, porque o destino dos recursos dos royalties são aplicados apenas para obter o ganho político imediato, nas práticas populistas e sem responsabilidade com o futuro da cidade, a exemplo do desgoverno do PT. O uso racional desse dinheiro na produção de condições de crescimento sustentável no município, não é sequer pensada, pelo contrário, estimulada com o propósito de tentar eleger o garotinho a governador, com muito mais despesas em ações eleitoreiras e populistas, como a passagem a R$ 1,00 sem responsabilidades, o cheque-cidadão de R$200,00 e o descontrole proposital da base de cadastro das famílias atendidas atualmente, passagem subsidiada sem responsabilidade, obras caras e superfaturadas sem conclusão e por aí afora. em decorrência disso, não se acha mais ninguém pra trabalhar em serviços básicos.
Se, e quando acabar ou secar a fonte aqui, o que farão essas milhares de famílias campistas para sobreviverem? Irão morar na casinha rosa da Lapa?


