6 tecnologias que vão mudar comportamentos nos próximos anos
Robson Colla
25/02/2013 18:44
O futurólogo Michell Zappa, que se define como “meio sueco, meio brasileiro”, faz previsões sobre a evolução da tecnologia para clientes espalhados pelo mundo. Em entrevista a EXAME.com, ele falou de cinco tendências que, na sua visão, vão causar transformações nos próximos anos. À lista foi acrescentada uma sexta tendência, que ele discutiu num encontro sobre tecnologia na educação da empresa Webcasters, nesta semana. Veja as seis nas próximas páginas.
1 — Hyperscreening
Tendência: Cresce a quantidade de dispositivos que possuem acesso à internet e tela para exibir informações – smartphones, tablets, TVs, painéis de carro e muitos outros. Zappa chama essa abundância de telas conectadas de “hyperscreening” (algo como “hipertelas”).
Consequência: O tipo de conhecimento que as pessoas acumulam na memória tende a mudar. Saber onde encontrar determinadas informações torna-se mais importante do que ter essas informações na cabeça.
Quando: Já está acontecendo.
2 — Computação para vestir
Tendência: A computação tende a se incorporar ao vestuário. Alguns exemplos ainda incipientes são relógios inteligentes, a Nike Fuel Band; e os óculos Google Glass.
Consequência: A pessoa fica ainda mais conectada. Como muitos desses dispositivos possuem sensores e registram o que acontece, ela também se torna mais consciente dos seus hábitos. “É algo sutil, mas que altera profundamente o comportamento”, diz Zappa.
Quando: Está começando agora. Vai ganhar força nos próximos anos.
3 — Tecnologias Calmas
Tendência: Zappa chama de tecnologias “calmas” aquelas que agem sem que o usuário precise lhes dar atenção. Elas “pensam” por ele. Um exemplo é o Google Now, recurso do sistema Android que pode, por exemplo, cruzar horários de voo, informações de trânsito e mapas para avisar quando é hora de sair de casa para ir ao aeroporto pegar o avião.
Consequência: A tecnologia vai se tornar mais útil e menos complicada. A expressão “assistente digital” poderá ser entendida ao pé da letra.
Quando: As tecnologias calmas ainda são primitivas. Mas vão amadurecer nos próximos anos.
4 — Fabricação digital
Tendência: O conceito de impressora 3D, que fabrica objetos de forma automática, poderá, no futuro, ser estendido a uma máquina capaz de produzir dispositivos inteligentes, em vez de apenas peças inertes.
Consequência: Em vez de enviar um produto ao outro lado do mundo, será possível enviar apenas o projeto digital. A fabricação será feita lá. E estaremos perto de criar o robô que se autorreproduz.
Quando: Há projetos como o do robozinho Maki(na foto), com partes plásticas que podem ser fabricadas numa impressora 3D. Mas vai demorar mais de uma década até que componentes complexos possam ser produzidos de forma similar.
5 — Matternet
Tendência: O conceito dos robôs que organizam armazéns (como os da Kiva) poderá ser estendido a todo o planeta. Um exemplo disso seria uma frota de robôs voadores transportando pacotes.
Consequência: A movimentação de objetos poderá ser feita de forma similar ao tráfego de dados na internet. Todas as atividades ligadas ao transporte de carga serão afetadas.
Quando: Os robôs da Kiva são um começo. A empresa americana Matternet quer montar um serviço de transporte baseado nesse conceito. Mas alguns anos ainda serão necessários para tornar o sistema adequado ao uso em espaços públicos.
6 — Educação P2P
Tendência: Novas ferramentas permitem que uma pessoa ensine a outras o que sabe e aprenda outras coisas com elas. Assim, o aluno é também professor.
Consequência: O ensino tradicional, em que um professor transmite o que sabe a um grupo de alunos, perde importância.
Quando: A educação P2P é usada pelos programadores, que trocam ideias em fóruns como o Stack Overflow. “O fórum ensina mais sobre programação do que uma universidade”, diz Zappa. O processo também é usado em sites de ensino de idiomas como o Livemocha(na imagem). Com o tempo, deve se estender a mais assuntos.
Fonte: Site Exame