BuRaco 101 - FALTA DE INVESTIMENTO!
Robson Colla
08/06/2011 21:38
Iniciando a série de questionamentos sobre a privatização da BR 101, hoje este blog vem levantar o tempo de privatização, o tempo de cobrança de pedágios, os valores arrecadados e o que foi feito até agora. Bom, para iniciar vamos lembrar que a rodovia passou a ser administrada pela iniciativa privada em fevereiro de 2008, seis meses depois a Autopista Fluminense começou a oferecer serviços de atendimentos aos motoristas. Em fevereiro de 2009, depois de uma série de atrasos, a primeira praça de pedágio começou a funcionar. E, atualmente, as cinco praças de pedágio estão em funcionamento. A empresa que administra a rodovia disse que as primeiras ações que seriam desenvolvidas eram melhorias da pavimentação, sinalização vertical e horizontal e iluminação. Pode ser até que alguma coisa tenha melhorado, mas com o dinheiro arrecadado até o momento muito pouco, para não dizer quase nada, foi feito.
Para se ter uma idéia de quanto poderia ter sido investido, mostraremos um breve cálculo de quanto esta empresa recebeu. O pedágio atualmente custa R$ 2,80. De acordo com a Autopista Fluminense, no trecho de Campos passam cerca de seis mil veículos por dia. Se calcularmos esse valor nas duas praças de pedágio (Serrinha e Guandu), teremos aproximadamente 33 mil reais arrecadados por dia. Em um mês cerca de 1 milhão. Em um ano 12 milhões. Em dois anos, 25 milhões. Já são dois anos e meio de cobrança e a empresa arrecadou uma média de 26 milhões em apenas duas praças de pedágio. É importante ressaltar que esse cálculo foi feito apenas em cima de carros de passeio, descartamos aqui as motocicletas, caminhões e ônibus, além das outras três praças de pedágio.
Depois dessa matemática eu pergunto: será que com todo esse valor a empresa não poderia sequer ter melhorado a sinalização ou ter colocado um asfalto de melhor qualidade? Além dos buracos e das ondulações do asfalto, não temos sequer acostamentos decentes. Por isso volto a afirmar, precisamos todos nos organizar e cobrar dos órgãos competentes ações que obriguem a empresa a investir de uma forma mais eficaz, porque, senão, ficaremos eternamente gastando dinheiro e não vendo o resultado. Devemos evitar que mais vidas sejam perdidas na BR 101, por conta da parca estrutura que nos é oferecida. Precisamos mudar esse quadro.