Flávio Bolsonaro vai ao STF contra Lula por fala sobre 'traidores da pátria' e menção a enforcamento
Hevertton Luna - Atualizado em 11/06/2026 15:43
Flávio Bolsonaro e Lula
Flávio Bolsonaro e Lula / Divulgação
Flávio Bolsonaro (PL), senador e pré-candidato à Presidência, protocolou notícia-crime contra o presidente presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no Supremo Tribunal Federal (STF), pelos supostos crimes de ameaça e incitação ao crime.
Em discurso, na última semana, o petista criticou integrantes da família Bolsonaro por supostamente buscarem apoio de autoridades dos Estados Unidos contra o governo brasileiro. Em seguida, afirmou: "Por menos, Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes, foi enforcado".
De acordo com petição do filho de Bolsonaro, Flávio disse que Lula estimou militantes a cometer homicídio contra ele ao relacioná-lo a "traidores da pátria". Para a defesa do senador, a declaração tem como objetivo associar Flávio Bolsonaro à figura de um traidor e sugerir que ele mereceria ser morto por enforcamento.
A assessoria do presidente Lula não quis comentar o caso.
Crítica ao Tarifaço 2.0
Na semana passada, Lula criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo relatório dos Estados Unidos que propõe uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, sob a alegação de práticas restritivas ao comércio americano.
As práticas citadas pelo governo americano incluem PIX, desmatamento ilegal, falhas na aplicação de leis anticorrupção, entre outros. Alguns produtos ficariam de fora da nova taxação, como carne, frutas, café, aeronaves, medicamentos, fertilizantes etc. (entenda mais abaixo).
A nova taxa ainda não está valendo, a decisão final pode sair até 15 de julho.
O petista também defendeu que os filhos do ex-presidente são piores que o pai.
"Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser pior do que ele, e são, na verdade, vendilhões [vendedores que traem interesses coletivos para se beneficiarem] da pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras", disse Lula.
Com informações do G1

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