CIDAC 3 anos – Prestando contas II.
Robson Colla
27/05/2012 13:12
Assim que assumimos o CIDAC, em janeiro de 2009, tratamos de montar um plano de ação para aquilo que desejávamos ver, tanto para o órgão em si, quanto para a política de tecnologia que sonhávamos ver implantada em nosso município. O município não contava com uma política de tecnologia, ficando a cargo de cada órgão da administração direta ou indireta a sua própria implementação. Isso gerou uma babel de sistemas e redes que, apesar de termos avançado muito, ainda irá levar algum tempo para ver padronizado.
Dentre os problemas mais urgentes encontrados, podemos citar: falta de rotinas diárias de Backups para manter a segurança dos dados, na maior parte dos órgãos; equipamentos sucateados e falta de informação sobre o parque tecnológico; sites e sistemas desenvolvidos por terceiros e em softwares proprietários; infra-estrutura de rede problemática etc.
Procuramos atuar inicialmente em 03 áreas distintas e para isso contamos com o pleno apoio da Prefeita que, através de portaria publicada no Diário Oficial, deu ao CIDAC a prerrogativa de estruturar a Tecnologia da Informação no município: padronização do parque tecnológico, concentração e padronização de sites e sistemas usando tecnologia de software livre e implantação de uma política de segurança de dados.
Antes de adentrar em cada uma das áreas citadas, cabe aqui tentar mostrar o cenário encontrado no CIDAC. Não havia nenhum servidor de dados ou sistemas; não havia equipe de analistas de sistemas nem programadores; não havia qualquer infra-estrutura de TI.
Com o apoio do Gerente Ranulfo Vidigal, procuramos inicialmente montar duas equipes distintas: uma para atuar no campo da assistência técnica aos órgãos da administração direta e indireta e outra, composta por quatro analistas de sistemas, para criar as bases para a padronização da política de TI da PMCG. Cabe aqui informar que o CIDAC não tem como mote ingerir em qualquer órgão, ao contrário, sempre se colocou como um braço de apoio dos diversos órgãos que compõem a administração pública. Montamos uma espécie de “consultoria interna” para assessoria nas questões de TI.
Nosso plano de ação foi baseado em um projeto maior que denominamos, internamente, de “Campos Cidade Digital”. É um projeto que tem ações de curto, médio e longo prazos. Ao sair, deixei alguns já implantados, outros em andamento (alguns licitados outros não). Vou me deter em cada um deles nos próximos posts.