Reforma Política
lucianaportinho 26/11/2013 06:29
REFORMA POLÍTICA Geraldo Machado* Justamente neste instante histórico que vivemos, cumpre que a discussão que se trava no teatro político brasileiro seja desvestido de qualquer eiva de ideologia. Há de ser feita reforma. Ponto. Do modo como está é que não pode continuar. Essas figuras que aí estão – desde idos do meio do século passado, a que se soma um exército de cabos eleitorais e despachantes muito bem pagos, essa promiscuidade com o dinheiro de empresas de todos os portes – não pode persistir. Sob pena de que as gente vão se distanciar, a cada dia mais, do processo, perigando explodir a qualquer momento, por qualquer motivo aparentemente menor... Há no Congresso um projeto de Reforma Política, que, por ser originário da bancada do PT, de logo tem a rejeição dos velhos oligarcas agora aliados dos novos oligarcas (aqueles que ecoam a voz de seus donos, grandes conglomerados ou simples donos de tratores ou caminhões “a serviço da prefeitura tal...”). O projeto referido institui o FINANCIAMENTO PÚBLICO, verticalmente, acabando com essa farra do toma lá, dá cá. O pagamento das contas deve se pautar pelo que cada partido obtenha do Fundo, isto é, do Tesouro, vedada qualquer “contibuição” sua, minha, da Odebreth, da Imbeg, etc. Fica caro, dizem alguns, ecoando vozes de todo suspeitas que inoculam essa bobagem na mídia domesticada. Mais caro ainda é o superfaturamento, é o “por fora” no preço de obras e no custeio da máquina. Óbvio... A isso se some que também vem a proposta de voto em lista. Os partidos é que escolheriam os candidatos, em processo democrático interno. Cada partido disputa tantas ou quantas vagas, COM SEU DISCURSO REAL, SEU PROJETO DE PODER, essa coisa toda. No mínimo dos mínimos isso força a que os atuais ajuntamentos tenham uma feição a ser mostrada ao respeitável público, detalhando o que vem a ser sua plataforma... Enfim, vai se caminhar no sentido da identificação dos partidos. Hoje? O que se sabe o que representa o PMDB? Ou o PR? Ou o DEM (esse, parece, não tem a menor cerimônia em se apresentar como vanguarda do atraso)?... Ponderável parcela da opinião pública, exatamente aquela predominantemente formada pela classe média, já se apressa para duelar com os projetos. Os petextos são conhecidos e se quer elevá-los à condição de argumentos. Todos rotos. Nenhum resiste a uma análise mais detalhada. Pode ser – MESMO – que haja alguma proposta melhor, mais tendente a purificar o embate eleitoral que se avizinha e os que se lhe seguirem... Porque pode ser que tal suceda, é bom que se discuta o assunto sem preconceitos ideológicos, que de ideologização a gente está saturada, com a reiteração do ´ódio estampada nas infames campanhas contra Dilma, Lula, Padilha, e companhia...... O país já não é tão jovem mais, já ingressamos no clube das grandes economias... É hora de se trabalhar “à vera”... * Geraldo Machado é advogado e articulista da Folha da Manhã.

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