O arquiteto e urbanista Renato Siqueira traz uma séria denúncia sobre a proposta megalomaníaca da prefeita rosa sobre o aeromóvel goytacás. Pela relevância do assunto, achei que deveria dividir com vocês.
"Há algum tempo, temos informado a forma embaraçada, para não dizer irresponsável, como o assunto Mobilidade Urbana, especialmente o aeromóvel vem sendo conduzido em Campos, sobretudo pelo desrespeito ao que determina o Plano Diretor Participativo: Audiência Pública.
Contudo, a Prefeitura continua forçando a barra e contratou serviços de sondagem geomorfológica (do solo), na ciclovia da Av. 28 de Março, para subsidiar o projeto estrutural do aeromóvel, conforme fotos hoje - 20/08/2013 - do flagrante.
Lembrando que o modal de transporte, aeromóvel, ainda não está plenamente comprovado a sua eficiência e, existe no mundo, apenas em condições não urbanas - Jacarta, Indonésia - e será implantado, em "caráter assistido", testes, na cidade de Porto Alegre/RS, em trecho curto (metrô-aeroporto), com 01 KM e horários limitados: das 10:00h às 16:00h, de segunda à sexta-feira, sem cobrança de passagens neste período.
Não se sabe por que razão ou razões, o CMMAU (Conselho Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo) está calado e passivo diante de tantos abusos e arbitrariedades ambientais e urbanísticas como esta, também, é curioso o silêncio da ANFEA (Associação Norte Fluminense de Engenheiros e Arquitetos).
Na onda de paralisação quem, sempre leva o "caixote", o "caldo" é a cidadania, pois além de tudo, o MP (Ministério Público) parece concordar com os abusos, que incluem a execução do serviço sem a devida Audiência Pública, EIV (Estudos de Impacto) e etc, Onde de tudo falta, inclusive a sinalização, obrigando ciclistas saírem da ciclovia para trafegarem em plena faixa de rolamento dos veículos motorizados.
Pior do que os atos dos maus, é o silêncio dos bons. A ausência de uma Política Urbana Municipal, tenta ser compensada pelas "obras", desarticuladas do Plano Diretor Participativo, que, por isso, só agravam a questão da Mobilidade Urbana, Renato César Arêas Siqueira - arquiteto e urbanista"
Aos comentários acima do Arquiteto Renato, posso acrescentar que as sondagens estão sendo realizadas desde a localidade de Travessão e irá até Goytacazes, sendo tais serviços realizados por firma de Rio das Ostras, sob a responsabilidade e contratação da PCE consultorias e Projetos, que todos conhecemos. Aliás, ainda estamos tentando obter os contrato da PMCG com a PCE para sabermos, entre outras tantas dúvidas, se é possível contratar obras de forma indireta e sob a égide desse contrato de consultoria.
A prefeita já está gastando, e muito (R$ 400.000.000,00), por conta de um projeto faraônico e megalomaníaco, experimental e sem comprovação técnico-científica de outras experiências com o uso de tal solução. Sequer sabe os custos com e infra-estrutura (fundações) e a super-estrutura (parte aérea) porque não tinham a sondagem geológica-subsolo, SERVIÇO PRELIMINAR E BÁSICO PARA REALIZAÇÃO DE QUALQUER OBRA CIVIL DESSE PORTE, e seu orçamento, portanto, sem exata noção do custo final e dos prazos de conclusão total desse tresloucado, mirabolante e irresponsável projeto, MAS JÁ ESTÁ GASTANDO POR CONTA, porque as eleições de 2014 estão chegando e precisam mais um outdoor para a família-candidata, com o dinheiro público, a exemplo da duplicação da BR 101 e da RJ 216, ATÉ HOJE SEM PRAZOS DE CONCLUSÃO.
Os custos operacionais e de manutenção desse sistema então, só Deus saberá, mas nós já estaremos pagando desde agora. Uma obra de superfície similar a esta (metro de superfície), já arrasta-se por quase 20 anos em Salvador, com transtornos imensos para a população, sem solução. É o que provavelmente ocorrerá também aqui.
COM RAZÃO O ARQUITETO, NA EXIGÊNCIA DA REALIZAÇÃO DA AUDIÊNCIA PÚBLICA DE VERDADE, PARA DISCUTIR O ASSUNTO E O INTERESSE PÚBLICO EM QUESTÃO.
EU APOIO. E VOCÊ ???


